segunda-feira, 21 de abril de 2008

São Rosas Senhor! São Rosas!

Sábado à noite. Conversa sobre a vida. Um amigo tem uma frase curiosa "às vezes ponho-me a pensar se é a vida que é complicada ou se somos nós que a complicamos". Respondi que a vida é simples, nós é que a complicamos. Acredito sinceramente que é assim. Nem tudo na vida são rosas, nem todos temos sorte. Considero que não sou uma pessoa com sorte em diversos aspectos. Aquele ditado popular que diz "sorte ao jogo, azar ao amor" ou exactamente o contrário, não se aplica a mim. Nunca me saiu o Euromilhões, as grandes paixões que tive saíram furadas. Uma delas foi tragicamente interrompida sem sequer começar.
Mas voltando à casa de partida. Acredito que a vida seria bem mais fácil e mais simples se as pessoas não a complicassem. Se não existissem os medos de falhar, de explicar abertamente os nossos sentimentos, se não existisse o medo de magoar, de ser cruelmente honesto com os outros. Diz isto uma pessoa (se é que posso ser considerado ser humano!) que faz exactamente tudo isto. Utilizo apenas maior dose de crueldade comigo do que com outras pessoas. É mesmo assim.
Saída da boca de um puto que está quase a fazer 18 anos (ninguém tem 18 anos!!!) pareceu uma bomba de maturidade. A vida também não foi fácil para ele a certa altura. Tenho a sensação que me considera uma espécie de irmão mais velho. E é mesmo nestes momentos que tenho orgulho em ser isso para ele. Os miúdos de hoje em dia (foda-se estou velho...) só pensam em macacadas malucas. E aquele diz aquilo. Quantas vezes pensei, ainda mais novo do que ele naquela frase. Desde que a inocência me foi roubada, pensei milhares de vezes nessa questão. Ainda penso muitas vezes nela... confesso.
É claro que no mundo em que vivemos, uma pessoa frontal e que diz muitas das coisas que pensa e que sente corre riscos de ser mal entendida ou sair magoada. Riscos muito sérios. Mas aprendi a não ter medo de nada, nem da morte quanto mais do resto. Por esse motivo muitas pessoas se afastaram, devido a isso perdi amizades. E nos amores cheguei à altura em que preferi afastar-me do que lutar contra moinhos de vento. Mesmo correndo o risco de ficar muito mais magoado comigo mesmo. Sei também que, no passado, magoei pessoas que não mereciam quando elas lutavam por mim. Fui mal comportado se assim se pode dizer.
Sou eu o meu próprio júri e juiz. Não permito que ninguém me julgue sem me conhecer. Não permito que duvidem da minha sinceridade e honestidade em tudo aquilo que faço ou digo. Para mim é simples... não há bem nem mal. Tudo se divide em momentos bons e maus. Existem pessoas boas e más nos seus instintos. Existe um mundo para descobrir e ao qual estou aberto até para mudar as minhas opiniões. Facto curioso, e nota mental que me ocorre muitas vezes, como é que uma pessoa que magoei tanto no passado consegue ainda hoje ser minha amiga? Boa pessoa. Santa pessoa. Não sei, mas permito que julgue quem eu sou e os meus actos. Por todo o mal que lhe fiz. Porque a sua opinião é honesta e cruelmente sincera. Porque conhece o "eu" dos bons e dos maus momentos. Porque perante mim é a única juíza que tenho. Pergunto-me muitas vezes em que declínio estava eu para a magoar. O único sentimento que tenho por ela é culpa. Culpa por ter sido tão mau. Culpa por ainda hoje a fazer ouvir as minhas desventuras e as minhas desgraças. Qualquer dia mando construir uma estátua em sua honra com uma frase do tipo "santificada sejas tu".
Nos momentos de encruzilhada na minha vida, lá vai ela chatear a rapariga. Como nestes momentos em que estou. Pego no telefone e lá vai disto! Que se lixe o dinheiro que gasto em chamadas internacionais. Estou num cruzamento complicado e não sei que rumo tomar. A verdade é que ninguém me pode ajudar. As decisões difíceis sou eu que as tenho que tomar.
Na semana passada ao ripar uns cds para enviar, ouvi uma música que me fez recordar de uma situação parecida. A letra fala de um encontro casual, um amor que acabou sem ter começado, de uma mulher à qual nem nome podemos dar. Num Carnaval, ainda com a inocência intacta, conheci uma rapariga linda de morrer. A noite estava fria, mas numa discoteca o calor aperta. Entre bebidas e dança os corpos aquecem. O seu nome não sei. Daí ser forçado a chamar-lhe a rapariga linda de morrer. Éramos da mesma cidade, embora não estivéssemos em casa. Trocamos breves palavras. Recordo-me da doçura da sua voz. Da sua simpatia natural e cativante. Recordo-me dos beijos trocados nessa noite. Recordo-me da partida com promessas de retorno. Um reencontro que nunca aconteceu. A rapariga linda de morrer tornou-se numa recordação. Na recordação de um amor que nunca chegou a nascer. Era capaz de a reconhecer num segundo. E gostava de saber como ela está. O que fez da sua vida. E descobrir o nome da "rapariga linda de morrer".

