segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

E venha 2008!

Este é o último post do ano. O ano de 2007 como já fui dizendo por aqui trouxe-me várias e boas surpresas. Espero que 2008 seja tão pródigo em boas surpresas como este ano que acaba. A verdade é que estou com algumas dificuldades em preencher os desejos para as 12 passas que tenho de comer. Não gosto muito daquelas uvas... Talvez seja por isso... Dois desejos tenho já decididos... faltam 10! Talvez me quede com uma lâmpada de Aladino e fique apenas pelos três desejos.
Antes de mais quero desejar a todos os leitores do "Olha a Menina a Dançar" um ano de 2008 cheio de sucesso a todos os níveis. Desejo a todos aquilo que desejo para mim!
Faltam-me apenas preencher algumas lacunas na minha vida para que me sinta verdadeiramente feliz. É esse um dos meus desejos para 2008. Nada demais. Apenas o impossível! Encontrar a mulher da minha vida! Mas como pedir não custa... Não precisa de ser uma Charlize Theron ou uma Petra Nemcova. Apenas alguém que me entenda e goste de mim pela pessoa que sou e não pelo meu aspecto.
Depois um empreguito mais ou menos também não era mau. Confesso que chegado a estes dois desejos empanquei. Não sei bem o que pedir mais. Nunca fui gajo para pedir muito, mas acho que pelo menos no primeiro desejo exagerei! Dificilmente encontrei alguém disposto a aturar um chato de primeira, uma péssima pessoa e que quando abre a boca ou entra mosca ou sai...
Se pedisse saudinha estava apenas a exagerar naquilo que (felizmente) tenho. A verdade é que no dia em que não tiver saudinha... devo morrer logo à primeira. Até porque sou avesso como o caraças a hospitais. A entrada que espero fazer um dia no hospital é directo para a morgue. Esventrem lá à vontade que nessa altura já não me chateio puto!
Se alguém souber de mais desejos... peço que deixe um comentário até às 23.59 desta noite. Mesmo que passe dessa hora não faz mal. Atrasados também devem contar. Dou a desculpa que vieram pelo correio e como nesta altura os correios andam sempre atrasados... Também os devo poder utilizar!!!

Queria também aproveitar para agradecer às pessoas que comentaram este espaço e também aquelas que de forma anónima leram o blog. Em especial às amigas da Rafaela que comentaram o post sobre ela. Foram muito simpáticas. Mas acho que o agradecimento maior tem de ser feito a essa mulher fantástica. Se ela não existisse nunca teria sido escrito aquele post. Se for comentado a seguir por algum homem... vou levar nas orelhas, mas tudo bem! Aproveito para devolver os desejos de um excelente 2008 ao Segredo Cor de Rosa e à Joana. O que desejo para mim, desejo para as duas. Se são amigas da R. são boa gente!

Sem certezas de haver post no 1º dia do ano (devido a possíveis fortes cargas de vodka e outros no organismo). Despeço-me até para o ano! Umas Boas Entradas a todos! E venha 2008!!!

sábado, 29 de dezembro de 2007

Sobre a Dor e a Delicia de...

Ontem, em conversa privada, disseram-me uma frase sobre a qual me disponho agora a reflectir. Todas as pessoas que passam na nossa vida nos marcam. Umas de forma leve e quase imperceptível, outras de forma marcante e eterna. Finalizada a presença dessas pessoas (especialmente as segundas) na nossa vida, temos de levantar cabeça e aprender a viver com as memórias e recordações que guardamos. Temos de nos dispor a isso sobre pena de parar no tempo e ver o correr dos dias sem grandes mudanças na vida.
A verdade é que já passei por essa situação duas vezes. Demorou muito tempo a libertar-me do peso da primeira. Mas aprendi muito sobre mim na segunda vez. Talvez por isso esteja agora a falar desta forma. Dessas duas pessoas guardo na memória apenas as boas recordações. Os maus momentos, serviram para crescer e aprender a ultrapassar com mais facilidade (sem estar com isto a dizer que alguma vez será fácil) as coisas más que nos aparecem na vida.
Para mim é um facto curioso voltar a estar disponível para amar após marés de azar e sofrimento. Mas agora tem de ser uma relação séria. Para trás ficaram algumas pessoas às quais magoei e, talvez lhes tenha ensinado, que nem sempre devem confiar em gajos que foram como eu no passado.
Na dita frase, expressa num momento doloroso, encontrei algum desencanto. Quem a disse tem de perceber rapidamente que vai guardar esses largos momentos na memória e no coração. E voltar a viver. Com tudo o que custa este reinicio. Mas esse reiniciar nem sempre precisa de ser mau. Custa, mas por vezes a felicidade está onde menos esperamos e bem mais perto do que algum dia pudemos imaginar. Temos é de abrir os olhos e deixar as inseguranças de lado.
Este ano de 2007 foi para mim quase um ano sabático. Decidi que ia viver apenas para mim e sem pensar sequer em me apaixonar ou gostar de alguém. No girls allowed! Surpresa das surpresas! Talvez tenha sido o ano em que encontrei algumas mulheres que me fizeram bem. De uma forma ou de outra me marcaram de forma positiva. Gostei de ter conhecido todas e embora não me tenha apaixonado por nenhuma, fizeram-me bem. Mostraram-me outra forma de ver a vida.
Uma delas marca-me de uma forma especial. Não gosto de a sentir triste. Espero que 2008 lhe traga a paz de espírito e a vida que precisa. Mas para isso também essa pessoa precisa de abrir portas aos outros. Afinal aquilo que ela pretende alcançar pode estar mais perto do que alguma vez imaginou...

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Rafaela

PONTO PRÉVIO. Como sei que os amigos da pessoa em questão vão ler este post, deixo desde já um aviso. Podem bater à vontade! E arremessar objectos também! Peço apenas que respeitem a vontade da gerência e evitem a lista dos seguintes objectos: pedras, paus e catanas! Ah! Caçadeiras… agradeço também que não usem. Acho que já tenho os buracos necessários no meu corpo… mas tudo o que mencionei acima, pode apenas ser usado contra mim nos comentários ao post. Acreditem tenho inimigos que cheguem…
Deixando agora a estupidez pura e passando ao que importa, despeço-me de todos.

