quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Life Sucks!

Nestas últimas semanas ando com pouca vontade de escrever. Tenho andado a pensar na vida e, para além de sobrecarregar os neurónios, fico cansado. O ano que se iniciou quase há um mês não se afigura nada fácil. 2008 entrou da forma que todos conhecemos a nível político, económico e social.
Quanto mais penso na minha vida mais percebo que vai ser um ano difícil. Se em termos pessoais, pouco posso fazer para alterar o estado de coisas, até porque esse campo não pode ser decidido exclusivamente por mim (como se costuma dizer são precisos dois para dançar o tango); a nível profissional e económico tudo tem de mudar. A roleta tem de parar. Mas nem neste campo posso decidir tudo sozinho. Ás vezes dou mesmo por mim a pensar: life sucks!
Não é nada fácil aturar o que eu aturo. A maior parte das vezes tenho de ser eu o bombeiro cá do sítio. Ando a apagar os fogos dos outros e quando tenho necessidade que apaguem ou apaziguem os meus fogos, olho em volta e... nem um voluntário. De quando em vez sinto-me uma barata tonta, daqui para ali, dali para aqui e eu que me lixe. Enfim... cada um tem o que merece!
A verdade é que precisava de um tempo para definir a minha vida, mas assim não consigo.
Ando sem vontade de ouvir os queixumes das pessoas do costume... e eles são diários! Porra ninguém percebe que preciso de ter uma vida própria? Assim não dá... Ainda hoje parei para observar uma bebé durante uns segundos e dei por mim a invejar aquela miúda. Não se chateia com nada, só se preocupa em brincar, comer e fazer asneiras (parte aliás que adoro ver!). Não precisa de ouvir adultos que por vezes mais parecem crianças a fazer queixinhas. "Ai ele fez-me isto! Ela fez-me aquilo! Ai aquele gajo só faz asneiras! Não era assim era assado!" Poupem-me por favor!!! E eu ultimamente... desligo e deixo-os falar abanando a cabeça como os burros. "Sim sim! É isso!" digo eu mandando-os f*der baixinho.
Apenas me sinto capaz de ajudar uma pessoa. Por conhecer bem aquilo que ela sente e pelo que está a passar. E também porque sinto que ouve aquilo que eu digo e que pensa como adulta que é. Aceita ou não os conselhos, conforme a sua vontade. Mas pensa neles a sério. Quanto aos outros dizem que sim e que vão mudar, mas um segundo depois estão a dizer e a fazer as mesmas merdas. Chiça!
Depois ainda vêm armados em espertalhões, a perguntar "E então quando é que nos apresentas uma namorada?", mas eu tenho alguma hipótese de arranjar alguém que goste e que cuide de mim, com todas estas cenas? Acho que não, mas sinceramente gostava de arranjar novas amizades para sair de casa mais vezes. É que começo seriamente a pensar que dentro em breve vou atingir o estado de loucura absoluta! Se eu não gostasse do quentinho do Inferno, ainda era capaz de dizer que tenho cara de santo... O tempo urge. Alguém tem um antídoto para isto? Se tiverem por favor avisem!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Pensamentos

Tenho andado a pensar muito ultimamente. Em merdas que não têm nada haver e noutras coisas que me têm acontecido. Está tecnicamente provado (pelo menos para mim) que para ter a minha redenção ainda foi preciso magoar uma última pessoa. Fiquei triste com isso, mas como em tudo na vida, é preciso levantar cabeça e seguir em frente.
Este último abalo sísmico era necessário na minha vida. Os meus fantasmas corriam atrás de mim à demasiado tempo. Uma frase despertou-me a semana passada e senti que tinha de apagar as poucas coisas que ainda me ligavam ao passado. Agradeço publicamente a quem me acordou. Hoje posso dizer que sou outra pessoa!
Por vezes ao falar com os outros estamos a observar-nos ao espelho. E foi numa dessas conversas que me apercebi que não estava ainda totalmente redimido. Hoje posso dizer claramente que acabou! E fazer estalar os fogos de artifício da redenção! Acabou-se a vitima, o dizer mal de mim ( às vezes ainda podem ler isso no futuro), o pensar no passado. Começou o gajo novo, a encarar a vida de frente, a fazer asneiras de vez em quando (também tenho direito)!
E parafraseando... Quem quer a companhia do João Ratão?

sábado, 26 de janeiro de 2008

Falta de Vontade

Esta semana fui atingido com uma gigantesca falta de vontade para escrever. Acho que não tenho nada para dizer e, como tal, sou forçado a seguir uma das minhas máximas "se não tens nada para dizer, cala-te!".
Ontem tive um dia perfeitamente louco. Estava com vontade de me meter com toda a gente. Ora sabe quem me conhece, que são dias em que consigo ser um gajo irritante ao ponto de dar vontade de atirar com ele ao rio! A minha boa disposição era tanta que utilizava tudo para "atacar" em forma de brincadeira qualquer pessoa que se cruzasse comigo. E foi isso mesmo que fiz. Sem saber bem como, e sem admitir uma culpa que continuo a acreditar que não foi minha, causei um imbróglio levado a sério por uma certa e determinada pessoa. E como consigo dizer tudo a brincar, mas com a cara de pau que habitualmente me caracteriza, essa senhora deve ter encarado isso assim. Para mim não passou sequer de uma situação resolvida à partida.
A única desculpa que posso utilizar é que ontem estava mesmo numa sintonia diferente do resto do mundo! Até porque esta semana sou capaz de ter cometido erros diabólicos, mas enfim são parte do caminho.
Hoje estou acometido por dúvidas. Dúvidas que são dificeis de resolver sem saber certas e determinadas coisas. Se algumas dessas dúvidas têm o valor de certezas, outras não podem ser respondidas por mim e quem as pode dar... não responde, ou seja, voltamos ao tiro de partida. Tal como um piloto e aproveitando estar junto à largada... talvez o melhor seja encostar na boxe, tirar o volante e abandonar a viatura com toda a dignidade... A ver vamos...
This phoenix rises up from the ground!

PS: Ainda me estou a rir em pensamento de uma pergunta que me fizeram... Ciumes eu??? lololololololololololol

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A Redenção

Pois é... Ontem dei o último passo para a minha redenção. Finalmente pedi desculpa a quem tinha de pedir. Se me perdoa ou não, não sei. Também não me interessa muito... Apenas me interessa o facto de o ter feito e dessa forma libertar-me de algo muito doloroso. Acabou! Chegou ao final a minha redenção.
Vou tentar dizer melhor de mim. Peço só algum tempo até porque, assim de repente, fico sem piadolas para dizer. Ontem fui atacado dos mais diversos pontos de vista. Duas pessoas importantes fizeram-me ver algumas coisas que tinha de corrigir. Com uma delas aborreci-me e, neste momento, estamos de relações cortadas. Vamos ver quem ganha no final. A outra fez-me perceber claramente que a minha redenção ainda não estava totalmente concretizada. Foi esse o clique que me apressou a mexer. E entre a conversa e a redenção, fiz com ela, alta figura de urso. Enfim, nada de anormal!
Espero que essa figura de urso não altere a excelente relação que mantemos. Se alterar de alguma forma, a culpa foi minha. Mas de uma coisa não se pode queixar... eu disse-lhe a verdade e nada mais do que a verdade. Fui completamente sincero e enfim... pese embora a minha falta de timing... arrisquei. Perdi o medo.
Agora a ver vamos. A nossa amizade está na sua mão. Ela que decida. Entreguei o jogo!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Momentos do Desporto