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Irritações, Comichões e Muitas Outras ...Ões

Confesso que escolhi um péssimo dia para me armar em bom samaritano. Levantei-me sem vontade nenhuma para entrar no carro e apanhar o bom tempo que todos sabemos que está hoje. É claro que estou a ser irónico! Mal saí com o vidro do carro (bastou o vidro!!!) da garagem, apercebi-me que ia ser uma viagem muito muito agradável.
Enfiei-me na VCI. Trânsito. Entrei na auto-estrada. Chuva. Muita chuva. Conduzir a 50 numa auto-estrada não é nada agradável, pelo menos para mim. Ainda por cima porque ao dirigir-me para o interior cada vez apanhava mais chuva e a visibilidade tornava-se quase nula. Via tão bem que tive de parar numa estação de serviço. Até para tomar um café apanhei um belo banho! Daaa-se já chega Pedrocas! Pensava eu.
Mas não... a viagem continuou e com os kms, veio o granizo. Ainda melhor! A certa altura pensei que ia mesmo ficar sem vidros no carro! Já ia suficientemente devagar para ter tempo de pensar na morte da bezerra, mas não podia. Não estava com vontade nenhuma de ter um acidente. Desliguei o rádio para tentar concentrar-me apenas em chegar ao destino. Finalmente cheguei! Fiz o que tinha a fazer e rapidamente voltei à estrada para o caminho de volta. Queria chegar a casa o mais depressa que podia sobre aquelas condições.
Antes de parar para almoço, apanhei mais um susto. Trovoada. Um relâmpago caiu a algumas centenas de metros de onde passava. Ok... estava distraído a pensar onde e o que ia almoçar! O estômago chamava-me à atenção! Normalmente eu ouço-o com atenção! Assustei-me com aquela luz branca. Ainda pensei que talvez tivesse recuado no tempo e estivesse na Cova da Iria a assistir a mais algum milagre da natureza. Mas não, estava mesmo no norte e a caminho de casa!
Paragem para almoço e satisfazer o apetite com um sarrabulho. A única parte que se aproveitou da manhã! Mas ao mesmo tempo fiquei ainda com uma cabeça maior! Estava sol! Ou seja apanhei de tudo! Só faltou haver um eclipse do Sol para apanhar todas as hipóteses de tempo. Ah e neve também faltou. Consegui chegar ao Porto a salvo de mais confusões. Com muito cuidado para não me espetar em nenhum lado.
Mas cheguei irritado comigo e com a minha mania de ser bom rapaz. Tive comichões em muitas partes do corpo por causa disso. E as outras ...ões... bem essas podem pensar nelas e no que ia a dizer a mim mesmo no carro. Fica ao vosso critério. Só uma dica! Não foi nada de simpático!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Lost in Translation