Fazer o “retrato” de uma pessoa e saber que ela vai ler, não é fácil. Quando a Rafaela me lançou este desafio não me apercebi bem no que me estava a meter. Mas como todos os desafios são válidos aceitei. Acreditem que seria bem mais fácil dizer mal de uma pessoa. Neste momento sinto-me um profiler a correr o risco de meter uma grande argolada. Ou então de parecer lamechas o suficiente para a meio deixar os prezados leitores com vontade de dar um soco ao monitor. Por mim, estão à vontade porque os monitores são vossos. O auditório dirá o mal que pensa disto a posteriori.
Nesta vida já tive a oportunidade de conhecer pessoas das maneiras mais estranhas possíveis. Estava eu longe de pensar que um dia ia conhecer uma pessoa através de um programa de televisão. Logo eu que sou avesso a essas coisas. Fazer figura de parvo? Tudo bem, mas apenas em locais onde as pessoas não me conheçam ou com amigos. Vieram-me agora algumas à cabeça… até me deu um arrepio na espinha.
Mas foi mesmo desta forma que conheci a Rafaela. Ponto final parágrafo. Para quem não conhece a história passo a descrever. Desculpa meu anjo, mas vais voltar a levar com isto outra vez… Dei uma boca foleira à rapariga e como acho que um homem não deve ser só um animal, que julga que pode fazer tudo o que quer, pedi humildemente desculpa. Não sei porquê ela aceitou e começamos a falar. Coitada… mal lhe passava pela cabeça o que ia ter de aturar no futuro! Pior pessoa do que eu não há. Quem julgar que é… ponha-se na fila … que o lugar está ocupado!
Quando começamos a falar apareceu-me uma grande surpresa pela frente! Esta miúda consegue deixar-nos muitas vezes sem palavras. Quem olha apenas para o conteúdo exterior (e falo dos homens) é no mínimo um imbecil que não sabe o que perde. Todos nós sabemos que a Rafaela é linda de morrer por fora. Isso é ponto assente e nem vou perder mais tempo com isso.
Mas o pack interior é qualquer coisa de morrer. Começando na alegria que tem de viver. Consegue ser contagiante. Ela sabe bem que essa alegria me fugiu durante muito tempo, demasiado até. Mas a alegria e a positividade com que consegue encarar as adversidades da vida, transformam-na numa mulher fascinante. Sem dúvida, das (para não dizer a) mulheres mais fascinantes que tive o gosto de conhecer na vida. Rafaela és um autêntico anjo que desceu à terra!
Por norma, quando conheço uma pessoa mantenho baixas expectativas. Sou uma pessoa reservada. Da mesma forma que tu és. Contudo, acho que existiu um click qualquer que me fez baixar a guarda e deixar-te entrar. Acredito, tu lá saberás, que tenha acontecido o mesmo contigo. Nem consigo perceber porquê, eu sou o rei das más pessoas…
Pelas sms que mandavas para o chat, foi logo possível saber que eras uma mulher de crenças, valores e ideais muito fortes. Se calhar das poucas que existem nesta altura. Mas ao conversar contigo essa impressão tornou-se ainda maior.
Tens uma enorme força de viver misturada com uma sensatez quase inigualável. A isso juntas-lhe um toque daquela loucura que nos permite passar pela vida a sorrir. Meus amigos, a loucura saudável faz muito bem, digam o que disserem!
Não posso deixar de apontar, aquela que por ventura será a tua maior virtude e ao mesmo tempo, o teu maior defeito. És uma pessoa tão bondosa que por vezes até o és em demasia. Ao ser tão bondosa, não te consegues aperceber que nem todas as pessoas se aproximam de ti com boas intenções. Sabes um bocadinho de pé atrás e olho bem aberto não faz mal a ninguém. Ao mesmo tempo sei que consegues ver malandros ao longe. Por vezes parece-me é que te abres em demasia, em locais e com pessoas que não deves, e não te defendes convenientemente.
Sei que me farto de bater na mesma tecla. É assim, doses em excesso de cafeína no organismo fazem mal. Honestamente não consigo compreender o porquê de não dormires! Afinal são só (!!!) 9 cafés que tomas por dia! Ok! Ok! Já sei que andas a tentar reduzir! E força nisso! Quanto ao tabaco… não falo nisso. Primeiro porque não posso… Quem sofre do mesmo mal, não pode criticar. Depois porque não considero o tabaco, tal como a cafeína, um defeito. Apenas vícios que todos nós temos. Quem não tem que atire a primeira pedra.
Bem acho que acabei a lista das tuas imperfeições e defeitos. E agora é que percebi porque é que sou tão mau… ainda tenho tantas coisas boas para dizer acerca de ti. Se fosse comigo era o oposto. Metade das linhas que usei aqui para falar dos teus defeitos, chegavam para expor as minhas virtudes… se é que tenho alguma! Mas continuando a lista das qualidades.
É excepcional conhecer uma pessoa que tem sempre uma palavra amiga e que sabe a sabe usar no momento exacto em que precisamos. Sabes bem que já me inspirei em ti para apagar vestígios de um passado doloroso. Foste a musa inspiradora. Agora sem sombra de dúvidas, digo-te que soube mesmo bem. Só te tenho a agradecer por isso. O teu forte carácter com um travo a doçura constante ajuda as pessoas. Outra coisa incrível que encontrei em ti, foi como a tua beleza exterior não ofusca a capacidade que tens em ver as pessoas pelo seu interior e não pelo seu aspecto físico. Todos sabemos que olhar para o exterior é bem mais fácil do que para o interior. São raras as pessoas que “perdem” tempo hoje em dia a conhecer os outros mais profundamente. E é tão bom conhecer pessoas assim!
Creio que esse aspecto é proveniente da educação que recebemos. Ou do que vamos aprendendo no correr dos dias. Todos, sem excepção, temos a nossa fase estúpida de teenager. Infelizmente muitas pessoas não conseguem nunca sair dela e aceitar que a vida é algo bem mais profundo e belo. Será porventura o maior ensinamento que podemos ter, a aceitação que temos de crescer todos os dias e aprender com erros, vitórias, derrotas.
A tua simplicidade consegue ser desconcertante. Saberes da tua beleza e aceitares sem complexos a tua figura. A tua simplicidade no trato com os outros. A forma como vês o mundo, assim como os outros, pelos teus olhos e não por qualquer ideia feita sobre a outra pessoa. A forma como te consegues descrever com verdade (mas por vezes algum exagero negativo) consegue ter o seu quê de desconcertante.
Ah! Quase me esquecia do teu excelente gosto musical e da forma como escreves. Aquela carta ao Pai Natal ainda me queda na memória. Foi das poucas coisas que li que me deixou sem uma única palavra. Penso mesmo que muito do que és, está ali descrito para quem entender. A tua elevada cultura musical também me agrada muito. Já gastamos muito tempo a trocar as nossas experiências e gostos musicais. E logo eu que adoro música encontrei outra pessoa igual a mim. Se soubesses o que ando a ouvir agora… E se eu tivesse a tua voz rapariga…
Bem agora tenho de tocar naquele ponto em que já te falaram milhões de vezes por certo. És loira (agora estamos naquele momento em que todos abriram a boca de espanto, como é que este gajo chegou a tão brilhante conclusão?), mas não és uma loira qualquer. Já tivemos estava conversa. A Rafaela como todos sabem é uma mulher extremamente inteligente. Deve ser dos genes que não são portugueses. Oops desculpem loiras tugas, algumas de voz são bem inteligentes. A cultura desta loira em especial cifra-se bem acima das que eu conheço. Ás vezes até me fazes sentir um bocadinho burro…
És uma mulher extremamente especial. Todos que te conhecem sabem disso até melhor do que eu. Também já te disse isso mais do que uma vez. Falta falar de ainda de tantas das tuas qualidades. Mas acho que vou reduzir apenas ao significado das palavras. O carinho, a independência, a honestidade, a calma, a serenidade são algumas dessas palavras.
Desculpem-me, tenho de ficar por aqui. Ou será que preferem ler o “Guerra e Paz” em versão Rafaela, mas com 10 volumes?
Quanto a uma última mensagem para ti: nunca deixes de ser quem és, por ninguém. E muito menos deixes que te roubem esse sorriso lindo!

PS: Podem começar a malhar a partir deste momento!

Humor Esquisito... Toca a Gozar com o Azar dos Outros

Estava a conversar com o meu pai esta tarde quando ele levantou uma questão pertinente. Como é que está a Amaia? A Ames (como carinhosamente a trato) é uma amiga que configura o típico desastre ambulante. Confesso que quando falei com ela para lhe desejar um Feliz Natal me esqueci de perguntar com ia a saúde... Muito bem sabia logo à partida que não estava.
Por isso toca a telefonar-lhe hoje. Ela apercebeu-se logo que o meu humor era de cão. Talvez por isso nem me tenha insultado. Também já o fez tantas vezes desde Julho que deve estar cansada. Realmente, gozar com uma pessoa que anda em cadeira de rodas, desde essa data, não lembra ao diabo... só mesmo a mim!
Disse atrás que a Amaia configura o desastre ambulante e passo a explicar porquê. Conhecemos-nos à ano e meio. E desde essa altura tem tido os acidentes mais parvos de que alguma vez ouvi falar. Recuo-o agora ao último. Domingo 8 de Julho. Estava eu no intervalo das corridas no Circuito da Boavista, bem encostado ao Castelo do Queijo, quando recebo uma chamada telefónica. "Ames" dizia o visor do telemóvel.
O que se passou a seguir podia fazer parte de um qualquer filme maluco. As pessoas passavam por mim e riam-se, só do meu riso. Perguntam-me vocês... e o que é que aconteceu afinal? A Ames é a pessoa mais avessa a praticar desporto que conheço, mas algumas amigas lá a convenceram (ainda estou para perceber como...) a ir a uma aula de step. O desastre, como não podia deixar de ser, aconteceu... Rotura de ligamentos no joelho! E eu a rir-me e a gozar com ela. Quanto mais dores tinha, mais eu me ria!
Foi passando o tempo e aquilo até estava a recuperar bem. Até ao dia... Até ao dia que ela ao levantar-se da cama, resolveu malhar outra vez e fazer ainda mais danos no joelho! É pá não me digam que não tem piada!!! Desculpem, mas tem!!! E eu a gozar com ela outra vez...
Como já estou farto de ouvir dizer que qualquer dia me matam nem ligo a ameaças. Agora que lhe liguei soube que vai ter de ser operada no início de 2008! Que raio de maneira de começar o ano! Hehe! A srª. arquitecta vai ter de passar pela sala de cirurgias. Oh que pena! Hehe! Se eu fosse médico acho que em vez de lhe remendar o joelho tentava concertar aquele cérebro. Mas enfim... cada um tem o que merece! Não quero dizer com isto que a rapariga mereça... Apenas que quem semeia ventos colhe tempestades! Hehehe!
Como nunca fui escuteiro, vou deixar aqui a minha palavra de bom samaritano. Miúda, a tua sorte é eu não estar aí, senão mandava-te era logo pelas escadas abaixo!

PS: Ames como não sou assim tão mau, vou agradecer as palavras que tiveste para comigo. Pode parecer que não, mas ajudaste. Ainda vou tentar perceber como. Leste bem o profile da situação, mas sabes como sou. A vida é tão complicada...

Ainda os Efeitos do Natal

Passado o Natal sobram sempre os efeitos secundários da época. Desde Domingo já sofri muito e ainda não passaram esses ditos efeitos. Fazendo um flashback para recordar...
Domingo. Fui gentilmente acordado com algo a fazer-me doer o pescoço. Não, não era nenhum crocodilo a morder o meu pescocinho. Quando abri os olhos a dor aumentou. Lá consegui erguer os olhos e apanhei logo um susto. A minha maninha sentada na minha cama a rir-se. "Merda!" foi o meu primeiro pensamento do dia. Tinha cravado no pescoço um dos anéis que lhe ofereci. Confesso, este foi um resquício dos posts que escrevi aqui sobre ela. Nada a ver com o Natal. Mas como sou muito estúpido ofereci-lhe outro anel, desenhado por uma amiga comum. A verdade é que essa amiga me facilita muito a vida. Gentilmente é ela que desenha e depois escolhe o que eu ofereço aquela coisa...
Segunda. Véspera de Natal. Acordei com uma telha suficientemente gigantesca para acabar com o espírito natalício ao menino Jesus e ao Pai Natal ao mesmo tempo. Tentei escrever ainda um post que ficou a meio. Acho que só comecei a falar com as pessoas depois das seis da tarde. E isto porque estavam a chegar os convivas. Sei bem o que se passou. Estava a lembrar-me de muitas coisas pelas que passei e de muitas pessoas que já partiram da minha vida. Até a música que estava a ouvir conseguiu deixar-me com o astral mais em baixo. Chegada a hora do jantar. Aqui o menino com a mesma telha. Ao contrário do que é costume, quem ajudou a levantar o astral foi a minha mãe. Entre as coisas sem grande nexo que estava a dizer comecei a sorrir. Acho que uma hora depois já estava era farta de me ouvir gozar com ela... Despertou o monstro! Pouco passava das 23 horas quando recebi um sms muito simpático, dizia: "Ainda consegues ser mais estúpido do eu que pensava!". Pronto... a Ines viu o presente. E parece que tinha gostado. Já tem nova arma de arremesso contra a minha gentil pessoa. Meia noite... desgraçadamente calhou-me a mim distribuir os presentes. Convêm dizer que a essa hora já tinha bebido alguma coisa... alguma... bastante! E veio o momento deprimente da noite. Todas as noites de Natal têm de ter um. O momento de distribuição dos presentes, com um barrete enfiado nos cornos e uma tentativa de tornar o Pai Natal gay. Não sei se fui muito bem sucedido, a julgar pelas fotos. Não se assustem! Poupo-vos a ver esse momento genial... perdoem... deprimente. A partir daí foi jogar cartas (com o acompanhamento de bebidas e doces) até às 5 da matina.
Terça. Dia de Natal. Pouca coisa para dizer... mais conversa... mais comida... eu todo tolo, a cair para o lado de sono. Adiante. Fim da noite. "Corteo" (para mais informações ver o post abaixo).
Quarta. Grande moca na cabeça.
Hoje. Grande moca na cabeça. Decididamente decidi que ando a dormir cada vez menos e cada vez pior. Parece que ando com um sono muito leve e acordo várias vezes ao longo da noite. A última vez que me aconteceu isso, foi presságio de que algo estava a mudar na minha vida. Só mudou mesmo a minha mentalidade, o resto manteve-se igual. Estou para ver o que vai acontecer agora. Acho que nada. Deve ser mesmo um problema da p.d.i. (para quem não sabe: p*** da idade) e como já não sou nenhum menino, vou dormindo cada vez pior. Defeito de família. Era o único que dormia como um calhau cá em casa e agora embrulha da mesma fruta! É bem feito para não gozares com os outros!

