Chill Out
Recebi hoje um álbum que me fez viajar. É preciso estar no mood certo para ouvir este tipo de musica. Hoje é um bom dia para isso. Estou calmo, mas não significa que esteja feliz ou contente. Sinto-me simplesmente calmo.
Estes sons fazem-me viajar ao passado. No tempo em que tudo era ainda fácil. As tardes de Verão com um calor tórrido a convidarem a um banho de mar e um grupo ali a curtir um som e a dançar debaixo dos mais de 42 graus daquelas tardes. O sol escondia-se lentamente oferecendo-nos como dádiva ou pedido de desculpa os últimos raios de luz do dia. Trocavam-se sorrisos e algumas palavras entre algumas bebidas e corpos molhados. O pôr do sol tem aquele efeito mágico de relaxar e criar um ambiente de menor tensão nas pessoas. Falo em todo o tipo de tensão, mesmo a sexual. Ali não havia lugar a qualquer tipo de pretensão. Gordos, magros, altos, baixos, homens, mulheres, tanto fazia... topless ou burkha? Who cared? Apenas um bando de gente a dançar livre e sem qualquer outra preocupação a não ser a perfeita conjunção entre o sol, o mar e um universo que por aqueles momentos parecia perfeito.
Mas a mais dura das realidades estava para vir e apanhou-me hoje de frente. Nada mais é fácil, nada mais é simples. Sei bem disso. Por isso gostava de recuar até aqueles dias, aquelas gentes que não pensavam, só sentiam uma ligação perfeita... sem nunca se terem conhecido. Queria estar ali de novo e soltar o sorriso fácil que surgia na minha face. Esse sorriso tornou-se mais ofuscado, mais apagado até que hoje praticamente deixou de aparecer. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Muda-se tudo enfim.
Não ter quem goste de nós, quem se preocupe connosco, quem seja amigo nos bons e nos maus momentos é muito mau. Por outro lado ajuda a crescer psicologicamente. Ajuda a crescer e a dar forças para encarar a realidade de uma forma diferente, mas também ajuda a ficar cruel e triste. É mau sentir que nos preocupamos com pessoas de uma forma gentil e sincera e, no fundo, acabar por perceber que não fazem o mesmo por nós. Que não nutrem a mesma amizade, o mesmo sentimento. Já não espero nada de ninguém. O tempo ajudou-me a perceber que sou um peão secundário no meio do jogo. Sou descartavel para todos. Nem vale a pena tentar mudar as coisas. As pessoas quando não têm ninguém, aceitam-me e depois acabam por se afastar quando aparece alguém melhor. E é tão fácil disso acontecer! As coisas são como são e não vale a pena tentar mudar. Perdi muita gente que passou na minha vida e sinto que vou continuar a perder.
Talvez por isso me seja fácil cortar relações com pessoas. Fácil nunca é, mas quando sabemos que vamos perder, largamos a pessoa, pedimos que nunca mude, deixamos de falar e fazemos um luto mais ou menos prolongado mediante a importância da mesma. Depois seguimos em frente porque a vida é mesmo assim e mais cedo ou mais tarde aparece outra pessoa e recomeça o ciclo.
Tudo isto me faz vontade de regressar aquelas tardes mágicas onde conhecemos todos sem conhecer ninguém e onde o que realmente importa se mantém secreto. Porque a única coisa que importa é estar em plena conjugação com aquele pequeno universo.
Estes sons fazem-me viajar ao passado. No tempo em que tudo era ainda fácil. As tardes de Verão com um calor tórrido a convidarem a um banho de mar e um grupo ali a curtir um som e a dançar debaixo dos mais de 42 graus daquelas tardes. O sol escondia-se lentamente oferecendo-nos como dádiva ou pedido de desculpa os últimos raios de luz do dia. Trocavam-se sorrisos e algumas palavras entre algumas bebidas e corpos molhados. O pôr do sol tem aquele efeito mágico de relaxar e criar um ambiente de menor tensão nas pessoas. Falo em todo o tipo de tensão, mesmo a sexual. Ali não havia lugar a qualquer tipo de pretensão. Gordos, magros, altos, baixos, homens, mulheres, tanto fazia... topless ou burkha? Who cared? Apenas um bando de gente a dançar livre e sem qualquer outra preocupação a não ser a perfeita conjunção entre o sol, o mar e um universo que por aqueles momentos parecia perfeito.
Mas a mais dura das realidades estava para vir e apanhou-me hoje de frente. Nada mais é fácil, nada mais é simples. Sei bem disso. Por isso gostava de recuar até aqueles dias, aquelas gentes que não pensavam, só sentiam uma ligação perfeita... sem nunca se terem conhecido. Queria estar ali de novo e soltar o sorriso fácil que surgia na minha face. Esse sorriso tornou-se mais ofuscado, mais apagado até que hoje praticamente deixou de aparecer. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Muda-se tudo enfim.
Não ter quem goste de nós, quem se preocupe connosco, quem seja amigo nos bons e nos maus momentos é muito mau. Por outro lado ajuda a crescer psicologicamente. Ajuda a crescer e a dar forças para encarar a realidade de uma forma diferente, mas também ajuda a ficar cruel e triste. É mau sentir que nos preocupamos com pessoas de uma forma gentil e sincera e, no fundo, acabar por perceber que não fazem o mesmo por nós. Que não nutrem a mesma amizade, o mesmo sentimento. Já não espero nada de ninguém. O tempo ajudou-me a perceber que sou um peão secundário no meio do jogo. Sou descartavel para todos. Nem vale a pena tentar mudar as coisas. As pessoas quando não têm ninguém, aceitam-me e depois acabam por se afastar quando aparece alguém melhor. E é tão fácil disso acontecer! As coisas são como são e não vale a pena tentar mudar. Perdi muita gente que passou na minha vida e sinto que vou continuar a perder.
Talvez por isso me seja fácil cortar relações com pessoas. Fácil nunca é, mas quando sabemos que vamos perder, largamos a pessoa, pedimos que nunca mude, deixamos de falar e fazemos um luto mais ou menos prolongado mediante a importância da mesma. Depois seguimos em frente porque a vida é mesmo assim e mais cedo ou mais tarde aparece outra pessoa e recomeça o ciclo.
Tudo isto me faz vontade de regressar aquelas tardes mágicas onde conhecemos todos sem conhecer ninguém e onde o que realmente importa se mantém secreto. Porque a única coisa que importa é estar em plena conjugação com aquele pequeno universo.