O título deste post não representa o título do filme com o mesmo nome. Os meus pensamentos derivaram para longe da tradução que estava a fazer. A vida não é fácil. Demasiado na cabeça neste momento. Muitos pensamentos ao mesmo tempo. Acerca de trabalho, acerca da vida, acerca de sentimentos. Talvez por isso tenha ficado perdido na tradução e tenha perdido alguns minutos a olhar para o monitor sem saber bem o que fazer e o que pensar.
Por essa altura as colunas debitavam o "The Blower's Daughter". Neste momento debitam exactamente o mesmo som. Perdi-me no tempo, perdi-me na tradução, perdi-me no som. Por vezes tenho aquela sensação de vazio, de não ser importante para ninguém. Tenho uma sensação de estar perdido num mundo que desconheço e do qual as noticias não são as mais agradáveis. Sinto um nó na garganta porque os meus problemas não são afinal pensamentos, mas apenas vagas melancolias e vagas tretas em nada importantes. Sinto um nó na garganta por mim. Sinto um nó seco de pensar que em breve 820 milhões de pessoas no mundo estarão a passar ainda mais fome do que já passam.
Nestes momentos sinto-me oco, vazio e fútil. Estou a pensar em merdas que honestamente não fazem sentido, em sinais que são dados ou não são dados, em situações que podem ou não ocorrer, quando existem milhões e pessoas a sofrer de fome, guerra, escravatura e muito mais. Até o simples acto de clicar nestas teclas para que vocês, caros leitores, possam ler estes pensamentos fúteis surge nos meus pensamentos como vago. Reparem bem na crueldade de tudo isto: enquanto milhões procuram uma migalha de pão para comer, outros tantos milhões estão agarrados a algo que nem é real sem qualquer contacto com a realidade que nos é oferecida através dos nossos próprios olhos. Estranho muito estranho... é agora que preciso mesmo do cigarro que não fumei. Volto já.
Confesso que de quando em vez penso como seria abandonar tudo isto, todos estes pensamentos maléficos e viver apenas procurando um copo de arroz, uma migalha de pão para tomar uma única refeição diária. Focar-me apenas em sobreviver, afinal devia ser apenas o que conta. "No love, no glory" diz a canção. Seria bem mais fácil...
Até devia estar contente, afinal recebi um mail de uma amiga da qual apenas sabia notícias de ano a ano. Sem contacto. Um mail... mais uma vez a tal realidade virtual. Estamos tão longe e ao mesmo tempo tão perto... Não consigo, hoje não. Desculpa Alex, mas já expliquei os porquês na resposta que enviei. Fico feliz por saber que estás bem e que a Chiara é uma miúda inteligente, sensível e sensata. Fiquei grato pela surpresa que tive hoje ao abrir a mailbox. Mas tudo isso são apenas alguns momentos de alegria. Não consigo dissociar deles os meus próprios pensamentos. As minhas próprias lutas. A confusão em que está o meu cérebro. Os amigos contribuíram para isto, mas a culpa foi toda minha. Pensei em cenas que não devia, pedi opiniões. Provavelmente não devia... Uns dizem sim, outros dizem sopas... E eu estou mergulhado numa luta complexa para saber como agir. Se bem, se mal, se vou agir correctamente perante aquilo que sinto, se não vou (como tantas vezes fiz) e agir a quente para depois me arrepender e perceber que tomei uma má decisão. Quem me conhece sabe que não sou homem para meias acções. Se decido separar-me de uma pessoa, de um sentimento faço-o. Posso vir a sofrer com os meus actos, posso arrepender-me, mas o passo que está tomado, permanece assim. Sem volta nem retorno.
Por isso é que esta é uma decisão que pela terceira vez me assola. Afastar-me ou não. Ficar e ver no que dá. Pressionar ou manter-me quieto. Já disse o que tinha a dizer. Não sei mais o que fazer. Estou confuso. Sinto-me inútil perante os sentimentos e os afastamentos. Perante a incapacidade de aproximação. Perante algumas mensagens trocadas ao longo do dia, sem conseguir agir e ajudar. Assim sinto que não consigo. Não me deixa ter qualquer acção. Talvez afastar-me seja o mais fácil... Talvez seja o único caminho. Apenas precisa de quem tem ao lado.
The Blower's Daughter...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Criticar É Fácil...