Pois é... cá estamos nós para mais uma semana. Ontem tive um dia cheio de emoções desportivas, que me fizeram recordar a importância que estes momentos têm para os amantes do desporto. E se por volta das seis e meia da tarde, fiquei com uma azia enorme devido à vitória/derrota da selecção nacional portuguesa de andebol (afinal é o meu desporto) e que ditou o consequente afastamento do playoff para o Mundial de 2009; já esta madrugada pude assistir a um jogo épico de futebol americano que me fez escrever estas palavras.
É incrível como o ânimo de um ser humano pode mudar em apenas quatro horas devido a matulões dentro de um campo. E como esses matulões nos podem fazer esquecer dos momentos menos bons que estamos a passar ou das doenças que nos estão a atingir.
Minutos antes do kickoff do jogo dos Giants @ Packers, falei com a Cat. Disse-me claramente que estava sem grande vontade de ver o jogo, tinha (e ainda tem) coisas mais importantes com que se preocupar. Mas não podia perder aquele jogo. Como tal ao mesmo tempo que assistia, ia pensando o que ela estava a passar naqueles momentos. Se estava a viver com a mesma intensidade do costume, o que estava a sofrer naqueles momentos em que a sua equipa estava por baixo ou nos que ao estar por cima não matava a partida.
Escrevi que este foi um jogo épico. E foi! Para além de ter começado com -18,3C (exactamente!!!! 18 graus negativos!!!) e em que a temperatura do vento atingia -31C, a partida teve emoção de início a fim! Incluindo prolongamento! E se nos dois pontapés falhados imaginei o desespero que atravessava aquela alma sofredora, principalmente aquele a quatro segundos do fim que passou ao lado... Quando, já em overtime, o pontapé sobrevoou e entrou dentro daqueles 3 postes levantados, nem eu me contive! Entre yes's silenciosos para não acordar o maralhal cá em casa (não iam achar grande piada ao facto) e um cigarro para matar o nervoso miudinho de que estava a sofrer também, lá recebi o telefonema que esperava e tal qual o esperava!
Eram perto de 3.30 da madrugada quando atendi o telefone. A mulher cool & quiet berrava a plenos pulmões a frase "Superbowl! Superbowl! We are going to Superbowl!". Não pude evitar de largar um riso estridente. Pelos mais variados motivos. E por frases de êxtase permanente, lá foi dizendo que ia arranjar um bilhete para o estádio custe o que custar. E fazer planos para daqui a duas semanas, esquecendo-se por breves horas que hoje tem, sem sombra de dúvida, uma importantíssima batalha a travar.
Por isso é que estes momentos desportivos (digam o que disserem) são mágicos e tão importantes como todos os outros pelos quais passamos na nossa vida!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Tempo de Guerra

Subitamente bateu-me um pensamento assustador. E se eu perdesse a Guardian of the Temple? Assustei-me. Talvez fosse o momento chave da minha vida. Aquele momento em que o pouco de mentalmente saudável que ainda tenho me fosse retirado de vez. Por tudo o que já vivemos juntos considero imprescindível aquela mulher na minha vida.
Compreendo agora que mais do que a tentativa de a ajudar, o que realmente me tirou o sono, foi que pela primeira vez percebi que tal como eu ela é humana. Susceptível a qualquer doença, acidente ou tolice que nos tira a vida. Assustei-me confesso. Até porque nunca pensei que a pudesse perder, nunca pensei que me pudesse fugir. A melhor maneira que tenho é confrontá-la com a situação, sem penas, sem piedades apenas com a certeza que vai vencer o mau momento e reflectir, dentro em breve, a sua capacidade de self control.
Foi a primeira vez em quase 13 anos de amizade que notei claramente na sua voz, medo. O medo. Parecia uma menina assustada. Aquele poço de força, de sabedoria, de vida. Tinha fugido de um momento para o outro e tinha ficado apenas a miúda assustada que nunca conheci. É neste momento, tal como sempre fizeste comigo, que tenho de me erguer e ser a parte mais forte. Somos de uma raça diferente diz ela. Pois bem. É neste momento em que o jogo psicológico começou, que já lhe fiz sentir que sou superior a ela. E tal como fiz no passado, agora é ela quem tem de se erguer das cinzas e chegar ao nível de ser superior que é. Chegou a hora. Acabaram os medos, os receios, as tristezas. É hora de pegar nas armas e lutar com todas as forças! Esta guerra é para ser ganha!
Considero que à uns meses atrás conheci uma mulher parecida com a que falei acima. A sua força, a sua beleza interior, a sua capacidade de ser erguer das cinzas é enorme. Só tem de acreditar nisso e perder o medo. É a mulher mais fantástica que conheço. Ao contrário da primeira, esta consegue aliar a sua beleza natural e interior a uma extraordinária simplicidade e simpatia. A Guardian of the Temple é incapaz de o fazer. Só depois de muito próximos a ela é que consegue desenvolver toda a personalidade fantástica que tem. O anjo revelou-se a mim muito mais rapidamente e de forma surpreendente. Aprendo com ela todos os dias e respeito-a cada vez mais. Não tem medo de por vezes parecer menina. É um dos seus atractivos. Também ela está a passar por momentos difíceis, mas tenho toda a certeza do mundo que vai ficar bem!
Mas agora que o tempo é de guerra, é altura de sermos mais fortes, é altura de colocar o som mais duro e incentivar assim o erguer das cinzas! Enquanto isso não acontecer, não voltará o hino deste blog. Convosco o grito de guerra! "Bulls on Parade"!

Um Certo Desafio

Já que me foi passado mais este desafio... dou agora as respostas mais ou menos coerentes com a minha personalidade já de si incoerente. Golden seguem as respostas:

Se eu fosse um dia da semana... Domingo. Nasci a um domingo do mês de Agosto às 11.15 da manhã... Dizem que sou preguiçoso! Mais explicações para quê? Atentem às datas!
Se eu fosse uma hora do dia... a meia-noite de um dia de lua cheia. Sou capaz de me perder naquele momento.
Se eu fosse um móvel... Uma cama. Faço de tudo para que os que amo consigam dormir sossegados.
Se eu fosse uma fruta... Uma maçã. A provocação que por vezes coloco no que faço, lembra-me do fruto proibido. De vez em quando consigo fazer pecar alguns dos meus amigos em palavras!
Se eu fosse uma flor... Seria uma rosa cor de fogo. Apenas pelas memórias.
Se eu fosse um clima... Verão e todas as recordações e loucuras que ele deixa.
Se eu fosse uma cor... Preto mais dark do que eu... difícil de encontrar.
Se eu fosse um bicho... Leão... signo e imagem de marca... capaz de tudo para defender aqueles que ama.
Se eu fosse um som... O sorriso de uma criança... por vezes ainda me consigo rir assim.
Se eu fosse uma música... "Song For The Siren" a dor e a beleza de morte representada nessa canção é impossível de descrever.
Se eu fosse um sentimento... O amor... perdido e reencontrado e voltado a perder... sou assim... pode ser que um dia acerte... a vida o dirá.
Se eu fosse um livro... "Assim Falava Zaratrusta" de Nietzsche
Se eu fosse um lugar... Ainda não encontrei o meu lugar, quanto mais ser um lugar...
Se eu fosse um cheiro... Seria o perfume a maresia. Incapaz de viver sem ele.
Se eu fosse uma palavra... Triste. "Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina do menino infeliz não se nos ilumina"...
Se eu fosse uma parte do corpo... os olhos... são o espelho da alma.
Se eu fosse uma expressão facial... A cara séria, que esconde o sorriso e a palhaçada reservados apenas aqueles que são especiais.
Se eu fosse um personagem de desenho animado... O Jerry do Tom & Jerry. Até para poder dar cabo das pessoas que me chateiam a cabeça da mesma forma que o Jerry dá cabo do gato!
Se eu fosse um filme... "New York Stories" Histórias de vidas tão díspares...
Se eu fosse um número... 666... afinal sou o Diabo em pessoa!
Se eu fosse uma frase... Será que é preciso cortar as orelhas ao homem para ele ouvir com os olhos?

