Factos Impressionantes
Que faz um grupo de gajos (que se encontra uma ou duas vezes por ano) enquanto conversa e diz umas asneiradas? Evidentemente bebe! E muito de preferência! No meu caso, e enquanto voltava para casa (não se preocupem que não conduzi, não sou assim tão inconsciente!!!) serviu também para pensar. Pensar em coisas que ainda não tinha pensado desde que sucederam. E algumas delas nem sucederam e também fiquei a pensar o porquê.
É uma sensação estranha, saber que estou a tentar fazer tudo direitinho e evitar merdas que já fiz no passado e, no entanto, reparar que cometi um erro crasso pelo caminho. Ganhei logo um formigueiro pela espinha acima, algo normal quando me apetece bater em mim mesmo! No caso até nem cometi um único erro, foram dois... o que ainda é pior!
Confesso que sou um gajo que fala pouco, excepto quando a conversa lhe agrada. Falo quando tenho que falar e nos restantes momentos calo-me (até para evitar as burrices que tenho tendência a dizer quando falo demais). Não sou como uma pessoa (em especial) que conheço que diz que não é como aqueles parvinhos que começam a falar só por falar até porque não é assim, mas se não o interromper continua a divagar neste tema durante mais 15 minutos e a dizer continuamente a mesma coisa.
Por vezes acontece que falo demais e digo claramente o que sinto, só me apercebendo mais tarde da burrice que fiz. Estou a pensar numa pessoa em particular à qual fiz isso. E só com o tempo é que me apercebi da cagada em três actos que fiz. 1º acto: estiquei-me e disse algo que não devia; 2º acto: não percebi alguns dos sinais que recebi antes de dizer o que disse (não interessa para nada saberem o que disse... até porque ficavam a saber o mesmo que eu... e não vale a pena); 3º acto: fiz essa pessoa regredir em relação a mim. Nestes três acto estão englobados os dois erros que cometi. Se forem inteligentes chegam lá, se não forem paciência... não estou com pachorra para explicar!
Todos nós somos como somos. Uns mais abertos, outros mais fechados, uns inteligentes, outros burros and so on... Mas como já perdi pessoas por não dizer o que sentia, arrisquei. Alguns dirão que fui muito rápido, outros muito burro, outros ainda muito directo. Para quê ficar com aquele nó na garganta durante dias, meses ou anos? Para depois mais tarde perceber que devíamos ter dito aquilo que não dissemos? Fod@-se arrisquem! O pior que pode acontecer é ficarem com um sabor amargo na boca, mas não podem dizer que não tentaram! De que valem os sorrisos de cumplicidade, os olhares de desejo ou carinho, se no final não disseram o que tinham a dizer e a pessoa de que gostam ou desejam vos troca por outro só porque não tiveram a coragem necessária para segredarem ao ouvido um gosto de ti ou um amo-te ou qualquer outra coisa que queiram dizer? Não valem de nada! Time is running!
Por isso arrisquei, mesmo que agora perceba que foi um erro, que talvez fosse cedo demais, que talvez essa pessoa não me veja como eu a vejo, que talvez não precise de mim como julguei que precisava. Talvez até precise, mas não esteja para aí virada, talvez não precise, talvez tenha medo de dar um salto no escuro ou o passo para a frente junto ao abismo ou até um leap of faith como já ouvi chamar. Não sei. Ela o saberá. Chamem-me o que quiserem, mas eu chamo aos que se sentem tentados a dizer, mas que nunca o dizem uma palavra apenas. Cobardes! Forte? Provavelmente. Mas so many if's and why's para quê? Se não tentarem...
Tudo o que é diferente, seja no trabalho como nos sentimentos, mete medo. De acordo. Mas de que serve passar nesta vida para sermos uns cordeirinhos à espera da degola? Ao invés, não valerá mais a pena tentar marcar a diferença, nem que seja apenas a uma pessoa? Acordem seus nabos!!!
PS: Quero só deixar um agradecimento a todos os que lêem este espaço e que nunca comentam. Até porque sei que esses casos existem! Hehehe!!! Little devillish me!!! Hehehe!!! Perder tempo a ler lixo dos outros não é fácil, daí o meu agradecimento. Sem pôr nomes ou pessoas claro. Apenas um obrigado pela paciência a todos (conhecidos, desconhecidos and something in between).