Pronto pronto! Eu pecador me confesso! A verdade é que o meu cérebro, mais pequeno que o de uma formiga, anda em hiperactividade. Tenho andado confuso (parecia a Floribella agora... spooky). Não sei o que fazer nem que atitudes tomar. E mais do que ninguém detesto sentir-me assim. Tenho um botão que em 99.9% das situações me diz o que fazer e que atitude tomar. Quando o botão avaria sinto-me como que perdido num turbilhão de emoções e sensações das quais não sou dono nem senhor. E isso faz com que me sinta perdido dentro de mim. Como já não fosse castigo ter de me aturar 24 horas por dia... ainda tinha de me perder em mim. Que azar do caraças... Decididamente tenho de fazer um shut down ou um reset ao cérebro a ver se me encontro. Mas é difícil. Tenho por costume afirmar que às vezes não me importava de ser um robot. Tudo lógico. Tudo simples. Precisamente nestes momentos de turbilhão é que gostava de ser um deles. Era tão fácil... "Deixa-te de merdas e cresce Bruno!"

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

"Corteo"... Nada Melhor Para Acabar o Natal!

O Natal já lá vai! Felizmente! Tanto dinheiro e tantas toneladas de lixo depois... sobrevivi através de muitas palhaçadas e da imitação de um Pai Natal gay... e algum álcool à mistura, lá consegui recuperar o humor normal.
Mas nada melhor do que terminar o dia de Natal em beleza com um fabuloso espectáculo do Cirque de Soleil. Penso mesmo que foi o único programa de jeito que passou nestes dias. "Corteo" é um cortejo fúnebre... e a mim deu-me mesmo vontade de morrer. Cada vez que vejo este espectáculo, tenho essa sensação. Que melhor funeral poderíamos esperar do que um cheio de alegria e uma despedida tão mágica quanto feliz? Acho que nenhum funeral poderá ser mais alegre senão este criado pelo Cirque. Afinal era tudo um sonho!
Sempre gostei de circo, aliás as melhores memórias de Natal estão ligadas ao circo. Mas desde que vi pela primeira vez um espectáculo do Cirque de Soleil fiquei com a sensação de que não é circo, antes um sonho. Os sucessivos espectáculos desta companhia canadiana fazem-nos divagar por sonhos, magia e felicidade durante perto de duas horas. No final voltamos ao mundo, mas com uma sensação de conforto e alegria que nos faz brindar à vida e a tudo de belo que nela se constrói.
Quando na televisão caiu o pano sobre "Corteo" senti-me na obrigação de fazer um brinde à vida e a tudo de mágico que ela nos dá. Peguei num copo, enchi de um qualquer líquido e ergui-o bem alto brindando a tudo o que a vida nos dá. Mas sempre com a sensação de que ter um funeral assim mesmo em sonhos era o ideal. Um brinde à vida e à morte! Vivam com alegria e sonhem!
Quanto a mim... vou escrever em acta que quero um funeral assim! Nada de choros nem tristezas! Apenas alegria pelos encontros e desencontros desta vida! Afinal a morte não é uma coisa tão má quanto isso! Quero que brindem à minha morte com a mesma alegria que me acompanharam nesta vida! Afinal todos sabemos que nascemos para partir mais cedo ou mais tarde! Feche-se a porta sobre a vida! Alegria pelo "Corteo" final!
Quero palhaços, circo, alegria, fogos-de artifício! Afinal tudo isto não passa de um sonho! Um brinde a todos!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Amistades Peligrosas

Pois é... chegaram os dias... Feliz Natal desde já a todos os leitores do "Olha a Menina a Dançar".
O Natal não é das minhas favoritas, como já se puderam aperceber. Por isso este post não vai ter nada a ver com o Natal.
Ontem tive com a Ines uma conversa que me fez recuar a 1991. Data que fica marcada, talvez pela mais importante iniciação a uma banda musical espanhola. Com muita pena minha a separação do grupo ocorreu já há muitos anos, mas fica o som e as letras de uma musica sem tempo.
Depois de me teres posto o pescoço a sangrar e com uma ternura que penso nunca te ter visto, sacaste de uma letra dos Amistades... quase como desculpa. Foi um momento único. "Sabes bien tal vez / no pueda cambiar no vaya a cambiar jamás / Caer bien o mal / se acerca el final mi triste final". Utilizaste na perfeição este trecho do "Me quedaré sólo" para te desculpares. Sabes bem que não precisas de desculpa. Respondo-te agora com um pouco mais da letra. "Tía / sin tu alegría sere un pringao / Yo no me merezco la pena / Tía / sin tu valía caeré en picao".
Sabes Ines... agora que recuei até à nossa juventude e que anos depois voltei a ouvir estas musicas. Sinto-me triste. Primeiro porque estamos mais velhos. Olhar para a dolorosa conta dos anos custa. Depois porque algumas destas musicas mantêm a actualidade da nossa vida. Não nos conseguimos livrar de alguns aspectos de primeira instância e continuamos sozinhos.
Este sacana deste dia tem um efeito maldito em nós. A dor que me impuseste no pescoço, sai agora como um sorriso e faz-me esquecer esta data. Esta doeu mais do que habitual... "Porque é que me continuas a dar destes anéis estúpido?" perguntaste com um sorriso... Não sei para que é que perguntaste... deste a própria resposta! Estúpido!
Não sei sequer para que continuo a escrever hoje. Não vai sair nada de jeito. Este post acaba aqui, acho que sem sequer ter começado.

"Vientos del norte / anunciaban tu entrada / arrasando mi costa, / amor, como el mar. / Y me levanto y me caigo / mientras me deshago / en tu mano, / amor, como el mar. / Líbrame de todo mal. / No sé como acabar, / quiero más... / un poco más. / Hágase tu voluntad / en mí como en el mar. / dáme paz, / dáme la paz." in "Mar Como El Mar" Amistades Peligrosas.

sábado, 22 de dezembro de 2007

O Jantar do Degredo

Passam 20 minutos das 3.55 da madrugada. Este post está a ser escrito à mão para ser posteriormente transcrito para o blog durante a tarde de Sábado. Acabei de chegar do jantar do degredo com os amigos. É incrível como quatro gajos e um telemóvel podem fazer tanta asneirada!
Nestes jantares aprende-se sempre alguma coisa. Em 99,9999% dos casos não é nada de bom! Desta noite ficam duas punch lines perdurarão na memória. Os "beijinhos com sabor a quero mais" e uma frase com referência a um orgão do corpo humano, muito em voga nas estátuas da Grécia Antiga. na minha versão favorita seria algo como: "Sabes quem eu sou? Uma... (referencia enfatizada desse órgão do corpo humano)!". Não é por pudor que não refiro o que é, mas apenas por saber que existem senhoras a ler este blog e não vale a pena ficarem com pior impressão minha do que já têm!
Quando olhei para o recibo do parque descobri que ficamos 4 horas 4 (!!!) no restaurante! A refeição como sempre deliciosa. A companhia má por isso mesmo é que se torna tão boa! Boa para esquecer problemas e desaforos. E relaxar falando de quantidades gigantescas de merda! Ou seja, nada de jeito!
O ponto alto da noite foi mesmo o engano de uma infeliz que enviou uma sms natalícia para o número errado. A partir desse momento sofreu uma carga de ataques (mais forte do que uma equipa de rugby) que perdurou até finalmente ela querer que esquecêssemos aquele número para sempre!
Curiosamente inédito foi o facto de ter havido um momento sério no jantar. Para isso foi necessária a companhia de outra pessoa. A dona do restaurante. Claro que nós sozinhos não podíamos ter esse tipo de conversa! Sempre aprendemos umas coisas sobre ASAE e sobre um assunto do qual se fala em sussurro ultimamente.
Saímos dali rumo a Leça e aí foi o degredo total! Jantares de Natal de empresas e o bar parecia uma parololândia em ponto pequeno! Mas eles curtiam largo! Claro que nós curtimos com aquela cena e muuuuuuuito! E isso fez com que aquilo deixasse de ser spooky para ser a bandalheira total!
Bem, mas lá conseguimos regressar sãos e salvos a casa! Este já passou. Venha o próximo!

PS: Informo que o post do desafio que me fizeram, vai entrar em fase de planeamento e escrita. Mas apenas aquando do regresso a casa da desafiadora, vai ser apresentado ao estimado auditório (sempre quis usar esta expressão... sinto-me um verdadeiro António Sala!!!)!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A Propósito do Natal...