To my Guardian of the Temple

You know last night I sensed fear in your voice for the first time in our almost 13 year’s friendship. I was scared for the first few hours but you know what? Fear no more. Everything will be just fine! Remember when you told me we are made from the same breed? Remember when you told me we are different for all that matters? Now is the time for you to show me and everybody you are worthy of that breed.
So rise up your head. Step up and take that chance, the chance to take your life in your hands. An end to all the great Creators emptiness… a heavy silence… Time! Remember? Show me you’re worthy!
Cry if you need to. Fear if you need to. Just don’t let that fear involve you in such a way that will not allow you to live. Now is the time for you to show me that I’m not wrong when I say you are perfect!
You know I still remember the first time I saw you. You were just there looking around in your black dress, yellow hair as I used to say and blue eyes. In that moment I sensed your presence like a Queen. Present but so far to everybody.
I feel I was blessed to be present in your life all this years. You’ve always stepped up and came to my rescue even when everybody left me. You’ve never took the easy way. So now it’s the time for you to rescue yourself. You cannot take the easy way if you follow it than you are not worthy than we are not from the same breed.
I’m powerless to help you. All I can say are just words. Now it’s the time, I’ve achieved that breed now it’s the time for you to step up and make me feel you are worthy! Now is the time!!! Make me keep my faith in you… We always made it!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Novos Sons no Blog

Abri uma excepção no síndrome da pasmaceira que me atingiu hoje para actualizar os sons deste blog. Pode ser que ao levar uma paulada na cabeça com certas destas músicas desperte do marasmo. A verdade é que tirando os dois principais sons do blog, não consegui deixar de colocar uma letra verdadeiramente fantástica. Quando uma certa pessoa abrir este blog e topar a lista vai reconhecer o som, o que certamente a deixará devastada. Pela positiva claro! "You Got Me" é símbolo de uma perfeição mesmo para quem, como eu, não é grande fã de hip hop. Aquela voz de Erykah Badu no chorus da música dos The Roots é qualquer coisa. Juntem uma letra que revela, pelo menos a mim e a quem passou por situações parecidas (a tal pessoa de quem falei atrás) a beleza através da dor... quase sem discrição.
Amar é difícil, condicionado por factores diversos, nem sempre resulta e rouba sempre parte do nosso coração...
You're gonna make it... We always did... Remember? 300 in a blink and still survived? :)... For you "You Got Me"... It hurts now but time heals... even your soul!

Síndrome de... O quê?

Estou afectado por um síndrome gravíssimo. Não, não é o síndrome da estupidez crónica! Esse em mim é banal meus amigos. Falo do síndrome do não sei o que fazer nem sei sobre o que escrever. Estou com uma branca tão grande que pareço não fazer parte deste mundo. A verdade é que não posso falar sobre o tema que queria, isto porque, podia afectar o "catraiame" (palavra em consulta no dicionário Sousa da Ponte) . Também não me apetece pôr para aqui a falar de filosofia (tema que gosto), muito menos discutir o 4x4x2 e a consequente pressão alta dos vértices também nomeada de panela de pressão. Podia, porventura, divagar sobre a segunda bola, mas enfim esse tema podia trazer consequências traumáticas a algumas senhoras que não percebem nada de futebol.
Vou falar de nada! Exactamente! Esse nada que é tudo! Quantas vezes nos sentimos afectados por não sabermos nada... sobre nada e sobre tudo. Pessoalmente acontece-me muitas vezes, mas como sou estranho (isto dito por outras pessoas e escrito num post lá mais para baixo) nada é de estranhar comigo. Estou a repetir consecutivamente as palavras nada e estranho. É como estou hoje. Sem estar triste ou aborrecido, estou apenas com uma vontade de estar sossegado no meu canto a pensar sem sentir literalmente nada. Uma espécie de robot. Nada é estranho, não sei nada nem estranho isso, até porque não me apetece saber alguma coisa. Estou como um robot! Mas peço-vos silêncio e que guardem um segredo! Afinal... None of Them Know I'm a Robot!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Eu!

Ainda sobre uma conversa recente, pus-me a dissertar sobre um tema interessante. Quando e com quem pudemos ser nós mesmos? Durante muito tempo não consegui ser eu mesmo com outras outras pessoas, essencialmente mulheres. O passado já lá vai e como tal, na minha busca interior, consegui encontrar essa capacidade. Estou certo que fingir não foi a melhor opção. Magoei e magoei-me ao fingir o que nunca fui. Provavelmente porque só me consegui encontrar muitos anos depois. À bem pouco tempo.
Infelizmente todos temos de fingir ser algo que não somos em certos momentos e com muita gente. E o que acontece quando encontramos essas pessoas com as quais podemos ser nós mesmos? Reza a história que devemos aproveitar porque essas pessoas são raras e especiais. Talvez sejam o nosso melhor lado, a outra metade da laranja (desculpem as frases pirosas). Já perdi duas dessas pessoas raras, mas todo esse sofrimento não foi em vão.
Ganhar, perder, amar, sofrer, arriscar, jogar, sorrir, chorar, tudo isto e muito mais faz parte da vida. Arrisquei o limite faz em breve dois anos. Arrisquei pedir em casamento uma mulher dividida. Gentilmente, mas com uma total cara de nojo declinou. Passada a tristeza e a dor, o que aprendi com isso? Basicamente coragem. Aprendi a arriscar. Independentemente de ganhar ou perder. Mudei de atitude e arrisco atirar-me de cabeça. Que adianta o conceito de loucura quando nos atiramos num salto de 65 metros de altura a 100km/h (e que se correr mal nos conduz indubitavelmente à morte... eu arrisquei esse salto e adorei!) com os olhos bem abertos e a sentir a cara a ser sugada pela gravidade, quando depois não utilizamos esse mesmo conceito de loucura saudável para arriscar no que realmente conta? Na nossa vida, nas pessoas que futuramente nos poderão dizer algo e guiar a nossa felicidade? Nada...
Mudar de atitude depende única e exclusivamente de nós próprios. Só assim podemos libertar o passado e evoluir. O novo eu, o verdadeiro eu é assim. Arrisco mesmo que à minha frente esteja uma mulher que jogue numa outra liga. É isso que tento mostrar. O isso sou eu!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Um Post... Que É Uma Desgraça