Criticar é fácil... Toda a gente tem essa noção. Suportar críticas boas ou más é uma história completamente diferente. Depende muito do poder de encaixe da pessoa que é "vítima" da crítica. Tive a perfeita noção disso ao almoço ontem.
Na Sexta-Feira, ao aceitar ler e criticar um argumento escrito por um amigo para uma peça de teatro, estava longe de pensar na lição que ia levar. Não me senti muito à vontade para fazer esse favor, mas como já lhe devia alguns não pude recusar. Teria sido bem mais fácil o pedido para encontrar uma banda sonora... Ontem marcamos um almoço para lhe entregar o guião e trocar impressões sobre o que tinha lido. O argumento não foi apenas escrito por ele, mas por mais dois profissionais do teatro... actores no caso. Resta dizer que a peça está muito bem escrita e, caso seja posta em palco, pode ter sucesso.
Tinha pedido ao meu amigo para ir almoçar a sós. Estava mais à vontade para criticar abertamente o que quer que fosse. Mas a curiosidade humana é lixada. À hora marcada cheguei e logo na entrada tive uma surpresa desagradável. Pensava eu! Uma das pessoas que tinha escrito a peça estava a entrar ao mesmo tempo. Resta dizer que tenho o maior apreço e consideração pela pessoa em causa, visto que para mim é uma profissional de mão cheia e este país é pequenino demais para o seu talento.
Enquanto não chegava trocamos algumas palavras de circunstância e não pude deixar de perguntar porque estava ali. A resposta foi inteligente "queria ver se o nível de tinhosice de que me falaram, era mesmo assim tão grande". Ok... sou tinhoso e muito crítico com o que vejo e leio. Já terão reparado que o mesmo não acontece com o que escrevo! É mau demais e mais valia estar quieto! A conversa prosseguiu até aos riscos nos livros e ás cores. Apercebi-me então da asneira que tinha cometido. Parte do texto estava riscado a caneta fluorescente. Cor atractiva para a pessoa em causa e uma parte do texto em que tinha mais críticas! Um curioso a criticar um texto de profissionais já é mau o suficiente, agora criticar uma pessoa que respeitamos pelo seu trabalho... é bem pior!
Com o decorrer do almoço revelei os aspectos e a forma (na minha modesta opinião) como podia ser alterado o texto. Optei por ser mais comedido nas palavras, mas como não estava a falar com burros, as palavras não alteram a crítica. Aí é que vai bater o ponto. Como mero amador, essa pessoa podia não ter aceite as opiniões daquele que é apenas um possível espectador da peça em questão. No entanto, e como todas as grandes mentes, só pela crítica (desde que construtiva e interessante) é que se consegue melhorar. Ora nem todos, especialmente aquelas pessoas que se acham realmente boas, estão abertas à crítica e ao debate de ideias.
Foi um almoço muito interessante e no qual fiquei ainda a admirar mais o trabalho da pessoa em questão. Tal como a sua humildade e sensatez. No fim do almoço, as palavras já eram francas e entre risadas e discussões, levei mais uma lição de sinceridade, honestidade, humildade e de alta capacidade intelectual! Foi interessante... Muito interessante.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Com Amigos Destes...

Todos sabemos que na vida existem vários tipos de pessoas. Os calados, os extrovertidos, os simpáticos, os menos simpáticos e podia continuar sem parar. No entanto acrescento um novo tipo de pessoas... os meus amigos! Provenientes de um planeta desconhecido, a sua grande maioria desceu à Terra apenas para me lixar a cabeça!!! Os extraterrestres podiam ter escolhidos qualquer um dos 6 biliões de habitantes, mas tinha de me calhar esse azar a mim!!! Fonix!!!
Escrevo estas palavras só por um factor. Andam alguns, que estão bem longe, a chagar-me a bola desde a noite da passada Terça-Feira com violentos ataques via mail, via sms e via Messenger. Ora bem esta é a resposta de um gajo que se encontra altamente farto! Só porque esta cambada de fpd com a pdm, tem a sorte de viverem junto ao Mediterrâneo numa cidade onde faz calor 90% do ano, julgam que podem utilizar esse facto para gozar indiscriminadamente com os outros!!! Ora isso não é bem verdade! Se os machos que por lá se encontram a mandar mensagens até nem são os piores (só dizem para aparecer por lá para ver uns jogos de futebol de praia e mamar uns copos à noite), as fêmeas são do pior! Especialmente uma delas!
Queria só deixar aqui um aviso ás senhoras que visitam este blog. Pese embora respeitar muito o sexo feminino, as palavras que se seguem não são nada bonitas nem aconselháveis de dizer a mulheres. Caso se sintam ofendidas, desde já apresento as minhas desculpas, mas como estou altamente ressabiado com um membro que devia ser expulso da vossa comunidade superior, vai sair asneira! Sintam-se à vontade para deixarem de ler este post ou então agarrem-se bem porque a viagem vai ser turbulenta!
Voltando à conversa... Receber sms a dizer coisas parecidas com "Seu urso, o estádio vai ter 4000 lugares, de certeza que lá cabes! Nem que te sentes no meio da areia! Aparece!" ou então "Tens medo de levar com uma bola nos tomates? Aquilo tem rede, mas esqueces que já os arranquei a todos os gajos que conheço?". Ora bem estas palavras são ditas por uma pessoa que atirou a roupa do ex-namorado com quem vivia de um 12º (sim!!! décimo segundo andar!!!) cá para baixo! Uma pessoa civilizada não faz isso. Pode por as malas do gajo na porta, mas atirar a roupa de um 12º andar não é normal! Até porque vos garanto que aquilo é... como dizer... vá lá... alto!!! Ficam também já a saber que a referida personagem não me arrancou os ditos cujos até porque nunca os viu nem nunca irá ver! Mantenho-me a uma distância suficientemente segura daquela coisa, pena é que tenha de usar um megafone para conversar com ela!
Por falar em megafone... aquela gaja fala tão alto que parece um megafone ambulante e ainda por cima tem uma voz que parece uma cana rachada ou um papagaio ambulante! Já não chegava ter nascido com um sotaque castelhano mau o suficiente... Ah e gilipollas é a tua avozinha torta! Tá bem?
Neste momento e ao invés de passar ao insulto gratuito (coisa que me apetecia bastante), vou deixar aqui um extracto de um post, que um grande amigo escreveu no seu blog Holy Bible Reinvented. Já que te queixas muito que tratamos as mulheres (não todas, tu em particular) como seres inferiores, lê estas sábias palavras e pára de me f@der a cabeça!!!
Passo a citar: "(...)as mulheres até aos dias de hoje queixam-se de serem tratadas como seres inferiores, que não têm oportunidades e a quem é que devem tudo isto? (...) Deus disse a Eva: "Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará."Não tenho mais nada a dizer, apenas dizer a todas que não se queixem dos vossos maridos, (...) é um peso que vocês têm de transportar."
Depois disto, minha cara Bea, não preciso de dizer mais nada! A culpa é tua, ou da tua antiga amiga Eva, agora aguenta e deixa de ser uma cabra para o sexo masculino!!!
Quanto aos seres (masculinos e femininos) que me têm perguntado, de forma mais ou menos normal (cabronazo é um termo amigo, no vosso caso não levo a mal), se vou ver o apuramento para o Mundial de futebol de praia, a resposta é negativa. Infelizmente não me posso juntar a vosotros, mas faço votos para que se divirtam, bebam muito e depois mandem umas fotos!

