São Rosas Senhor! São Rosas!
Sábado à noite. Conversa sobre a vida. Um amigo tem uma frase curiosa "às vezes ponho-me a pensar se é a vida que é complicada ou se somos nós que a complicamos". Respondi que a vida é simples, nós é que a complicamos. Acredito sinceramente que é assim. Nem tudo na vida são rosas, nem todos temos sorte. Considero que não sou uma pessoa com sorte em diversos aspectos. Aquele ditado popular que diz "sorte ao jogo, azar ao amor" ou exactamente o contrário, não se aplica a mim. Nunca me saiu o Euromilhões, as grandes paixões que tive saíram furadas. Uma delas foi tragicamente interrompida sem sequer começar.
Mas voltando à casa de partida. Acredito que a vida seria bem mais fácil e mais simples se as pessoas não a complicassem. Se não existissem os medos de falhar, de explicar abertamente os nossos sentimentos, se não existisse o medo de magoar, de ser cruelmente honesto com os outros. Diz isto uma pessoa (se é que posso ser considerado ser humano!) que faz exactamente tudo isto. Utilizo apenas maior dose de crueldade comigo do que com outras pessoas. É mesmo assim.
Saída da boca de um puto que está quase a fazer 18 anos (ninguém tem 18 anos!!!) pareceu uma bomba de maturidade. A vida também não foi fácil para ele a certa altura. Tenho a sensação que me considera uma espécie de irmão mais velho. E é mesmo nestes momentos que tenho orgulho em ser isso para ele. Os miúdos de hoje em dia (foda-se estou velho...) só pensam em macacadas malucas. E aquele diz aquilo. Quantas vezes pensei, ainda mais novo do que ele naquela frase. Desde que a inocência me foi roubada, pensei milhares de vezes nessa questão. Ainda penso muitas vezes nela... confesso.
É claro que no mundo em que vivemos, uma pessoa frontal e que diz muitas das coisas que pensa e que sente corre riscos de ser mal entendida ou sair magoada. Riscos muito sérios. Mas aprendi a não ter medo de nada, nem da morte quanto mais do resto. Por esse motivo muitas pessoas se afastaram, devido a isso perdi amizades. E nos amores cheguei à altura em que preferi afastar-me do que lutar contra moinhos de vento. Mesmo correndo o risco de ficar muito mais magoado comigo mesmo. Sei também que, no passado, magoei pessoas que não mereciam quando elas lutavam por mim. Fui mal comportado se assim se pode dizer.
Sou eu o meu próprio júri e juiz. Não permito que ninguém me julgue sem me conhecer. Não permito que duvidem da minha sinceridade e honestidade em tudo aquilo que faço ou digo. Para mim é simples... não há bem nem mal. Tudo se divide em momentos bons e maus. Existem pessoas boas e más nos seus instintos. Existe um mundo para descobrir e ao qual estou aberto até para mudar as minhas opiniões. Facto curioso, e nota mental que me ocorre muitas vezes, como é que uma pessoa que magoei tanto no passado consegue ainda hoje ser minha amiga? Boa pessoa. Santa pessoa. Não sei, mas permito que julgue quem eu sou e os meus actos. Por todo o mal que lhe fiz. Porque a sua opinião é honesta e cruelmente sincera. Porque conhece o "eu" dos bons e dos maus momentos. Porque perante mim é a única juíza que tenho. Pergunto-me muitas vezes em que declínio estava eu para a magoar. O único sentimento que tenho por ela é culpa. Culpa por ter sido tão mau. Culpa por ainda hoje a fazer ouvir as minhas desventuras e as minhas desgraças. Qualquer dia mando construir uma estátua em sua honra com uma frase do tipo "santificada sejas tu".
Nos momentos de encruzilhada na minha vida, lá vai ela chatear a rapariga. Como nestes momentos em que estou. Pego no telefone e lá vai disto! Que se lixe o dinheiro que gasto em chamadas internacionais. Estou num cruzamento complicado e não sei que rumo tomar. A verdade é que ninguém me pode ajudar. As decisões difíceis sou eu que as tenho que tomar.
Na semana passada ao ripar uns cds para enviar, ouvi uma música que me fez recordar de uma situação parecida. A letra fala de um encontro casual, um amor que acabou sem ter começado, de uma mulher à qual nem nome podemos dar. Num Carnaval, ainda com a inocência intacta, conheci uma rapariga linda de morrer. A noite estava fria, mas numa discoteca o calor aperta. Entre bebidas e dança os corpos aquecem. O seu nome não sei. Daí ser forçado a chamar-lhe a rapariga linda de morrer. Éramos da mesma cidade, embora não estivéssemos em casa. Trocamos breves palavras. Recordo-me da doçura da sua voz. Da sua simpatia natural e cativante. Recordo-me dos beijos trocados nessa noite. Recordo-me da partida com promessas de retorno. Um reencontro que nunca aconteceu. A rapariga linda de morrer tornou-se numa recordação. Na recordação de um amor que nunca chegou a nascer. Era capaz de a reconhecer num segundo. E gostava de saber como ela está. O que fez da sua vida. E descobrir o nome da "rapariga linda de morrer".
