segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Amistades Peligrosas

Pois é... chegaram os dias... Feliz Natal desde já a todos os leitores do "Olha a Menina a Dançar".
O Natal não é das minhas favoritas, como já se puderam aperceber. Por isso este post não vai ter nada a ver com o Natal.
Ontem tive com a Ines uma conversa que me fez recuar a 1991. Data que fica marcada, talvez pela mais importante iniciação a uma banda musical espanhola. Com muita pena minha a separação do grupo ocorreu já há muitos anos, mas fica o som e as letras de uma musica sem tempo.
Depois de me teres posto o pescoço a sangrar e com uma ternura que penso nunca te ter visto, sacaste de uma letra dos Amistades... quase como desculpa. Foi um momento único. "Sabes bien tal vez / no pueda cambiar no vaya a cambiar jamás / Caer bien o mal / se acerca el final mi triste final". Utilizaste na perfeição este trecho do "Me quedaré sólo" para te desculpares. Sabes bem que não precisas de desculpa. Respondo-te agora com um pouco mais da letra. "Tía / sin tu alegría sere un pringao / Yo no me merezco la pena / Tía / sin tu valía caeré en picao".
Sabes Ines... agora que recuei até à nossa juventude e que anos depois voltei a ouvir estas musicas. Sinto-me triste. Primeiro porque estamos mais velhos. Olhar para a dolorosa conta dos anos custa. Depois porque algumas destas musicas mantêm a actualidade da nossa vida. Não nos conseguimos livrar de alguns aspectos de primeira instância e continuamos sozinhos.
Este sacana deste dia tem um efeito maldito em nós. A dor que me impuseste no pescoço, sai agora como um sorriso e faz-me esquecer esta data. Esta doeu mais do que habitual... "Porque é que me continuas a dar destes anéis estúpido?" perguntaste com um sorriso... Não sei para que é que perguntaste... deste a própria resposta! Estúpido!
Não sei sequer para que continuo a escrever hoje. Não vai sair nada de jeito. Este post acaba aqui, acho que sem sequer ter começado.

"Vientos del norte / anunciaban tu entrada / arrasando mi costa, / amor, como el mar. / Y me levanto y me caigo / mientras me deshago / en tu mano, / amor, como el mar. / Líbrame de todo mal. / No sé como acabar, / quiero más... / un poco más. / Hágase tu voluntad / en mí como en el mar. / dáme paz, / dáme la paz." in "Mar Como El Mar" Amistades Peligrosas.

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