Bem este fim-de-semana já passou. Só encontro dois motivos para falar dele. Os playoffs da NFL e a circuncisão. Como este último é muito dark e não tem nada a ver comigo, mas com um amigo que anda com uns problemas, digamos que no sector intermédio do macho, e foi tema de conversa pelo monumental medo que tem... achei por mal falar dele.
Passei este fim-de-semana agarrado ao portátil e espraiado no sofá. Motivo: os playoffs da NFL. Para quem não sabe do que falo a NFL é o campeonato de futebol americano dos USA.
Dito isto e visto que quem me passou o vício é desse grande país (pelo menos em tamanho)... passo a escrever em inglês.
NFL Divisional Playoffs: Hey! Happy C? Go Giants! Saturday matches were no big history. I like the first half of the Jags in New England but the Pats just crushed them in the second half. 17-0. The Packers versus the Seahawks was fun mostly because of the snow. But Sunday hell! It was a Super Sunday! Great matches! Well we'll miss the Peyton Manning vs Tom Brady match up next Sunday but i think it was a fully deserved win for San Diego.
Saving the best for last! Twelve years in a row without winning a playoff match... I didn't like the question you posed me... It was a difficult one. Cowboys or Giants? Well Cowboys played a little better. In my personal opinion the Giants played with the heart. Dallas showed a good game but that interception in the end zone... in the dying seconds. It was a wow!!! I think for seconds you stopped breathing hey C? Another road game for the Giants in the NFC Championships. Will it be a fairytale in the snow? One more and Superbowl babe! Good luck and we will talk next Sunday! And that is without a shadow of doubt a Go Giants match!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Apetecia-me Bater-te!

Acabei de ter uma conversa que me deixou perturbado. Melhor... com vontade de bater numa mulher muito especial! Vou falar directamente para ela neste post.
Sabes que fiquei muito triste com aquilo que me disseste. Especialmente porque entre palavras sábias, descobri uma menina muito pouco crente no seu valor. Tens tanto para dar e essa descrença é pouco coerente contigo. Percebo bem a dor que sentes. Sabes disso, mas também sabes que é preciso voltar a viver.
Lá o facto de eu te fazer chorar, isso é normal, seja de raiva, seja de ódio, seja do que for. Eu consigo ter essa magia indescritível no meu ser!!! Levo sempre as pessoas ao desespero! E depois choram porque estão com uma enorme vontade de me agarrar pelo pescoço e atirarem-me (ooops ia dizer agora o nome de umas torres que já caíram) do último andar das Torres Petronas.
O luto todos fazemos, mas após esse luto temos de acordar. Todos nós temos outra hipótese. Não podemos é deixar correr o tempo e perder as pessoas com quem temos essa hipótese. És demasiado bela para te fechares por dentro da maneira que disseste. Queima o passado! O passado não passa disso mesmo. Algo que já não volta. Encara o presente e o futuro de frente. O presente é instante a outro instante colado... sem futuro nem passado. Assim a ver passar o tempo, não vale a pena viver. Acredita em mim. Passei demasiado tempo a ver passar a vida.
O teu valor é imenso... e tudo aquilo que não acreditas que podes dar... todos sabemos que podes! As dúvidas, a solidão, a tristeza, o olhar para coisas do passado não fazem bem. Deita fora tudo o que te ligue ao passado.
Sabes que nem uma mísera fotografia guardei do meu passado? Acho que nunca te disse. Não tenho baú de memórias maior do que o meu cérebro e o meu coração. Mas não passam disso mesmo.
Sinto muito dizer o que vou dizer agora, mas estás bem habituada à minha franqueza.
Assim ninguém nunca se conseguirá ou sequer tentará aproximar de ti. Porque tu não deixas. Porque tu não queres. Assim nem vale a pena viver. E não mereces andar como andas.
Palavras não passam disso mesmo e nada mais posso fazer do que as escrever ou dizer. Tens muita gente que gosta de ti e gente disposta a fazer sacrifícios por ti. Sabes disso. A mudança tem de vir de ti. Acorda para o mundo!
Quebra as amarras meu anjo! Deixa o medo para trás e vive! A vida é demasiado bela para ser vivida num caixão...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

E Agora Algo de Mais Sério

No meio de tanta verborreia mental esqueci-me de pedir desculpas pela tradução livre do direito de resposta ao Project C2. Uma prova de que ainda existem tradutores na net que funcionam é o facto de ter recebido alguns insultos via telefone e mesmo que tenham sido ditos em inglês, não os posso reproduzir aqui... Porque será?
De facto andar a mandar-me sempre abaixo, aborrece mais os outros do que a mim mesmo. "Se escrevi o que escrevi, sabes muito bem que foi sentido." foi uma das frases que ouvi ao telefone, entre outras do estilo "se tu não dás o devido valor à tua pessoa quem o fará?". A verdade é que acho que ninguém. No entanto, não é tão verdade esta segunda questão. Eu dou o devido valor à minha pessoa. Sei como sou e o valor que tenho, mas muita das vezes sinto a necessidade de me auto-flagelar para diluir as questões que levanto a mim mesmo. Se sou assim tão bom e porreiro então porque é que ainda estou sozinho? E será que vou acabar assim?
Revejo-me em parte do comentário da Cat, apesar de ser algo exagerado. Tudo aquilo que ela diz faz sentido, conhecendo-me como me conheço. Mas pode ser extremamente doloroso não encontrar respostas para as perguntas que me coloco. Por isso, a via mais fácil é deitar-me abaixo, não ligar puto ao que digo e preocupar-me mais com questões que a mim (pelo menos directamente) nada me dizem. É bem mais simples tentar entender o porquê de ainda acontecerem, em pleno século XXI, desastres humanitários como os do Darfur, guerras devido ao petróleo, situações infames como a pedofilia e o tráfico de seres humanos. Neste último caso, o tráfico de seres humanos, será que as pessoas estão conscientes dos números que são verdadeiramente aterradores?
Estima-se em cerca de 700 mil mulheres e crianças que as redes de tráfico fazem passar todos os anos pelas fronteiras internacionais. Algumas ONGs defendem mesmo que o número é ligeiramente mais elevado se contarmos (para além da exploração sexual) com a exploração pelo trabalho. E estes números não são preocupantes? A verdade é que parece que ninguém está muito interessado em mexer-se. Estes casos há muito que deixaram de ser episódicos para se tornarem em mais uma catástrofe estrutural. A pobreza, o desemprego, a ausência de educação e de recursos são algumas causas para este crescimento abominável do tráfico de pessoas. Pior do que isso, são as consequências posteriores aos abusos sexuais, físicos e mentais que sofrem as vitimas destas redes. Já para não falar das danos à saúde destas, essencialmente, mulheres. Tenho lido relatórios extremamente complexos sobre esta matéria, alguns mesmo da UE, mas a verdade é que não passam disso mesmo. Parece que a predisposição para alterar este estado de coisas, começa lentamente a mudar, mas enquanto não passarem para o terreno, deixando de parte os nomes bonitos dos projectos e relatórios, nada vai mudar... e os sonhos continuarão a ser desfeitos...