Não vou fugir à temática da altura... nem do gordo com barbas da Coca-Cola... nem do fraldinhas na palha deitado... Acresce dizer neste momento que estou a escrever voltando a ouvir o "Special K" dos Placebo. Canção com alto espírito natalício! Mas é um bocadinho assim que me sinto. Disposto a provar qualquer tipo de droga que me faça passar rapidamente por esta época de música deprimente, de consumismo desenfreado, de pessoas a acotovelaram-se em frente às montras.
Quando trabalhava em Santa Catarina, nesta altura passava-me sempre dos carretos. E como sou um gajo simpático, quando não me deixavam passar ( eu que andava na rua em trabalho, não por lazer) com o maior espírito de bom cristão, enfiava um cotovelo ou os dois... conforme a necessidade... nas costas dos transeuntes cheios de compras! Que pena que tinha deles... Hehehe! "Estou condenado ao Inferno... graças a Deus!" ou então aquela frase que gosto muito "Graças a Deus não sou católico!". Por estas e por outras já comprei o meu bilhetinho de one way para o quentinho.
Só gosto de uma coisa no Natal. As iluminações nocturnas. Isso sim desperta a cidade. Aconselho vivamente passarem pela Rua do Mouzinho da Silveira, caso consigam ter pachorra para aturarem (ao melhor espírito tuga) os milhares de carros a fazerem a volta à Avenida dos Aliados e a ocuparem duas faixas de rodagem. Parecem os meninos à volta da fogueira... E ainda dizem que a gasolina tá cara...
Neste momento prefiro pensar em como fugir desta época. Como diz a letra "More chaotic, no relief". Ando a pensar como escapar à "Gravity / No escaping / Not for free". Porra! Mas eu até estava disposto a pagar... Acho que o jantar logo à noite vai ajudar a aliviar a pressão. Pelo menos quatro ou cinco gajos juntos não falam de presentes de Natal. Nem cantam musicas natalícias, podem é cantar outro tipo de musica... mas isso é mais para o fim da noite!
Acho que outra coisa que me anima no Natal é saber que pelo menos nesta altura o Dakar está para breve. Começo a ler as noticias nos jornais, a saber como vai ser a prova pelo site, etc. Ai ai! A minha paixão pelo deserto! O meu zen... Ali ao menos dificilmente encontrava pessoas com sacos da Zara, da C&A, entre outros... Que rico Natal! Isso sim... Espírito de aventura ou de loucura? Não sei! Uma coisa é certa... enquanto não me sai o Euromilhões (e dificilmente sairá, já que não jogo) fico a ver as máquinas rasgarem o deserto e os gajos a rebentarem-se todos. Pode ser que um dia alguém já farto de mim, me queira despachar de vez e pague um carro ou uma mota (daqueles que sabemos que não chega ao fim) e me mande para lá.
Enquanto isso não acontece fico por cá... entre os loucos consumistas... parecendo eu também um louco, mas daqueles que não sabem para onde se virar! É que nem a tv ajuda... É só programas de Natal a tentarem cravar dinheiro às pessoas. Poupem-me ok? Eu quando quero dou! E não é por ver a Ruth Marlene ou o Emanuel ao saltinhos a cantarem musicas deprimentes (destes "artistas" acho que são mesmo todas) que vou decidir a pegar no telefone e a ligar para ajudar... Quer dizer... se tirassem os dois acima e colocassem outras pessoas a fazerem outro tipo de coisas... até era... ooops fugiu-me a boca para a verdade. Tarado!
Enfim... "The Show must go on"!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Um Despertar Atribulado

Acordei esta manhã com o telemóvel a tocar. Pouco dormi. E do outro lado da linha uma voz começou a mandar logo piadas... "A esta hora a dormir? As pessoas normais já estão acordadas!". Passado um pedaço mais uma "estás com voz de sono, não entendo o que estás a dizer!". A minha vontade imediata foi mandar essa pessoa à merda. Por uma questão de educação não mandei. Mas se a coisa em questão sabe que eu não sou normal porque é que ainda me diz "ah e tal as pessoas normais!".
Fogo deito-me depois das 4 da matina... e acordo com piadas destas. Porque é que não se deitam ao rio antes de dizerem isto? Realmente este pessoal... Depois não querem ouvir bocas foleiras... Eu não sou santo. Por isso não sou feito nem de madeira nem estou num altar de uma igreja. Livra!
Agora passou-me um calafrio pela espinha... detesto igrejas! Não sou filho de Deus! Felizmente conheço o meu pai e a minha mãe!

Mudando de assunto... uma mulher muito especial ontem fez-me um desafio. Nada de indecente, mas estou com a sensação que vou levar muito nas orelhas por causa disso. Vão poder ler daqui a uns dias neste mesmíssimo blog o que vou escrever sobre ela. E acho que os amigos dela também. Ou seja, para além da dificuldade do post em si... já arranjei lenha para me queimar. Mas olha é para a desgraça, por isso é que digo sempre que o Inferno é um local mais quentinho e eu gosto de calor! O meu lugar lá já está marcado!
Entretanto nestes dias vou ver se me embebedo. Pelo menos assim acho que consigo encontrar nela mais defeitos. É que se existe pessoa quase perfeita... é essa mulher! E ainda quer que encontre defeitos nela. Ok ok! Conheço-lhe alguns, mas são tão banais que fazendo um cruzamento com os meus, quase não existem... Fogo!
Meti-me numa grande alhada, mas como ainda tenho tempo para o escrever, pode ser que entretanto os encontre algures. A ver vamos...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Cuidado... Post Sem Nexo!

Pois é hoje estou meio esquisito. Depois da resposta à minha querida (salvo seja! alguém que me espeta anéis no pescoço, dá-me porrada a torto e a direito, entre outras coisas, não pode ser querido!) irmã, vou falar de coisas... ou seja coisas sem nexo nenhum. Estou um bocadinho assim hoje. O meu cérebro (que já dele é lento) hoje está a custar a carburar.
Sinto-me um jogador de futebol... Quando estou calado tudo bem, mas quando começo a falar sai uma quantidade incrível de bosta. Mesmo quando estou a pensar. Estava a ler o jornal ainda há pouco e para juntar as letras e fazer sentido a noticia... meus amigos, estava pior que um puto da primária.
Decididamente quando acordei senti que alguma coisa estava mal. Foi um castigo para me levantar da cama. Achei que devia ficar lá aterrado o dia todo. Mas não... lá saiu ele para a rua! Ao frio, à chuva, a levar com a porcaria do espírito natalício que me consegue pôr ainda mais mal disposto. Fico logo com uma vontade, que só tenho normalmente quando apanho uma grande bebedeira. Só que neste caso não há drunfo que cure este mal estar.
Quando voltei para casa, sentei-me a escrever neste blog, a resposta aquela pessoa de quem digo ser minha irmã. Nem consegui ser tão fluente como queria. Apetecia-me bater-lhe, mas nesta forma, o mais certo era levar com um excerto de porrada tão grande que nem em Janeiro me levantava da cama... Por isso safou-se de levar insultos inteligentes (ou quase)!
Agora estou a escrever esta porcaria sem sentido. Acabei de ver um guarda-redes a sofrer um golo a uns bons 70 metros da baliza. Vá lá! Ainda existe alguém pior do que eu hoje! Afinal devia estar a ver passar os aviões! Até evitei olhar para qualquer lado a não ser os passeios e o trânsito... não fosse às vezes ser atropelado! Tinha tanto sono que com o vento os meus olhos começaram a chorar. Porra parecia uma Maria Madalena! Detesto quando isto me acontece em plena rua. As pessoas ficam a olhar para mim com aquela cara de "tadinho... aconteceu alguma coisa má ao pobre do rapaz... se calhar acabou com a namorada... coitado...". Eu nem tenho namorada! E se alguém se quiser candidatar... por favor deixem o CV... mas esperem resposta. Da maneira que estou hoje ainda escolhia um cão ou qualquer outro mamífero, em vez de escolher uma mulher! Livra!
Só espero estar melhor na 6ª feira. Até porque ir para um Jantar de Natal com os amigos, bêbedo por natureza não é bom. Corro sérios riscos de ficar em coma alcoólico e mental até ao Ano Novo! Até porque como dizia a sms do L. "...para sairmos para a desgraça!". É normal acontecer isso. Já que nos encontramos tão poucas vezes ao ano...
Bem deixo-vos em paz até porque este post é mesmo uma desgraça...

Para Desfazer Qualquer Dúvida...

Ontem falei aqui da minha irmã de alma. Sendo filho único é impossivel ter uma irmã dirão alguns. Mentira! E as ameaças das quais fui alvo ontem provam isso. Alguém diz que nuestros hermanos são nuestros hermanos porque a familia não podemos escolher, enquanto os amigos podemos. Ora isso é bem verdade! Não escolhi a minha mana... Aconteceu assim apenas. E voltando às ameaças que me fizeste ontem... aqui vai a resposta.
Eu já sabia ao publicar aquele post que estava a cometer um erro e que ia pagar por ele. És contra qualquer manifestação de afecto. Já estou preparado para levar com um dos teus anéis com pedras em bruto. Aquilo dói de c@r@lho, mas o meu pescoço está habituado. Não foste nem nunca serás nada meiga...
Mas enfim... de cada vez que ouço as tuas ameaças, consigo ouvir a Elena a dizer "esta se não existisse, tinha de ser inventada"! Facto concreto! Não tens nada a ver com nenhuma das tuas irmãs. A delicadeza, a sensibilidade e a bondade passaram-te ao lado. Talvez por isso nos damos tão bem. Apesar de seres má pessoa (e repito o que já te disse milhares de vezes), consigo encontrar em ti a frieza necessária quando a perco. Esse factor permite-me pensar nas frases em que dizes. Recordo-me especialmente de uma quando andava em baixo devido aos meus constantes amores falhados. A conversa mal tinha começado e acabaste com ela ali. Amor é tema maldito para ti. Disseste-me: "O amor é f*dido dizes tu? Então porque é que amas? Para andares f*dido? Deixa-te de merdas e cresce Bruno!"
Pois é... minha cara maninha... deixei-me mesmo de merdas e cresci! Mas apesar de tudo, quando o amor chegar (se ele chegar) vou voltar a amar. Até porque quando falhar sei que vais dizer exactamente a mesma frase! E acordas-me para a realidade... ou então, as coisas correm bem e nem precisas de dizer mais nada...
Ines sabes o que eles dizem: "third time is a charm"!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Galicia

