Os Suspeitos do Costume
É da praxe que nas noites como a de ontem existam sempre excessos. Fui convidado a ir a uma festa particular. Como bom convidado, fui o último a aparecer e quase no fim. Com telefonemas da M. a lixar-me a cabeça porque era o único que faltava e muitos passos dados até chegar a casa dela, lá acabei por chegar.
A M. abriu a porta com o seu sorriso cativante de menina e a sua beleza simples, mas eternamente bela. Desde aquela noite muito especial e pouco dada a conhecimentos que ela me cativa. A forma como em plena noite de Natal, recebeu um desconhecido em sua casa, fez-me sentir desde logo que aquela não é uma mulher normal. Acabamos por ficar amigos, pese embora, não estarmos juntos há muito tempo. Beijinhos e abraços aos convivas e notei a falta de um em especial. Mesmo na porta tinha ficado com a sensação que a M. não estava nos dias dela. Contudo, o facto que mais aprecio nela é a capacidade de encaixe às mais adversas situações e foi com esse espírito que encarou a festa.
Quando a maior parte dos convidados saiu, pudemos finalmente conversar descansados. Já não estranho os momentos em que a M. se aproxima de mim e encosta a cabeça no meu ombro. Foi sempre assim. Eternamente menina, eternamente simpática, eternamente terna. Contudo a ternura daquela noite não era a ternura do costume. Antes uma ternura triste. Como não faço muitas perguntas abracei-a e não demorou a sentir uma lágrima escorrer-lhe pelo rosto.
Foi então que começou a desabafar o que tinha acontecido naquela mesma noite, naquela mesma casa. O poder de encaixe para com o companheiro terminara ali. Quando ele fez algo demasiado grave para ser encaixado e perdoado. Pediu-me para ficar ali a receber mimos. Estivemos muito tempo calados. Apenas tentava que uma noite de alegria acariciasse aquela menina-mulher. Estava certo que era impossível. Aquela troca de mimos que no passado fez com que nos separássemos para evitar complicações, eram a única forma que ela tinha para ultrapassar uma enorme dor.
Foi assim que terminou uma noite de alegria. O meu colo que está vazio, encheu-se com uma mulher linda, pelos motivos errados. Sei que hoje a M. está recuperada e preparada para recomeçar de novo. O seu poder de encaixe e a sua força assim a obriga. E afinal... faltava mesmo um dos suspeitos do costume...
A M. abriu a porta com o seu sorriso cativante de menina e a sua beleza simples, mas eternamente bela. Desde aquela noite muito especial e pouco dada a conhecimentos que ela me cativa. A forma como em plena noite de Natal, recebeu um desconhecido em sua casa, fez-me sentir desde logo que aquela não é uma mulher normal. Acabamos por ficar amigos, pese embora, não estarmos juntos há muito tempo. Beijinhos e abraços aos convivas e notei a falta de um em especial. Mesmo na porta tinha ficado com a sensação que a M. não estava nos dias dela. Contudo, o facto que mais aprecio nela é a capacidade de encaixe às mais adversas situações e foi com esse espírito que encarou a festa.
Quando a maior parte dos convidados saiu, pudemos finalmente conversar descansados. Já não estranho os momentos em que a M. se aproxima de mim e encosta a cabeça no meu ombro. Foi sempre assim. Eternamente menina, eternamente simpática, eternamente terna. Contudo a ternura daquela noite não era a ternura do costume. Antes uma ternura triste. Como não faço muitas perguntas abracei-a e não demorou a sentir uma lágrima escorrer-lhe pelo rosto.
Foi então que começou a desabafar o que tinha acontecido naquela mesma noite, naquela mesma casa. O poder de encaixe para com o companheiro terminara ali. Quando ele fez algo demasiado grave para ser encaixado e perdoado. Pediu-me para ficar ali a receber mimos. Estivemos muito tempo calados. Apenas tentava que uma noite de alegria acariciasse aquela menina-mulher. Estava certo que era impossível. Aquela troca de mimos que no passado fez com que nos separássemos para evitar complicações, eram a única forma que ela tinha para ultrapassar uma enorme dor.
Foi assim que terminou uma noite de alegria. O meu colo que está vazio, encheu-se com uma mulher linda, pelos motivos errados. Sei que hoje a M. está recuperada e preparada para recomeçar de novo. O seu poder de encaixe e a sua força assim a obriga. E afinal... faltava mesmo um dos suspeitos do costume...