Inteligência Artificial

A minha inteligência pode chamar-se de artificial. Porquê? Porque é demasiado curta ou inexistente, mas têm de aceitar que até finjo bem! Ás vezes até consigo passar por inteligente! Não sei bem como... Querem mais um exemplo? Pois bem. Hoje alguém me disse que tinha comprado um POC (Plano Oficial de Contas) explicado. E o que é que entendi? Que tinha comprado um Poker explicado. Inteligente o gajo! Só à segunda tentativa percebi. Fonix!
Encontrei três razões para tal: a primeira o facto de ter um cérebro do tamanho de uma formiga, mas com menos massa cinzenta, apesar de ter a cabeça do tamanho de um elefante!; a segunda, é mais uma desculpa, à hora que me disseram aquilo ainda estava a dormir; a terceira, ando a jogar demasiado poker e está a afectar-me a bola.
Ah! Mas gostava de efectuar aqui uma correcção... O meu inglês não é assim tão mau para ter feito uma gigantesca confusão na tradução de ontem. Foi propositada e creio até que foi um momento de humor genial! Muito british! O meu tipo de humor é o nonsense inglês. Ok ok muita gente não gosta, é demasiado estúpido e tal, mas quem apenas me conhece por estas leituras sabe que sou estúpido por natureza. Nem falo nos amigos porque esses não têm a menor dúvida de tal facto.
Tenho um bocado de Monty Phyton com alto sentido critico em mim. O humor labrego e cheio de piiiiis comigo não cola. E não falo de piiiiii como fórmula matemática! O humor rasca, de baixo nível comigo não pega!
Podia dar aqui muitos exemplos de humor brilhante: Monty Phyton, My Family, etc. etc. etc.. Mas basta que atentem bem na genialidade da letra do segundo tema da playlist "Mistery" de Hugh Laurie (sim! esse mesmo! o House!) para verem quão genial pode ser o humor inglês. Se não perceberem a letra, basta uma busca pelo Google para a encontrarem e uma versão mais recente. Esta canção pode ser um hino à inteligência do autor (basta ver a diferença de interpretações entre Blackadder e House, ou então ver uma entrevista com o actor) e algo de muito divertido, mas se olharem com um bocadinho mais de profundidade consegue ser uma música divertida e ao mesmo tempo bastante triste. Será apenas a parte negra da minha alma que pensa assim? Ou a letra pese embora o nonsense tem ali algo de tristeza por um amor não correspondido ou que não funcionou? Atentem e por favor digam se sou só eu que a entendi assim...
Acabam de ver mais uma prova como finjo bem ser inteligente! Bastou atirar com alguns nomes e ver uma clara evidência para o parecer! Tão simples quanto isto!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Direito de Resposta ao Post "Project C2"

Mais uma vez, foi-me pedido para deixar aqui um comentário ou um direito de resposta ao post Project C2. Como este é um espaço democrático, ao contrário de certas leis que por aí andam… vou satisfazer esse pedido. Foi-me também pedido para fazer a tradução literal (ou será que foi livre? Confundo sempre estes dois aspectos… acho que foi literalmente livre o que me pediram!) deste comentário para as pessoas que não percebem inglês. Aconselho vivamente a ler os dois textos. Não têm qualquer discrepância como vão poder absorver das duas leituras. O português é fidedignamente a tradução do texto em inglês. Ou certas pessoas podem dizer que o meu inglês é mau. O que não é verdade, é excelente como vão poder ler!

Baby Boo!
Did I ever tell you how strange you are?

You can mix total stupidity with a genuine capacity to let me speechless!
You are the man. You tell me you are stupid and I’m almost perfect. Well you may not be beautiful but your inner beauty is so astonishing that so many years after we met can still amaze me!
C2 can be perfect if she looks like me, if she acts like me, if she captures some of my good ways and I would like to join a bit of your character. Sweet, lovely, intelligent and being able to give herself without asking anything in return. But anyway if she just looks like her mother she will be PERFECT!

Your three reasons to be a bad choice: #1. You are a bit maniac yeah! Number 2… I agree and disagree, depends if you had a good night of sleep or not! But make no mistake… no one will throw C2 against a wall to make her cry! 3rd… greed is totally out of your vocabulary! How many times did I ask you for money and forgot to pay??? You have the numbers? I can transfer you the cash right now!

Some of your traumas just drive me mad!!! I hate when I’m talking to you and you just lay down on the floor staring god knows were! And sometimes I know where you your looking fucker! And I say no more about it… lol

My dear… you are such a great friend. I ask you to put this in your blog… in the post area again. Maybe some woman trusts another when she says you’re probably one of the most fabulous men she can meet! Make no mistake Baby Boo… someone will make you happy!

And I want you to be a great friend of C2 just like you are with C1!

Kiss

With love

C. (1)

PS: Yeah I know you will translate this comment to Portuguese your way. Meaning you will completely change what I wrote. But I hope a lot of the readers of your blog understand English… or I’ll kill you!

Tradução livre (ou literal tanto faz… a verdade é escrita sempre em português!):

Sua besta:
Algum dia te disse o quão estranho és? (Só todas as vezes que fala comigo…)
A tua capacidade de ser estúpido é tão grande que me deixa sem fala.
És o gajo mais estúpido que conheço e eu sei que sou quase perfeita. Podes não ser bonito (isso eu sei), mas a inexistência de beleza interior em ti, é tão grande que tantos anos depois ainda me consigo admirar.
A C2 vai ser perfeita se for linda como a mãe, se agir como a mãe, se capturar alguns dos meus atributos e espero que nunca tenha nada do teu carácter. O carinho, a simpatia, a inteligência e o facto de dar tudo sem esperar nada em troca são factos que nunca conseguirás aprender! Mas de qualquer forma se ela se parecer só com a mãe vai ser PERFEITA!
Três razões para seres má escolha: és maluco certo (e confirmo a veracidade desta afirmação); o teu péssimo carácter é a única coisa que se pode esperar de ti independentemente de teres uma boa noite de sono ou não, mas não faças confusões, livra-te de atirares a C2 contra uma parede; a ganância é uma das tuas maiores características, quantas vezes ficaste a dever-me dinheiro e nunca pagaste? Podias fazer uma transferência agora mesmo!
És um gajo traumatizado eu sei! E levas-me à loucura! (confirmo!)! Detesto quando estou a falar para ti e te estendes no chão a olhar para eu sei onde seu palhaço (facto falso… já passou essa fase… agora virei-me para os gajos… deus me livre!!!). Eu sei para onde olhas ó fdp! E não digo mais…
Cara de cu! Nem sei como achas que sou tua amiga! Peço-te que ponhas isto na área dos posts do blog para tirar qualquer dúvida. Espero que alguma mulher ao ler isto confie em mim e nunca corra o risco de te aturar! Não faças confusões minha besta, ninguém está para te aturar!
E livra-te de te aproximar da C2! Não a quero com uma coisa como tu à beira!
Um soco
Deita-te ao mar
C. (1)
PS: Eu sei que vais fazer a tradução literal e correcta deste texto. Significa que vais manter tudo o que digo até porque se não o fizeres… mato-te!