Ontem, como todas as noites, passei religiosamente pela TVGalicia. Estavam a passar um espectáculo com um nome curioso "C2 Convivir Convivências". Este programa fez-me recuar a uma tarde do mês de Fevereiro de um ano tão longínquo que já nem recordo qual foi.
Não passava de um miúdo com poucas convicções, com quase ou nenhuma certeza. Um miúdo que que tinha ido passar uns dias a Vigo. À tua casa. Recordo-me de esse dia como se fosse hoje. Sei pelas longas conversas que já tivemos sobre essa tarde, que também a recordas. E nessa tarde, tu mudaste parte da minha vida. Fiquei de imediato com uma certeza.
Era meio-dia. Estava um sol lindo e um frio de morrer. Quando fui ter contigo, observei-te. Na mesma esplanada de sempre. A aproveitar o sol frio de Inverno para ler, a tua companhia de sempre. Um livro. Aproximei-me timidamente e por entre os óculos de sol, pude ver os teus olhos belíssimos, concentrados nessa leitura. Curioso como ainda hoje me atrais da mesma maneira que me intimidas.
Depois de algum tempo, ganhei coragem e perguntei o que lias com tanta atenção. Era um livro sobre a história da Galicia (permitam-me que escreva em galego o nome dessa terra abençoada).Foi nesse momento que tudo mudou. Como sempre nos teus movimentos (cativos de uma beleza, calma e ponderação extraordinária) fechaste o livro e começaste a falar.
Explicaste a nossa história comum. A união de dois povos num mesmo. A ligação "mais forte do que aparente" (como sempre dizes) que nos une. Enquanto falavas com as mesmas palavras mágicas que ainda hoje usas, senti-me pela primeira vez em casa. Falaste de locais que nunca tinha visto. Viajei através das tuas palavras por eles e compreendi, então, o teu amor pela tua terra. Pela nossa terra.
Disseste-me que não éramos dois povos, mas sim seis milhões de pessoas, separadas por um rio. Mas esse rio não era local de separação. Era, é e será sempre o elo de ligação entre nós. A partir dessa tarde compreendi e passei a amar ainda mais a nossa terra, a nossa casa.
Podia agora falar da nossa euro região e do medo do qual os centralistas padecem. Medo talvez que nos possamos tornar ainda mais fortes e quase independentes. Afinal somos iguais. Não vou falar de politiquices... é demasiado fácil. Vou continuar a falar dessa tarde. Que passou, sempre num frio gélido, mas no calor das palavras e dos gestos.
Explicaste-me que eras galega, depois portuguesa e apenas porque nasceste no outro lado da margem, espanhola. Aliás tantos anos volvidos continuas padecer da mesma maleita. Recusas-te com toda a determinação a falar castelhano. Falas apenas quando estritamente necessário. De resto a tua língua é a minha.
Disseste que éramos irmãos. Não como aqueles irmãos ligados por laços familiares, mas antes por tradições, costumes e por uma língua mater. É verdade. Resta apenas que os nossos costumes, tradições e língua se tornem património imaterial da humanidade. Mas tu e eu, assim como muitos dos nossos irmãos, não necessitamos verdadeiramente desse simbolismo. Estamos ligados por graus mais fortes do que aparentes!
Nenhum de nós é raiano. Nascemos em grandes cidades. Mas é incrível como nos sentimos raianos quando atravessamos o Rio Miño e chegamos à outra margem. Sempre disseste que te sentes em casa até chegar à Ponte D. Luís. Como te percebo... Atravessar aquela ponte rumo a sul, custa muito mais do que atravessar qualquer ponte rumo a norte. Ao teu sul. Ao sul da nossa casa.
Essa tarde minha irmã... essa tarde... As tuas palavras mudaram a minha forma de sentir. Foi nessa tarde que nos tornamos irmãos de alma e irmãos de sangue. As tuas palavras correram em mim, aquecendo o meu sangue e o meu corpo de paixão. A paixão que sinto até hoje por este cantinho onde vivemos. As tuas palavras de amor, de carinho, de paixão. As palavras que te enchem de vida e em que te tornas um ser apaixonado. Talvez a única coisa que te apaixone verdadeiramente na vida seja a nossa terra. É no momento em que falas dessa forma que te tornas ainda num ser superior. As palavras fluem da tua boca a uma velocidade muito maior ao habitual, com um ardor mais forte. Os gestos transformam-te. Deixas de ser aquela pessoa altiva para desceres ao nosso mundo.
Já reparaste como mudamos? Como crescemos juntos? Como o nosso amor continua a contemplar este cantinho enorme em que vivemos? Como ainda hoje nos continuamos a considerar irmãos?
És verdadeiramente a irmã que nunca tive. Sei que sentes o mesmo por mim. Faltava-te um irmão mais novo. Só tens irmãs em casa. Este amor que sentimos um pelo outro empurra-nos ao encontro, nem que seja a meio do caminho nem que seja apenas por uns breves momentos. Sei que estou em dívida para contigo. Falta o tal encontro adiado desde o Verão. Falta a partida, tantas vezes adiada, ao encontro das nossas origens, das nossas terras. Essa partida vai acontecer um dia. Sem data de partida nem data de chegada. Sabemos isso. Sabemos isso porque estamos ligados por graus mais fortes do que aparentes (carrego insistentemente nesta tecla, tal como tu!). Talvez por essa ligação não cobramos nada um ao outro. Talvez por essa ligação muitas vezes o silêncio fala por nós. Talvez por essa ligação um 0lhar basta para nos compreendermos. Talvez por essa ligação sejamos verdadeiros irmãos.
Sabes o que penso de ti enquanto pessoa. Disse-te muitas vezes. Disse-te vezes sem fim. Não te considero boa pessoa. Mas mesmo assim e por tudo aquilo que me ensinaste e que me deste sem pedir nada em troca, vai ser sempre a minha irmã de alma. Até porque nunca na vida foste capaz de mudar. És capaz de viver sem amor. Não precisas dele. Admiro-te. Mas o teu amor é tão grande e tão insaciável que só podia ser por uma terra inteira.
Irmã... A gente vê-se por aí ou então pelas paisagens maravilhosas da Costa da Morte! Afinal estamos ligados por graus mais fortes do que aparentes!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Ainda a Propósito do "Hidding Go Fuck Yourself"

Pouco mais de três horas restaram para este post ser lido em inglês e eu ser forçado a apresentar um pedido de desculpas... Bem aqui vai em inglês:

My dear friend:
Here's my apologize. Maybe not like you wanted to be! You know why?
Because i will never apologize to you! Specially when you were the one that thought me that sentence! Remember how many times you said that to me??? Hehehehehe! I do! I am just terrible! Hahahaha!
There is still a week for Christmas, so before Christmas... you can still go play... hidding go fuck yourself dear!
You created the monster now... You digg me?
Bye!!!

Mulher da Minha Vida

Recentemente vi o título deste post no telemóvel de um amigo. Achei curioso e ao mesmo tempo algo romântico. Até porque o gajo em questão nem é muito dado a estas coisas. Aliás nunca pensei que fosse capaz de ter um relação tão longa como tem. Fiquei contente por ele e pela namorada. São boa gente e merecem-se.
Não pude, no entanto, deixar de me sentir um pouco triste e até algo invejoso confesso... Esta é uma das frases que gostava de colocar no meu mobile, na minha agenda. Acho que em todo o lado. A busca tem sido tão infrutífera que acabei por desistir. Ás vezes é melhor assim. Talvez apareça uma surpresa na minha vida, quem sabe?
A vida é feita de boas e más surpresas. Relativamente a mulheres têm sido mais más do que boas as surpresas. Mas mesmo assim ainda existem aquelas que interiormente me agradam. O grande problema é que ou são comprometidas ou não gostam de mim. A segunda parte não é difícil de acontecer! Ás vezes tenho uma relação de amor/ódio comigo mesmo.
Acho que quando buscamos incessantemente algum sonho, algum amor, alguma pessoa corremos o risco de não a encontrar ou de nos desiludirmos pelo caminho e desistir. Foi o que me aconteceu. Desiludi-me várias vezes e desisti.
As pessoas hoje em dia olham em demasia para aspectos laterais que algumas consideram fundamental. Por ex. a beleza exterior. Não sou bonito nem nada que se pareça. Longe disso. Posso considerar-me uma espécie de Adamastor dos tempos modernos.
Alguém que considera a beleza exterior nula e algo de desinteressante. Existem atitudes e valores muito mais importantes do que a mera beleza física. Por vezes tenho uma velha amiga que me chama idealista. Talvez seja verdade. Embora ela venha do país mais desenvolvido do mundo, mas talvez dos mais puritanos e esquisitos que conheço, foi educada na Europa e tem um espírito muito mais aberto do que os seus compatriotas.
No meio das conversas filosóficas, lá me atira ela com o "és um idealista"! Normalmente esta frase (conhecendo-a como conheço) significa que está a perder a batalha e está a ficar convencida pelos argumentos. A conversa acaba sempre pouco depois porque aquela mulher detesta dar o braço a torcer.
Há uns tempos ligou-me e atirou qualquer coisa do género "mais um filho da "praia" que me desiludiu". Pois é... A Cat lá teve de dar o braço a torcer. Deve ter ficado com uma forte azia, mas enfim... Acabei por a conseguir convencer que se existe homem perfeito, ele está personificado na minha pessoa! (brincadeirinha... hehe!... não sou convencido!) Não existem pessoas perfeitas. Apenas pessoas que com as suas qualidades e defeitos nos conquistam.
Talvez por isso a confiança e o amor seja tão difícil de encontrar. Consegui convencer a Cat a parar de procurar. Curiosamente disse-me semanas mais tarde que se sentia livre. Acho que ela nunca amou verdadeiramente. Sorte a dela acho eu!
Amar e perder é uma das experiências mais aterradoras pela qual podemos passar ao longo da nossa vida. Até porque enquanto nos curamos, perdemos a confiança nas pessoas e tentamos defender-nos de uma maneira a criar barreiras que por vezes acabam por se tornar intransponíveis. Sei de cor esta última parte. Fechei-me cruelmente ao mundo durante muito tempo.
Para aquelas pessoas que tiveram a sorte ou o azar de as quebrar (deixo sempre esta parte à descrição das mesmas) torno-me talvez o confidente e o leão que defende as suas crias até à morte.
Mas por vezes nem meu amigo sei ser. Algumas mulheres entraram e tiveram efeitos mais devastadores que o tsunami teve na Indonésia ou no Sri Lanka! Com calma consegui recompor os cacos em que se encontrava o meu coração. Voltei a ganhar confiança e hoje nem receio sofrer mais humilhações. Creio que já escrevi aqui que em 2006 sofri a maior da minha vida, por isso ganhei calo e já não me magoa ser rejeitado. Magoa-me sim perder amigos e pessoas realmente importantes do que qualquer gaja fútil, dos milhões que por aí existem, dizer-me um não redondo. Aliás nem me meto com gajas fúteis. Farejo-as ao longe!
Prefiro uma conversa inteligente (e nem precisa de ser inteligente, mas apenas corrida e normal) com uma mulher feia e tudo o mais que possam chamar os "machos" comuns, do que olhar para uma qualquer gaja linda de morrer e quando ela abre a boca... lá vai o encanto pró galheiro!!!
Penso mesmo que não sou normal. Só espero que alguém que possa estar a ler isto me compreenda... e se houver alguma mulher que seja como eu... que deixe um comentário!

