sábado, 29 de dezembro de 2007

Sobre a Dor e a Delicia de...

Ontem, em conversa privada, disseram-me uma frase sobre a qual me disponho agora a reflectir. Todas as pessoas que passam na nossa vida nos marcam. Umas de forma leve e quase imperceptível, outras de forma marcante e eterna. Finalizada a presença dessas pessoas (especialmente as segundas) na nossa vida, temos de levantar cabeça e aprender a viver com as memórias e recordações que guardamos. Temos de nos dispor a isso sobre pena de parar no tempo e ver o correr dos dias sem grandes mudanças na vida.
A verdade é que já passei por essa situação duas vezes. Demorou muito tempo a libertar-me do peso da primeira. Mas aprendi muito sobre mim na segunda vez. Talvez por isso esteja agora a falar desta forma. Dessas duas pessoas guardo na memória apenas as boas recordações. Os maus momentos, serviram para crescer e aprender a ultrapassar com mais facilidade (sem estar com isto a dizer que alguma vez será fácil) as coisas más que nos aparecem na vida.
Para mim é um facto curioso voltar a estar disponível para amar após marés de azar e sofrimento. Mas agora tem de ser uma relação séria. Para trás ficaram algumas pessoas às quais magoei e, talvez lhes tenha ensinado, que nem sempre devem confiar em gajos que foram como eu no passado.
Na dita frase, expressa num momento doloroso, encontrei algum desencanto. Quem a disse tem de perceber rapidamente que vai guardar esses largos momentos na memória e no coração. E voltar a viver. Com tudo o que custa este reinicio. Mas esse reiniciar nem sempre precisa de ser mau. Custa, mas por vezes a felicidade está onde menos esperamos e bem mais perto do que algum dia pudemos imaginar. Temos é de abrir os olhos e deixar as inseguranças de lado.
Este ano de 2007 foi para mim quase um ano sabático. Decidi que ia viver apenas para mim e sem pensar sequer em me apaixonar ou gostar de alguém. No girls allowed! Surpresa das surpresas! Talvez tenha sido o ano em que encontrei algumas mulheres que me fizeram bem. De uma forma ou de outra me marcaram de forma positiva. Gostei de ter conhecido todas e embora não me tenha apaixonado por nenhuma, fizeram-me bem. Mostraram-me outra forma de ver a vida.
Uma delas marca-me de uma forma especial. Não gosto de a sentir triste. Espero que 2008 lhe traga a paz de espírito e a vida que precisa. Mas para isso também essa pessoa precisa de abrir portas aos outros. Afinal aquilo que ela pretende alcançar pode estar mais perto do que alguma vez imaginou...

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