E pronto cá está o direito de resposta. Face a palavras tão francas e confirmo que verdadeiras, em especial a tradução livre (digo literal) creio que nada mais à a dizer. É uma grande amiga de facto!

PS: Queria só deixar aqui a minha total estupefacção sobre o facto de entre o envio da tradução do post anterior e o pedido de resposta ao mesmo, terem passado apenas uns míseros vinte minutos. Uma coisa que me demorou dez horas a ditar (sim! porque eu não sei escrever!) teve uma resposta tão rápida que me leva a crer (para além de ser a verdade) que a C1 não tem mesmo nada para fazer! Felizmente tinha aqui comigo o meu tradutor de inglês para traduzir este post… o Somo! Um abraço para ti Somo! Qualquer erro de tradução ou escrita advém do facto de ter sido forçado a escrever o post todo... o copy / paste não estava a funcionar no mail. Não percebo porquê...

Um agradecimento final e especial para a R. porque se não fosse por ela, o musicoll deste blog nunca ia para o ar! Sou burro... mas isso já toda a gente sabe!



Project C2

Há uns meses fui surpreendido com uma noticia que não esperava. A Catherine estava prestes a desenvolver o projecto da sua vida. Ser mãe. Como pessoa altamente inteligente e independente que é, quer fazê-lo sozinha. Apenas um pequeno pormenor a separa de o alcançar. Quem vai ser o dador? O intitulado "Project C2", explicando "projecto Catherine 2... ou versão 2" apenas podia sair daquela cabeça com este nome!
Confesso que acredito piamente que aquela mulher será uma mãe fantástica após tudo aquilo que já viveu! Confesso que a minha candidatura ao lugar de dador (apenas o serei se o fizer da forma mais tradicional! hehehe!) foi uma brincadeira, nem preciso de o dizer, porque a C1 conhecendo-me como conhece, tem três excelentes razões para saber que não passou de mera piada.
A primeira é o facto de eu ser maluco e dar bocas foleiras a quem conheço. A segunda é a razão mais verdadeira, ninguém no seu perfeito juízo escolhe para dador uma pessoa como eu! Se o bebé sair ao pai, a mãe está em pleno estado de desgraça a partir do exacto momento em que aquele ser sair cá para fora. E nem é necessário que o médico a atire contra uma parede para chorar. Já sai mesmo com defeito de fabrico!!! A terceira razão... sendo pai daquela criança... habilito-me logo a não descolar mais e ficar com parte do guito da mãe! Brincadeira! Ganancioso é que não sou!
Acho que a C2... devia era ser um clone da C1! Se assim fosse, e pese embora alguns traumas marados daquela cabeça (tipo o facto de teimar comigo em muitas coisas e detestar certas cenas que eu faço... sem razão absolutamente nenhuma... hehehe!), era a mulher quase perfeita. Isto porque assumo que ninguém é perfeito. Mas C1 sabe que estou aqui para a ajudar no que for preciso. Não com o espectro de alguma retribuição. Apenas pretendo retribuir toda a amizade que me deu ao longo destes anos e toda a ajuda e suporte nos momentos difíceis. E nisso C1 sabes que sou bom!!!

Relações Humanas

Gosto de ver algumas séries de televisão sobre relações humanas. Eu sei que são lamechas e não sei mais o quê, mas trazem sempre algum motivo de reflexão. Nem que seja apenas num único episódio. Ontem ao observar duas encontrei dois temas para reflectir. Dois temas diferentes, mas que têm algo de comum. Surgiram-me duas perguntas na mente. Será que temos mesmo hipótese de tentar corrigir os erros do passado? Quando cometemos um erro fatal, como uma traição, será que temos uma chance de emendar essa situação?
A primeira questão que levantei, junta a elas outras questões. Uma delas ando à anos a tentar responder a ela. Acreditam que somos seres fundamentalmente ajuizadores ou fundamentalmente maus? Acredito que todos temos o direito de, pelo menos, tentar corrigir os erros que cometemos no passado. Não é fácil e nem sempre é possível. Para realizarmos essas correcções, precisamos de terceiros. Esses terceiros são as pessoas que magoamos e que têm na mão o nosso julgamento. Daí acresce a tal pergunta. Geralmente, quando o ser humano é magoado de alguma forma, tem a tendência quase animal a defender-se. Raras são as pessoas que conseguem perdoar qualquer facto. Somos julgados de imediato. Ao corrigir o passado, no meu caso, tive algumas vitórias e algumas derrotas. Nem todas as pessoas aceitaram as minhas sinceras desculpas, nem todas quiseram sequer ver a minha cara ou ouvir a minha voz. Compreendo-as perfeitamente. No entanto, se é verdade que algumas julgaram aceitando ou não as desculpas, pessoas houve que nem sequer o tentaram e foram más. Daí que me tenha surgido a tal pergunta que me perturba à muito tempo. Deixei-me de julgar os outros e creio que a partir desse momento consegui ser uma pessoa melhor. Entendo perfeitamente os actos das pessoas e aceito-os como tal, não passam de meros actos sejam eles errados ou não. Até ao momento ainda acho que o ser humano ainda é um misto de juiz e de mau. Pena é que a maioria desses seres não olhem para os seus quintais. É bem mais fácil olhar e criticar os outros.
A segunda situação, nasceu de um acto inconsciente ou consciente, tanto faz vivida por uma das personagens. Ao ser descoberta a traição, ela tentou emendar o erro. Acreditava piamente que apenas tinha uma hipótese para se redimir do erro e que se deixasse correr o tempo apenas ia perder essa oportunidade. Será que é verdade? Será que temos direito a uma segunda oportunidade nestes casos? São tão complicados que apenas quem sofre pode decidir. Hoje eu sei que seria capaz de perdoar e tentar recomeçar a vida após uma traição. Apenas se amasse verdadeiramente a mulher. Mas mantenho as minhas dúvidas sobre se isso será mesmo possível. Apagar aquele cantinho que está no cérebro, onde estão as defesas ao sofrimento, deixar isso no baú das memórias e seguir em frente com a mesma pessoa é, quanto a mim, uma mostra de amor e crescimento incrível. Um ser humano que tome essa atitude de baixar a guarda e prosseguir esse caminho... é um fantástico momento de inspiração.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ego