PS: Acrescento que este post vai ser traduzido para inglês, exceptuando a seguinte frase dirigida à pessoa que mencionei acima... "why don't you go play... hidding go fuck yourself".

sábado, 15 de dezembro de 2007

Hoje é Um Daqueles Dias

Confesso desde já que hoje é um daqueles dias... Mais do que triste ou aborrecido, sinto-me carente. Está a fazer falta aquela palavra amiga, aquele gesto de carinho ou só aquele olhar que diz "não és tão mau quanto pensas".
Estou sem vontade de fazer aquilo que tenho para fazer e só me apetece que me deixem sozinho no meu canto. A noite de copos de ontem não produziu em mim o efeito desejado.
Não sei se é da época... de há uns anos para cá o Natal tem este efeito de me conseguir deixar triste. Mais do que quem cá está, o Natal faz-me lembrar de pessoas importantes que passaram na minha vida e já partiram.
Esta coisa de não acreditar em Deus pode ser muito dolorosa porque quando parte uma pessoa, temos a certeza de que nunca mais a voltamos a ver. E de que essas pessoas não estão em lado nenhum a zelar por nós.
Tenho um café combinado com um amigo esta noite, mas a verdade é que a vontade de ir é zero. Sei de antemão do que ele me vai falar e isso tira-me ainda mais a vontade. A conversa vai girar em torno do seu amor não correspondido e da dor que sente. Facto curioso é que quando me estive a afundar, nem ele nem nenhum outro amigo me quis ouvir a falar do mesmo. Para não passar por mal educado, resta-me aparecer e ouvir o que tem para dizer. Tudo o que disser será em vão. Vai entrar a 100 e sair a 1000. Não o posso ajudar nem dar conselhos sobre como ultrapassar o problema. Todos nós já o tivemos e temos de ser nós mesmos a resolver essas questões.
Acima de tudo hoje apetecia-me estar com alguém que conhecesse o verdadeiro eu. Que soubesse que muitas vezes não preciso de palavras, só de um gesto, de um olhar. De um beijo mergulhado no silêncio profundo. Porque os silêncios são de ouro. Sinto falta de uma pessoa que me saiba ler.
E é nestes dias que essa pessoa me faz mais falta. E é nestes dias que duvido se algum dia encontrei essa pessoa. E é neste dias que volto a perguntar a mim mesmo o que ando aqui a fazer. E é nestes dias que penso que nunca conseguirei ser verdadeiramente feliz...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Retroespectiva Interior de 2007

Chegamos aquela fase do ano em que começamos a reflectir sobre o que aprendemos durante o decorrer do mesmo.
Depois de ter mandado o annus horribilis de 2006 apanhar no viaduto, apercebo-me agora que este ano sabático de 2007, só para mim e para a resolução dos meus problemas foi muito bom. É claro que nem todos os problemas se resolveram (até porque pau que nasce torto tarde ou nunca se indireita) e é claro como água que os meus problemas mentais (loucura mesmo) só se resolverão quando quinar!
Mas falando a sério. Estou surpreendido com o desenvolvimento interior que tive. 2006 não foi fácil em nenhum sentido. 2007 a nível profissional um desastre, mas acabo por ter de o considerar talvez o ano em que mais aprendi sobre mim mesmo.
O primeiro semestre passou ainda com alguns problemas na mona que lentamente se foram aclarando e foram mesmo deitados para trás das costas. Finalmente!
Mas creio que foi no segundo semestre que acabei por perceber que tinha mesmo mudado. E porque? Porque subitamente dei por mim a olhar para todo o lado e a aperceber-me que por vezes não é mau estar sozinho. Aliás passei a encarar a perspectiva de ficar sozinho para o resto da vida sem medos, sem receios nem tristeza. Se alguém aparecer é claro que não vou deixar fugir, mas se não aparecer paciência.
Neste segundo semestre conheci pessoas interessantíssimas, libertei-me um bocadinho (mas pouco) da minha timidez e encarei a vida de frente. Levar com um rotundo NÃO!!! nas trombas não é o fim do mundo. Como em 2006 sofri a maior humilhação da minha vida, nesse aspecto posso considerar que deixei de ter medo de me humilhar.
Nas férias voltei a reencontrar amigos (alguns desaparecidos à muito tempo) e tive conversas muito inteligentes (da parte deles porque eu não sou minimamente inteligente!). Pelo menos as conversas que mantenho na memória foram, provavelmente tive ainda conversas melhores, mas das quais não me recordo. O álcool é f*dido...
Voltei mentalmente rejuvenescido. Agora já me consigo preocupar com as outras pessoas e pensar ao mesmo tempo em mim. É óbvio que prefiro pensar primeiro nos outros até porque pensar em nós é algo de muito mais doloroso.
Depois pronto chegou Outubro e Novembro que foram outras contas. Entraram pessoas novas na minha vida. Vi-me a participar em coisas que nunca foram muito o meu tipo. Mas existe uma primeira vez para tudo (ou quase tudo...). Diverti-me, tive chatices, tive discussões, risos e palhaçadas. Um pouco de tudo.
Mas descobri uma pessoa extremamente interessante. Ainda a ando a descobrir aos poucos. Ela sabe que é como um ovo Kinder. Ainda ontem me deixou sem palavras ao ler um texto que publicou. E a sentir-me burro... Esperem lá... Isso sinto-me com qualquer pessoa.
Enfim este post está a descair para onde não devia. Era suposto ser uma coisa séria.
Pese embora os problemas, considero que este foi um ano de mudanças positivas e agora sim posso dizer: EU SOU MAIS EU!!!

PS: Se me der na cabeça ainda tento escrever algo de mais sério e mais profundo para vocês me aturarem. Freedom of speach neste blog existe! Mas é só minha hahahahahahaha!!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Não Tenho Mesmo Juizinho Nenhum

Já devia ter aprendido que as noites mal dormidas têm um efeito estranho na minha pessoa. Sábado à noite sai de casa, com aquele mau tempo do catano que estava, para ir tomar café. Cheio de vontade de voltar para casa cedo, acabei por ser desviado para a frente de uma televisão.
Ás duas da matina lá estávamos nós preparados para assistir ao combate do ano. Coisa de macho? Boxe. Coisa de macho? Ficar acordado até às 6 da manhã. Lá assistimos a uma sessão de boxe a sério. Pancadinha de criar bicho ou arraial de porrada... diríamos se não estivéssemos a falar da "mui nobre arte".
O pior aconteceu no dia seguinte (sim dia seguinte! porque para mim o dia só começa depois de me levantar e não... só porque alguém se lembrou... que devia começar à meia-noite).
Levantei-me sobre um efeito qualquer estranho. Passei o dia aterrado no sofá sobre um qualquer feito estranho. Tive de sair por momentos e conduzi sobre esse mesmo efeito estranho.
Parecia que tinha levado uma pancada na mona. Mas depois pensei melhor e decidi que devia estar sobre o efeito Special K sem nunca ter tomado nada disso. E meus amigos não estou a falar dos cereais!!!
Então liguei o computador e passei o raio do dia a ouvir o "Special K" dos Placebo. Melhoras??? Nenhuma. F***-se! Fui para a cama e dormir que é bom... nada!!! Hoje senti algumas melhoras, mas mesmo assim não estou normal... se é que alguma vez fui normal!!!
-"E o que é que eu tenho a ver com isso?!?!" - dizem vocês a ler estas palavras.
Nada!!! Mas como este espaço é meu... escrevo o que quiser hehehe!!! Sou mau!!!