PS: Um abraço a todos os poucos, mas bons amigos que me restam. E ás grandes (usar aqui a expressão boas podia ser mal entendido da parte de alguns) amigas um grande beijo. Especialmente a uma delas que neste momento se encontra constipadinha...

Link da fonte citada: http://holybiblereinvented.blogspot.com/

terça-feira, 8 de abril de 2008

Conversas de Barbeiro

Um dos momentos altos da semana que acabou foi a minha ida ao barbeiro. Confesso desde já que sou algo atípico neste caso e não gosto muito que me mexam na cabeça, mas estas idas ao barbeiro são como um banho de normalidade que levo. Passo a explicar o porquê. Como muitos gajos vou sempre ao mesmo barbeiro. O homem é da old school (também deve andar na casa dos setenta , nem sei qual é a surpresa daaaah!) e, como tal, encontro sempre lá muitos homens já de uma certa idade. A espera até ir para a cadeira consegue ser hilariante! Alguém se agarra ao jornal e começa a conversa...
Na semana que passou entre política, futebol e o tema ao qual resolvi designar "dá-me o telemóvel jááááá!!!". Foi uma animação! Se bem que neste último tema tive que concordar e (é a minha modesta opinião) aquela menina não estudava em mais escola nenhuma deste país, nos restantes motivos de conversa lá meti o bedelho não para acalmar, mas para meter mais gasolina no fogo. Lá veio o PM e o governo à baila! Tinha que ser... Entre velhotes a dizerem que faziam e aconteciam aos gajos de Lisboa (se bem que 90% não são de lá), eu lá aproveitei e utilizei uma expressão que sai muitas vezes "o que esses senhores precisavam era de uma Inquisição que os mandassem a todos para a fogueira!". E eles lá ficaram todos entretidos a falar dos benefícios de um churrasco humano, se bem que mantenha as minhas sérias dúvidas sobre a sapiência daqueles senhores do que foi a Inquisição!
Abro um ligeiro aparte neste post para explicar que uso muitas vezes a expressão acima referida, mas dirigida aos senhores da Inquisição. Sim los padres! Sou da opinião que se eles querem todos ir para o céu (e tendo em conta que a maioria são uns sacanas e nem preciso explicar os motivos basta ouvir rádio, ler jornais e ver canais informativos), eu dava uma ajuda e mandava-os para lá aos empurrões através de uma fogueirita! O fumo levava aquelas almas penadas! Ok... vou levar nas orelhas de muita gente...
Voltando ao tema do post... Veio à baila o tema regionalização e aí fiz o meu papel de advogado do diabo... todos eram a favor das regiões. Armei-me em cortes e disse que só ia servir para criar mais uma data de tachos e jobs for the boys! Aguentei-me à bronca até que um "senhor" (chamar-lhe-ia mais de asno) resolveu lançar a bomba! "O que este país precisa é de outro Salazar!". Como não me quis passar e mandar o homem aquela parte com as letras todas, achei melhor sair e fumar um cigarrito. Sou totalmente contra e fico f@dido quando dizem isto! E reparem são pessoas que viveram naquele regime do come e cala. Ou são parvos ou são Salazaristas encapotados como muitos que por aí andam... Como tenho alergia (e das gigantes) a esse "senhor" e aos tempos da "velha senhora", tenho obrigatoriamente de sair de qualquer sala ao ouvir a pronunciação daquelas palavras. Até porque ou me passo ou alguém corre o sério risco de sair dali com um olho negro!
Os homens lá foram saindo e, quando saltei para a cadeira, o barbeiro ficou vazio. Não, não tenho sarna!!! Fui mesmo o último a chegar!!! Não comecem com ideias maradas!!! O senhor disse-me que era sempre o mesmo venenoso, mas nessa altura já estava concentrado nas tesouras e em ajudar o homem para me pirar dali o mais depressa possível! Fez-se silêncio...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