O meu ego é pequenino ou quase inexistente. Se repararem no comentário abaixo a Cat diz que sou "wonderful guy. One of the best, kindest and most astonishing guys I’ve ever met.", para quem não sabe inglês, fica aqui a tradução: "um gajo maravilhoso. Um dos melhores, mais gentis e mais incríveis que alguma vez conheci.". Agora reparem no que fiz antes. Disse que ela devia estar ainda ressacada da passagem de ano! O que prova? Total falta de ego! Mas nem me importo muito. Até porque sempre vi na Catherine uma grande capacidade para mentir!!! Mentira! Se ela o diz... lá deve ter as suas razões!
Gostei especialmente do facto de ela considerar a sua futura filha um projecto! C2... como lhe chama. C2 fez-me de imediato lembrar do carro. E se na verdade o C2 é um carro normal, se o projecto C2 sair como a mãe... cuidado!!! Mais do que um carro será o verdadeiro avião! Qual A380 qual catano! Aquilo vai ser melhor do que um Concorde!!! Porra... lá estou eu a chamar "aquilo" a uma futura pessoa... pelo menos a um projecto de pessoa... Ontem causou-me alguns dissabores, mas o gajo teima em continuar.
A minha total falta de ego, revela-se no facto de nunca ter reagido bem a elogios. É mais fácil deitar abaixo a minha pessoa. Eu mesmo trato disso! E entre ofertas de porrada, com a mão e mais recentemente até com canadianas, o gajo aqui continua a gostar de mandar-se abaixo.
Também parto do pressuposto que se não soubermos gozar com nós mesmos, então nunca iremos aceitar as críticas dos outros. Isso está bem expresso no "Tesourinho Deprimente" que os Gato Fedorento fizeram ao Prof. Manuel Machado, técnico do Braga, e na forma cheia de fair play com que ele reagiu.
Vou só deixar o ego de parte e explicar o que me aconteceu ontem. Ando a tentar colocar aqui umas catchy tunes para acompanhar o blog. O gajo bem que criou a playlist, e até aí tudo bem, mas como sou um burro dos grandes, quando a ponho no blog... fica em branco. Estou a tentar corrigir o problema técnico. Mas fica aqui a banda sonora para hoje: "Rue des Cascades" de Yann Tiersen. Também pode ser ouvido na excelente versão "Rue des Cascades La Parade"!

Comment to A Sorta of Fairytale

Recebi via mail este comment da minha grande amiga ao post em título. A Cat pediu-me para colocar aqui o seu comentário e não na zona dedicada aos mesmos. Aconselho vivamente a não acreditarem em nada do que ela escreveu (pelo menos nos elogios... o resto até é verdade)!
Qualquer erro de ortografia é da exclusiva (in)competência de quem escreveu o comment... acredito que ainda esteja ressacada da New Year's Eve Party! Senão... nunca ia escrever isto!

Comentário:

Hey Baby Boo!
Thanks for the kind words.
Yeah… our friendship comes since the beginnings of time.

I’m glad a few years ago you decided to look into group dynamics. I’ve always told you… if you are in a group and can’t see the asshole… well the ass it’s you! Finally you decided not to be that creep and became a wonderful guy. One of the best, kindest and most astonishing guys I’ve ever met. Who would say? I hope at least one woman out there can see that and makes you happy! She will be the happiest woman on earth!

I’ll think about the list ASAP… consider yourself a candidate for C2 lol! And I really mean lol… you know why lol! You dig me? lol

We will have a very long talk in Superbowl… like usual Baby Boo!

Huge kiss!

Yours…

C.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Newsflash

Confesso que quando recomecei a escrever este blog, não esperava que durasse tanto tempo. No entanto, está a servir como terapia sem necessidade de gastar dinheiro em psicólogos, esses grandes malucos! Mas corro o risco, de como sempre, ao falar a quente afastar pessoas a quem quero bem. Acontece com regularidade. Já disse aqui coisas que deveria ter guardado para mim. O meu sentido de oportunidade nunca foi o melhor. Depois de publicar, fico a pensar que fiz asneira. Também acontece muitas vezes fazer asneira.
E tenho receio que por uma ou duas vezes isso já tenha acontecido. Um dos meus defeitos é falar antes de pensar, nem sempre acontece isso, mas ainda à poucos minutos atrás fiz uma dessas. No Jornal da Tarde da RTP vi uma amiga e avisei-a via sms do facto. Talvez não da melhor forma. Disse-lhe literalmente esta frase "eu conheço aquilo de algum lado". E a "aquilo" respondeu que qualquer dia zangava-se lol! Este foi só um dos muitos exemplos que podia dar. Lá o ter-lhe perguntado que, se não fosse ela, então tinha uma gémea que nunca me apresentou ainda passa! Mas dizer que conheço "aquilo" de qualquer lado... só lembra a mim de facto.
Mas espero, que ao dizer e escrever certas coisas a uma pessoa, não a tenha assustado e afastado. E não estou a falar da "aquilo" (é pá e nem estava a pensar em nenhuma parte do corpo da rapariga... fui mesmo mal!). Fico a pensar se não exagerei e fui longe demais. Newsflash: também sofro de incertezas. Principalmente quando a pessoa em causa me diz alguma coisa. E depois fico a pensar nestas merdas.
Eu sei que vão já pensar "ah e tal! o gajo não tem mais nada em que pensar!". Verdade! Honestamente só espero não ter assustado a tal pessoa com tais palavras porque nos damos bem e as palavras foram sentidas, não só uma tanga para ajudar a ultrapassar problemas. Até porque as outras palavras todas que digo, já chegam para assustar! Ah! E os actos também!
Para finalizar permitam-me apenas que vos deixe um conselho: Nunca chamem "aquilo" a uma mulher, especialmente, se essa mulher tá com febres altas e problemas de garganta e levou, no mesmo dia, com uma injecção de penicilina no (muito comummente chamado de) fofo. É só um conselho... É que a penicilina a falar na voz das mulheres é tramada...