Mas voltando à casa de partida. Acredito que a vida seria bem mais fácil e mais simples se as pessoas não a complicassem. Se não existissem os medos de falhar, de explicar abertamente os nossos sentimentos, se não existisse o medo de magoar, de ser cruelmente honesto com os outros. Diz isto uma pessoa (se é que posso ser considerado ser humano!) que faz exactamente tudo isto. Utilizo apenas maior dose de crueldade comigo do que com outras pessoas. É mesmo assim.
Saída da boca de um puto que está quase a fazer 18 anos (ninguém tem 18 anos!!!) pareceu uma bomba de maturidade. A vida também não foi fácil para ele a certa altura. Tenho a sensação que me considera uma espécie de irmão mais velho. E é mesmo nestes momentos que tenho orgulho em ser isso para ele. Os miúdos de hoje em dia (foda-se estou velho...) só pensam em macacadas malucas. E aquele diz aquilo. Quantas vezes pensei, ainda mais novo do que ele naquela frase. Desde que a inocência me foi roubada, pensei milhares de vezes nessa questão. Ainda penso muitas vezes nela... confesso.
É claro que no mundo em que vivemos, uma pessoa frontal e que diz muitas das coisas que pensa e que sente corre riscos de ser mal entendida ou sair magoada. Riscos muito sérios. Mas aprendi a não ter medo de nada, nem da morte quanto mais do resto. Por esse motivo muitas pessoas se afastaram, devido a isso perdi amizades. E nos amores cheguei à altura em que preferi afastar-me do que lutar contra moinhos de vento. Mesmo correndo o risco de ficar muito mais magoado comigo mesmo. Sei também que, no passado, magoei pessoas que não mereciam quando elas lutavam por mim. Fui mal comportado se assim se pode dizer.
Sou eu o meu próprio júri e juiz. Não permito que ninguém me julgue sem me conhecer. Não permito que duvidem da minha sinceridade e honestidade em tudo aquilo que faço ou digo. Para mim é simples... não há bem nem mal. Tudo se divide em momentos bons e maus. Existem pessoas boas e más nos seus instintos. Existe um mundo para descobrir e ao qual estou aberto até para mudar as minhas opiniões. Facto curioso, e nota mental que me ocorre muitas vezes, como é que uma pessoa que magoei tanto no passado consegue ainda hoje ser minha amiga? Boa pessoa. Santa pessoa. Não sei, mas permito que julgue quem eu sou e os meus actos. Por todo o mal que lhe fiz. Porque a sua opinião é honesta e cruelmente sincera. Porque conhece o "eu" dos bons e dos maus momentos. Porque perante mim é a única juíza que tenho. Pergunto-me muitas vezes em que declínio estava eu para a magoar. O único sentimento que tenho por ela é culpa. Culpa por ter sido tão mau. Culpa por ainda hoje a fazer ouvir as minhas desventuras e as minhas desgraças. Qualquer dia mando construir uma estátua em sua honra com uma frase do tipo "santificada sejas tu".
Nos momentos de encruzilhada na minha vida, lá vai ela chatear a rapariga. Como nestes momentos em que estou. Pego no telefone e lá vai disto! Que se lixe o dinheiro que gasto em chamadas internacionais. Estou num cruzamento complicado e não sei que rumo tomar. A verdade é que ninguém me pode ajudar. As decisões difíceis sou eu que as tenho que tomar.
Na semana passada ao ripar uns cds para enviar, ouvi uma música que me fez recordar de uma situação parecida. A letra fala de um encontro casual, um amor que acabou sem ter começado, de uma mulher à qual nem nome podemos dar. Num Carnaval, ainda com a inocência intacta, conheci uma rapariga linda de morrer. A noite estava fria, mas numa discoteca o calor aperta. Entre bebidas e dança os corpos aquecem. O seu nome não sei. Daí ser forçado a chamar-lhe a rapariga linda de morrer. Éramos da mesma cidade, embora não estivéssemos em casa. Trocamos breves palavras. Recordo-me da doçura da sua voz. Da sua simpatia natural e cativante. Recordo-me dos beijos trocados nessa noite. Recordo-me da partida com promessas de retorno. Um reencontro que nunca aconteceu. A rapariga linda de morrer tornou-se numa recordação. Na recordação de um amor que nunca chegou a nascer. Era capaz de a reconhecer num segundo. E gostava de saber como ela está. O que fez da sua vida. E descobrir o nome da "rapariga linda de morrer".