I Have a Dream

Passam hoje quarenta anos sobre a morte do Dr. Martin Luther King. Um homem que fica na história da América e do Mundo pela sua luta pelos Direitos Civis. Creio que para quem já se "deu ao trabalho" de ler, ver ou ouvir os seus discursos políticos, em especial o discurso no qual proclamou a frase que serve de título para o post de hoje, é uma figura marcante, mítica e inspiradora. É incrível como o discurso de 28 de Agosto de 1963 no Lincoln Memorial em Washington DC permanece actual.
Um discurso fonte de inspiração não só para "negros", mas também para todos aqueles que verdadeiramente acreditam na liberdade e na igualdade de direitos, independentemente de raças, credos ou qualquer diferença que marca todos os humanos. Alguns trechos deste discurso que irei colocar são verdades tão actuais como eram à 40, 100 ou 200 anos atrás.

"(...)But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation. And so, we've come to cash this check, a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice."
Pensem em Portugal e naquilo que os portugueses pensam da justiça... Eu quero acreditar na verdade do sistema judicial, pese embora todas as injustiças...

"But there is something that I must say to my people, who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice: In the process of gaining our rightful place, we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred. We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. We must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again, we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force."
Comentários para quê?

"(...)I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal."
I have a dream that one day on the red hills of Georgia, the sons of former slaves and the sons of former slave owners will be able to sit down together at the table of brotherhood.
I have a dream that one day even the state of Mississippi, a state sweltering with the heat of injustice, sweltering with the heat of oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice.
I have a dream that my four little children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.
I have a dream today!
I have a dream that one day, down in Alabama, with its vicious racists, with its governor having his lips dripping with the words of "interposition" and "nullification" -- one day right there in Alabama little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls as sisters and brothers.

I have a dream today!

I have a dream that one day every valley shall be exalted, and every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight; "and the glory of the Lord shall be revealed and all flesh shall see it together.(...)"

"(...)Free at last! Free at last!

Thank
God Almighty, we are free at last!"

Quem lê estas palavras não pode deixar de sentir que este homem era um visionário e um sonhador. Hoje, mais do que nunca, a América pode estar próxima a votar pela primeira vez para ter um presidente negro na Casa Branca. Quem já ouviu os discursos de Barack Obama nas primárias fica certo que naquele homem existe uma força e uma coragem enorme. Sinceramente gostava que aquele homem ganhasse as eleições e fosse o primeiro "negro" na Casa Branca. Poderá vir a ser um sinal de mudança e de esperança para os Estados Unidos como para o mundo. Hoje mais do que nunca, vou ouvir um discurso que conheço muito bem e acreditar que o mundo em todo o seu esplendor pode mudar. E gritar bem alto:
I have a dream!


Nota: Os extractos do discurso contidos neste blog são de autenticidade certificada. A versão em texto foi transcrita directamente do áudio registado no protesto. Quem quiser ler, ver e ouvir este discurso pode fazê-lo no site:

http://www.americanrhetoric.com/speeches/mlkihaveadream.htm

Não foi efectuada nenhuma tradução (neste post) para português das palavras do Dr. Martin Luther King, evitando assim que se perca a autenticidade do discurso. Quem não souber inglês, estou certo que pode encontrar na internet muitas traduções do mesmo.