PS: Foi bom ouvir a aniversariante do dia dizer que tinha estado bem no sms que escrevi ontem. Demorou meia hora para escrever, mas de qualquer forma, até sobre a dose de Special K parece que consigo! Parabéns R.! Beijinhos!

sábado, 8 de dezembro de 2007

Music

Tarde de sábado. Uma tarde cinzenta, húmida e chata. Esta é uma daquelas tardes que nos provoca uma moleza terrível. A preguiça da minha parte está sempre justificada. Nasci a um domingo de Agosto às 11 e pouco da manhã. É preciso dizer mais? A essa hora num domingo do principal mês de férias está tudo a dormir... que raio de altura em que eu me lembrei de sair cá para fora. Bom... adiante!
Enquanto andava para aqui atarefado em casa, pus a tocar umas musicas no computador e fiquei pior. Estava a ouvir coisas do género de "She" de Elvis Costello, "Devil May Care" de Diana Krall, Wish You Were Here" dos Pink Floyd. Tudo coisas levezinhas e que ainda me estavam a dar mais sono do que já tinha.
Como todos as grandes questões da nossa vida surgem numa daquelas tardes aborrecidas em que não temos nada para fazer, decidi começar a pensar. E que raio de pensamento me tinha de surgir logo à primeira. Fiquei deveras preocupado e não consegui parar enquanto não o resolvi! Só para perceberem a força e grande amplitude do problema vou escrever a frase tal qual foi pensada.
-"F***-se! Onde é que eu guardei os meus cds dos Cebola Mol?"
Quando finalmente encontrei as duas pérolas mais profundas da musica portuguesa contemporânea (entre os meus 53.452 cds... mentira não são assim tão poucos!) coloquei a tocar e nem imaginam o speed que aquilo me deu. É sempre bom voltar a ouvir letras profundas como "Os meus irmões baterem-me" ou "Joli és o cão da malta" e mesmo o "Queixadas de Sintra". Fiquei instantaneamente mais bem disposto!
Quem conhece o sentido cívico destas musicas, sabe que obviamente... não existe! Mas isso é que as torna tão especiais!
Fui um dos 3000 felizardos que pôde assistir à exibição deste fantástico duo dos irmãos Stardust, no Coliseu do Porto no espectáculo do extinto "Homem Que Mordeu o Cão". Ah! Que momento! Logo após a união de vozes a gritar "Enormes seiiiiiios!" surgiu aquele momento em que um dos manos Stardust tira a bota de pesca que usava e manda para o meio do público! Quem levou com a bota na cabeça não deve ter ficado muito contente que aquilo até doi. Mas os restantes foram ao delírio! Quanto aos fans, ficamos à espera do terceiro trabalho. Caso ele surja promete ser mais "um hit inteiramente novo"!

PS: Para aqueles que possam duvidar da minha condição neste momento, garanto-vos que só bebi água e sumo até agora!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Estranhez

É um lugar estranho este mundo. Viver é estranho. São estranhas todas as sensações pelas quais passamos durante a vida. Dor, perda, amor, alegria, tristeza, confusão e muitas mais que tornariam este post infindável.
Por vezes é estranho como uma pessoa que pensamos que conhecemos nos engana e desilude. Por vezes é estranho como pessoas que não conhecemos entram rapidamente na nossa vida e subitamente a mudam por completo.
Infelizmente na minha vida foram mais as desilusões do que as felicidades. Talvez por isso tenha desistido de sonhar. Temos os sonhos mais perto do que imaginamos e eles fogem com tanta facilidade. Ainda não consegui cumprir um único sonho e desiludi-me com eles. Os únicos sonhos que agora recordo diariamente são aqueles que me acordam durante a noite e que são manchados a dor e sangue. Ultimamente são contínuos.
Presságio de algo mau? Não sei e sinceramente não me importa nada. O que tiver de acontecer acontece. Conheço bem a infindável dor de perder alguém para a eternidade. Talvez por isso a morte não me assuste. Talvez por isso a encare não como um mal, mas como algo de inevitável e que não conseguimos controlar. Talvez por isso a encare como o fim da dor.
Será que ainda me resta algum sonho bom para cumprir? Sim! Mas mesmo esse tenho duvidas que se venha a cumprir. Esse encontra uma gigantesca distancia entre o sonho e o actualmente acontecer.
Sou uma daquelas pessoas invisíveis que andam pela rua. Como tal mesmo que esteja mal ninguém vai ouvir os meus gritos a pedir por ajuda. Creio que nenhuma mulher vai olhar para mim e ver para além desse ser invisível. Muito poucos sabem o que se guarda dentro dessa invisibilidade. Não para me gabar, mas sei como sou e por dentro sei que sou bonito. Pelo menos por dentro. Mas hoje vivemos num dia em que poucos são os que se dão ao trabalho de olhar para o interior, deixando de parte a brutal visão de Adamastor que encontram por fora.
Sinceramente nem sei porque me dou ainda ao trabalho de me mostrar por dentro a algumas pessoas. Devia recordar uma das minhas máximas mais vezes. "Your best friend can be your worst enemy and your enemy can be your best friend." A grande maioria dos meus amigos já me decepcionou e alguns parecem que o fazem em acto contínuo. Algum prazer devem retirar disso presumo.

Esta parte já não tem nada a ver com o que dizia acima, mas por vezes sinto vergonha da minha condição de homem. Não por mim, mas pelo que fazem certos e determinados "homens". Aqueles que têm a mania que são bons, que gostam de engatar e levar para a cama as miúdas (como eles lhes chamam). Esses são bem visíveis para todos. Chegam por vezes a assustar mulheres que são tão especiais e tão perfeitas, mas eles não estão minimamente preocupados com isso. Gabam-se e fazem apostas até. Enfim... Perdoai-lhes Senhor que eles não sabem o que fazem!
Mas na minha condição de Homem com H grande, gostava de pedir desculpas a todas essas mulheres pelo comportamento que certos asnos têm (e acreditem que a minha vontade era escrever bem pior do que asnos).

Tempo

Sentei-me para meditar. Meditar sobre o tempo. Estranha vivência, esta do tempo e do seu correr. Todos nascemos e a partir desse instante de tempo nos dirigimos para o final da passagem nesta vida.
Surge esta divagação através de notícias surgidas de um país, pode ser qualquer um, e da morte de um jovem ao qual subtraíram o resto do tempo, ainda longo, presumo, que teria para viver.
Curioso este passar de segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos, milénios… Chamam-lhe história. Desde os dinossauros ao antigo Egipto, onde humanos construíam pirâmides a honrar os deuses. A terra que ainda nos surpreende todos os dias.
Todos construímos a nossa história com o tempo. Fazemos a história do mundo ou vivemos com as nossas pequenas glórias. Recordo agora com saudade o tempo que já passou. Relembro com saudade o terno sorriso da minha avó quando chegava da escola, o seu beijo carinhoso, as brincadeiras despreocupadas de menino.
Volto a olhar para trás e revejo agora as tardes passadas no café entre amigos a conversar, fumar um cigarro, jogar dardos. Nunca me esquecerei desse tempo. Perdido dirão alguns, mas não acho que tenha sido. Nem toda a educação nos é oferecida na escola. As conversas vazias e sem sentido fazem-nos sentir adultos. Recordamos o beijo a uma colega, o golo marcado no campo. A vida vivida sem grandes preocupações, tal como deveria ser.
O tempo corre depressa. E hoje sento-me diante desta página vazia a olhar para o passado. Do qual entre dor, alegria, mistérios e todas as outras loucuras de outro tempo, de outros abismos parecem agora tão distantes.
Fico na sincera dúvida daquilo que por vezes fiz e escrevi tenha sido válido, mas nunca me arrependerei do que fiz. É certo, gostava de ter feito outras coisas, corrigir certos erros, mas com o decorrer do tempo, com mais calma e outra velocidade irei fazer, corrigir, enfim viver…
O tempo dos abismos já lá vai. Cresci. Consigo agora “perder tempo” a admirar a beleza em redor da vida. Deixou de ser um desperdício de tempo sentir o cheiro de uma rosa, o pôr-do-sol num dia de verão, o mar forte e bravio numa tarde de Inverno. Faço isto sozinho, sem companhia. Ainda não arranjei a companhia ideal para assistir a pequenos momentos de beleza num mundo em destruição.
Recordo-me que não há muito tempo num final de tarde de verão, caminhava pela cidade e observava a sua luz. Sinto-me uma pessoa com sorte por viver numa cidade onde a luz é única. O sol quase a desaparecer, a iluminação prestes a ligar-se. E pensei, pensei que nesse momento tudo aquilo que observava era tão belo. Tão belo que por um segundo o tempo parou, ou terei sido eu que parei? Vi as pessoas desenfreadas a passar ao meu redor, os carros a acelerarem rua fora e continuei imóvel a sentir a delícia daquela segundo.
Quando somos jovens nem sequer conseguimos pensar nestas coisas. Andamos demasiado ocupados. Por isso, quando sinto o tempo a correr, sinto-me adulto, com tempo e vontade para encarar a vida de frente e observar a beleza deste mundo. Observo a beleza de uma mulher mais profundamente do que tão só a sua beleza física, observo as paisagens que me inspiram e fecundam na doce vontade de escrever, observo o mundo e acredito que na loucura quotidiana ainda existe espaço para amar como um ser maior. Como eu cresci!
Hoje sinto que toda a dor que passei ajudou nesse crescimento como ser humano. Ajudou-me a encarar a vida noutro sentido. Sinto falta, por vezes, daquele arrebatamento que o amor transmite. Ficar sem fôlego quando vemos a pessoa amada. O coração a bater mais forte, o pensamento de onde essa mulher não sai nem por um minuto.
O tempo deu-me a hipótese de amar com toda a força duas vezes, mas das duas vezes perdi. Será que terei hipótese de amar a terceira? Não sei. Mas para quem imaginava que só ia conseguir amar uma vez, sinto-me com sorte.
O tempo que corre consegue fazer-nos mudar, ver com mais calma e mais claramente certas coisas. Mas a paixão continua viva, seja pelos noventa minutos sofridos num estádio qualquer ou no correr do cigarro que saboreamos.
Tenho sorte. Sorte por ainda ter o tempo que a outros foi tirado. Sorte por ainda acreditar que vou ser feliz ao lado de uma pessoa. Mas tenho de ter cuidado com o tempo, pois nunca se sabe quando ele vai terminar.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Todos os Crimes Merecem Castigo?

O post de hoje pode ser polémico, aviso desde já. Estava a custar-me arranjar um tema para escrever. Hoje é um daqueles dias em que a inspiração fugiu para outro lado.
Contudo não pude deixar de reparar numa situação que ocorreu bem longe, do outro lado do Atlântico. Foi entregue na, Colômbia, uma criança raptada à seis meses pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Uma noticia que com certeza passou ao lado a muita gente. E nem foi a reportagem em si que me causou sensação. Apenas uma imagem.
O exército da Colômbia através de negociações com uma das rebeldes, precisamente a que tomava conta do pequeno, conseguiu convencer a mulher a fugir e entregar a criança às autoridades. Um bonito gesto das duas partes sem dúvida.
No entanto, e quando a mulher já estava na custódia dos militares, o bebé foi despedir-se da mulher e deu-lhe um beijo na mão. Despedida? Agradecimento?
A verdade é que "la Negra", nome de código dado pelo exército colombiano, teve um incrível acto de humanidade e carinho pela criança. Sabendo dos riscos que tomava e do que lhe pode acontecer agora, devolveu a criança aos pais.
Não pensem que estou a defender as FARC ou qualquer outro grupo revolucionário ou terrorista mundial. Nem sequer estou a defender os actos anteriores da rebelde. Apenas defendo que o gesto daquela mulher foi tão humano, tão justificado pelo amor ao miúdo que se calhar não devia ser penalizada por isso.
Um pouco mais de humanidade por favor!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

És o Causador de Todos os Meus Problemas

Foi exactamente o título deste post a frase que eu ouvi no passado Domingo. Disse-a uma mulher a quem eu já adorei e respeitei com toda a minha força. No entanto, e apesar de doer ouvir uma cena destas, essa dor esbarrou na blindagem que eu criei para essa pessoa. Porquê? Porque já me disse tantas coisas más que criei em meu redor uma espécie de escudo anti-míssil, como os americanos querem construir.
Bom mas essa senhora liga a pretexto de uma ajuda para um computador. Mulheres e computadores pensei logo eu!!! Mas antes de cuspir a frase em título, que num passado teria desfeito o meu coração, largou o telefone porque a mãe entrou no quarto. Para além de ficar a falar para o gato, apercebi-me da conversa. E fez-me recuar aos tempos de puto, quando nós não podíamos dizer aos pais com quem estávamos a conversar. Segreeeedo!
Depois de largar a bujarda contra a minha pessoa, ouvi dizer em sussurro "sou muito estúpida" e como também a minha paciência tem limites... obriguei-a a repetir em voz alta... ok ok fui mauzinho!!! Mas soube bem caraças!!!
Quando será que esta mulher vai entender que tem de me deixar em paz? Será que o facto de eu nunca mais lhe ter ligado, o facto de não lhe passar cartão quando dá o chupa-chupa do "gosto muito de ti" e falar-lhe nas outras mulheres que tenho conhecido não chega??? Ou será que vou ter de lhe fazer um desenho???
Outra coisa que me irrita é que parece que tem um sexto sentido. Cada vez que andei para me afeiçoar a uma pessoa, lá vem ela! Esta morena ou não sabe o que quer ou então sou eu que não a percebo. De qualquer forma já caguei e andei! Existem pessoas fantásticas por aí e tenho conhecido algumas.
Só para finalizar, um desabafo!
E ainda dizem que as loiras são burras??? Daaaaaa-se!!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Inês de Castro

Raramente um livro me atinge com uma súbita vontade de o devorar. A verdade é que talvez por ser uma história que venero desde que me contaram pela primeira vez, demorei apenas meia dúzia de horas para o ler completamente. O livro é pequeno e contado de forma fluída e atraente. Sem grandes rodeios conta a história da mais bela história de amor que conheço.
Toca-me bem fundo a beleza trágica deste amor. Talvez porque já amei uma mulher que também morreu, não da mesma forma profunda até porque não tivemos tempo para o viver.
Por isso todos os locais onde esta história aconteceu tocam-me e despertam em mim aquele sentimento saído bem lá do fundo, de uma espécie de magia e paz. Como é possível sentir paz em locais onde tão atormentados viveram aquelas duas almas? Talvez pelo encanto da história ou pelo encanto por saber que ali aconteceu e viveu uma das damas mais formosas que alguma vez este país viu. E aconteceu a mais bela história de amor de todos os tempos.
Tudo isto para falar do livro “Inês de Castro” da autora espanhola Maria Pilar Queralt del Hierro. Este livro conta uma história que todos conhecemos e que já foi contada por poetas e artistas durante séculos a fio. Mas que nunca perde a sua beleza e emoção. Confesso que da primeira vez que a ouvi chorei convulsivamente. E que ainda hoje me consegue arrancar uma lágrima das mais sentidas.

Pensasse que corria o ano de 1320 quando nasce na Galiza, D. Inês de Castro. A sua infância percorrida entre Portugal e a Galiza talvez de forma pouco venturosa visto que tão formosa senhora raramente falava desses tempos. Muito cedo Inês conhece a dor da solidão e aos dez anos, aquela criança loira e de olhos azuis, parte para Castela onde se torna irmã de alma de D. Constança, que mais tarde viria a Princesa de Portugal.
Em 1339, Constança parte com a sua dama de companhia para casar-se com o Príncipe D. Pedro, mas ainda antes de entrarem no Castelo de S. Jorge nasce o amor entre Pedro e Inês. Após o casamento, Inês encontra-se reservada e evita todo o contacto com as suas artes favoritas. Só ela sabia o que estava a corroer-lhe o coração e a retirar toda a sua vontade de viver. Evitava acontecimentos sociais penitenciando-se do amor que sentia pelo marido da sua irmã de alma.
Inês, antes de vir para Portugal, era uma menina irrequieta que adorava correr e passear a cavalo pelos campos, gracejando com um amor que perdurasse para além da morte… Quando Pedro e Inês se cruzavam, os olhares e os gestos trocados fizeram que a bela dama perdesse todas as dúvidas do sentimento do Príncipe.
Pedro respeitava Constança pela sensatez e serenidade mas amava perdidamente Inês pelo fogo do seu temperamento “Inês era a força da cascata, o rumor do mar enraivecido, o roçar do vento quando o cavalo se lança a galope”.
Os dois amantes dilacerados pela dor do seu amor, mas incapazes de resistir a esse mesmo amor que é sua razão de viver, vivem com a mente na traição de que apenas são vitimas.
A morte de D. Constança afasta-os por algum tempo, mas após esse momento, os dois irão viver na Quinta das Lágrimas o amor em todo o seu esplendor. Quatro filhos surgiram dessa união de amor.
Pouco durou a felicidade dos amantes, já casados. Os ultrajantes cortesãos portugueses preparam-se, então, para manchar de sangue o belo pescoço de Inês. Mas mesmo após a morte, o amor perduraria e fez com que D. Pedro, coroado Rei de Portugal perseguisse, torturasse e arrancasse o coração dos bastardos que mataram a sua amada.
Após a conclusão do Mosteiro de Alcobaça, Inês seguiu em cortejo secreto para o túmulo que ainda ocupa hoje – sepultada frente a frente ao seu amor, para que no dia do Juízo Final os dois se erguessem e D. Pedro pudesse encarar de frente os olhos da sua bela Inês. Antes de a sepultar eternamente, obrigou todos os membros da corte a prestarem vassalagem a Inês, coroada Rainha de Portugal, após a sua morte.
Maria Pilar Queralt del Hierro descreve de forma única e magistral a beleza trágica deste amor. “Numa obra que perdurará, certamente, na memória do leitor”.

Muitos historiadores dirão que D. Inês foi uma mulher hábil e intriguista. Para os outros uma mulher belíssima que viveu talvez a maior história de amor de todos os tempos. Prefiro optar pela segunda opção. Chamem-me romântico, mas nenhum falso amor pode ser vivido com esta força e sobreviver à morte dos dois amantes e a mais de 650 anos de uma história que tende a apagar os amores e desamores desta vida.
Cada vez que calco as pedras do mosteiro de Alcobaça, e tento-o fazer de cada vez que rumo a Sul, viajo entre a história, a beleza e a autenticidade deste amor. Dentro daquele enorme monumento, encontro a paz necessária para pensar em todos os meus amores e desamores. Sinto uma paz interior que não consigo encontrar em nenhum outro local. Choro em silencio por tudo o que já passei e presto a minha justa vassalagem à Rainha mais bela que este país já viu!

Dreams Are Just Dreams

Ando com uns sonhos marados. Infelizmente estes sonhos não me deixam descansar o suficiente para acordar rejuvenescido na manhã seguinte. Obrigam-me isso sim a acordar ensopado a meio da noite e andar às voltas na cama durante horas.
Pessoas do passado, visões trágicas, acontecimentos que me marcaram, pessoas de que nem quero ouvir falar. Todas aparecem nestes sonhos. Por vezes acontece que o sonho pode ser premonitório ou um aviso do nosso subconsciente de que algo está para acontecer. Espero bem que esse não seja o caso, porque caso contrário, este blog corre o risco de ficar sem escritor em breve!
E logo agora que estou num momento fixe da minha vida pessoal. O mais curioso é que nos outros momentos tinha sempre sonhos bastante normais e mesmo acolhedores. Será que este é um aviso que coisas horríveis estão para acontecer? Ou será que olhando para trás e vendo os sonhos que tive algo de bom está para acontecer? Não me importava nada...
É que por vezes os meus sonhos são inversos ao momento que estou a viver. Não ligo muito a sonhos, mas ando algo agastado com estes. Deixam-me com um humor de cão.
Mas enfim... Dreams are just dreams!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Após o Bloqueio... Estou de Volta

Pois é... após o bloqueio - não de armas ou de víveres ou mesmo de petróleo - sim um bloqueio de escrita. Estamos de volta! Sim! Para vossa alegria ou desgraça.
A branca que me deu ontem acho que aconteceu devido ao livro que estou não a ler, mas a devorar
e que me tem posto a pensar bastante. Já pensei em fazer um posto sobre ele, mas prefiro aguardar até o terminar de ler. Não por não saber o fim da história, mas porque é melhor assim. Termina-se o livro, faz-se um post e tudo regressa ao normal.