A Sorta of Fairytale

Nestes últimos dias ando mais calmo. Sozinho mas mais calmo. É duro de enfrentar que o caminho prossegue sem ninguém. Sem sermos importantes para ninguém. Sem ninguém se preocupar connosco. Por vezes é um motivo de revolta que nos faz ficar completamente de rastos. Principalmente quando sabemos que somos capazes de fazer alguém feliz.
Passados esses momentos, a alma deixa de ser afectada e sentimos uma espécie de calma de morte. Tudo em volta parece pequeno e sem importância. Aceitamos o facto com uma clarividência quase mortal e voltamos ao nosso casulo. Um regresso às origens. Um regresso à inocência. Se é que esse regresso é possível. Curioso é o facto de não me sentir triste por isso. Resignei-me. Acresce dizer que ao escrever este post, estou a ouvir uma música que me acalma e oferece alguma paz e esperança. "A Sorta of Fairytale" de Tori Amos.
Confesso que ainda não perdi a esperança de viver essa espécie de fairytale com uma mulher. Um sentimento forte e mágico. Uma conquista interior tão grande que me irá absorver para sempre. Só não sei é com quem. Não existem candidatas. Creio que nunca existirão. Perdoem-me as mulheres que estão a ler isto (as que conheço e as que não conheço), mas até agora só tenho tido mulheres complicadas e malucas na minha vida. Mas no sentido literal das duas palavras. Sei que nem todas as mulheres são assim e, por isso, continuo a respeitar como sempre respeitei o sexo feminino. Talvez seja eu, um íman desse outro tipo de mulheres.
Ontem tive a sorte de conversar deste tema com uma das mulheres que mais respeito. Pelo seu trajecto de vida, pelas suas opções, pela sua sinceridade, pela sua humildade, pela sua capacidade de reflectir sobre temas tão variados como: desporto (mais na versão americana), filosofia, música, negócios, politica internacional and so on.
Esta conversa foi como uma meditação sem meditar. Só alguém que já esteve no fundo do poço, consegue compreender outra pessoa que esteve nesse mesmo fundo do poço. E consegue entender os altos e baixos que nos afectam de quando em vez, ou tantas vezes. A voz doce, plena de sentimento e alegria de viver, restaurou-me a alma. A forma como me diz para não perder mais tempo, aquele tempo que não conseguirei nunca recuperar. De facto, estamos de acordo na importância de se ficar com uma pessoa com quem sentimos uma conexão, mais do que física, mental e de conversa. Pediste-me para continuar a acreditar no amor à primeira vista, sabes bem que acredito. Até no amor sem vista. Aquela espécie de eyes wihout a face em que os olhos são apenas o reflexo interior de algo mais profundo. Aquilo que guardamos dentro de nós. Sem olhos sem face. Reconheceste que quando amo, o faço tão profundamente que tenho a tendência a ferir-me. Voltaste a pedir que nunca mude. Repliquei que tinha dúvidas sobre essa matéria. Como tu mesma dizes, eu falo mas quando chega a altura, deixo-me dominar pelos sentimentos. Obrigado por me teres dito que sou um homem lindo. Respondi com uma provocação como sempre, mas sabes tão bem como eu que se sou assim tão lindo por dentro, sou o pai ideal para a Catherine versão II!!! Mesmo que sejam só os meus espermatozóides em acção!!!
Fiquei a saber, pela primeira vez, que sempre duvidaste do meu crescimento interior. É bom saber isso. Agora posso esfregar-te esse facto na cara sempre que me apetecer! Duvidaste que fosse capaz de pedir desculpas pelos erros e enganos que cometi. Duvidaste que fosse capaz de ter uma discussão sem insultar e sem magoar. Confesso que às vezes ainda não sou capaz de o fazer, ainda tenho aquela defesa psicológica de afectar ainda mais as pessoas que me estão a afectar. Como costumo dizer, sou um bocado hebreu nesse campo, olho por olho, dente por dente. Duvidaste que fosse capaz de aprender com os erros e crescer com eles. Esse facto consegui. A dor é uma boa lição.
A nossa amizade é tão longa... Já vem quase desde o início dos tempos. Quanto a ti, já te conheci, com toda a força e poder que tens. Cresci também junto a ti, nas longas noites perdidas em conversa. É bom podermos sentar com uma pessoa da forma mais absurda possível e perder toda a pretensão, com uma bebida ou um café. Quantas queixas ouvi de ti. Que sou desorganizado. Que tenho uma maneira esquisita de me sentar. Que detestas como me deito no chão frio como que pregado numa cruz ou como morto. Mas foi assim que absorvi os teus ensinamentos. Já passamos por situações malucas, que não podem ser aqui contadas, porque as outras pessoas ficariam a saber o mesmo que nós. Só tenho pena de não estar contigo mais vezes e de não viveres aqui por perto. Isso sim, ia ser um poço de situações absurdas!
For you... A Sorta of Fairytale!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Fantasmas e Pesadelos

Como podem imaginar pelo último post, a entrada em 2008 trouxe-me chatices. Se esta semana dormi oito horas foi muito. Falta de sono, sonhos atribulados e um sonho que se repete nas últimas duas noites, mas ontem com um final diferente. Para vos contar o sonho, preciso de abrir antes um parêntesis para contar o facto que levou a esse sonho esquisito.
Passo a descrever o que me aconteceu à dois ou três anos atrás. Sábado à tarde. A chuva e o vento convidavam a ficar em casa, mas este maluco resolveu ir ao cemitério. Quase no fim da visita (que rica visita!) ia a passar por um local, quando a terra resolveu ceder e eu fiquei com a perna direita enterrada quase até à cintura. Por sorte não parti a perna e como a visita até estava a correr bem, fui falar com o coveiro que simpaticamente me disse: "Eles já queriam que ficasse cá!". Se não conhecesse o senhor à vinte anos, juro-vos que tinha levado um directo de direita ali mesmo...
Mas este foi o facto. Passemos agora ao sonho ou pesadelo. Acontecia exactamente o mesmo, só que ao invés de ficar só com a perna enterrada, caía no buraco por completo. Enquanto tentava lutar para subir até terra firme, senti a perna a ser agarrada. Olhei para baixo e pude ver, como um fantasma do passado me agarrava e puxava cada vez mais para junto dela. "Já não há esperança. Fica comigo!" dizia. E eu incapaz de reagir, deixei-me ir ao fundo.
O facto que mais me marcou neste pesadelo, que me fez levantar da cama todo encharcado e a arfar como uma besta, foi que a pessoa em causa nunca me tinha aparecido em sonhos como um fantasma. Vou falar agora na 1ª pessoa com ela. É um vício que apanhei e, assim sendo, mesmo sabendo que é impossível ler, ouvir ou sentir algo, é a minha forma de conseguir explicar isto.

Sempre me apareceste em sonhos com a beleza única que tiveste. Mesmo sabendo que estás morta à mais de 11 anos, nunca te consegui ver como neste sonho. A tua pele seca a desfazer-se aos pedaços, o sangue que escorria pelos teus olhos e boca, as tuas mãos que me agarravam e das quais apenas podia sentir os ossos cravados na minha carne, fizeram-me notar que me querias. Sabes bem que sinto e sempre irei sentir a tua falta. A falta das palhaçadas que dizias e fazias, de repente, cortadas por uma força pouco comum nos teus olhos. A força e o querer que se foi esvaindo no tempo e que eu fui vendo acabar sem conseguir fazer nada. Se soubesses a falta que me fazes nos momentos como os que vivi esta semana. Sinto-me sempre um impotente que não conseguiu ganhar a batalha para te manter agarrada à vida. É o peso da espada, de que tanto falavas, a pender sobre o pescoço. Dia após dia. Já vão mais de onze anos.
Encaro estes sonhos como sinais. O sinal que me querias junto a ti. Que ainda queres cuidar de mim. Sabes bem que me apeteceu fugir e desaparecer para perto de ti. Mas esta noite, foi tão evidente o sinal. Ajudaste-me a subir. Precisava desse teu sinal. O sinal de que és apenas um fantasma do passado, que já não quer pesar sobre mim todos os dias. Pelo contrário. "Vai! Ainda há esperança para ti!" disseste. Sabes bem que mudei muito. Apesar de as visitas se terem tornado mais espaçadas e longínquas, sabes que continuas em mim. Nunca vai mudar. Apenas descobri que existe um mundo de sensações para viver e que o tempo se torna cada vez mais curto. Quero viver esse mundo. Quero encontrar a pessoa que tanto me tentavas encontrar, sabendo eu que te amava como nunca ninguém te amou. E tenho a certeza, que se algum dia encontrar essa pessoa, nos vais abençoar, porque escolhida por mim tens a certeza de que é a escolha correcta. Ao teu fantasma, digo adeus com a força nos olhos que sempre me deste. E deixo-te a rosa cor de fogo que sempre te deixei. Adeus, meu amor! Ainda há esperança...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Já Não Há Esperança...

Cada vez mais começo a entender que o meu lugar não é aqui. Se existe uma pessoa com capacidade de me indicar esse facto, é a minha mãe. Começa a tornar-se quase diária a ideia de sair daqui e não mais voltar. Pode estar guardada breve uma surpresa. Quem me prendia a esta terra há muito que não o faz. Nunca mais o poderá fazer.
A ideia de partir, para qualquer lugar, acomoda-se na minha mente cada vez mais. Não farei falta a ninguém e ninguém sentirá a minha partida. Pessoalmente não sei bem qual é o meu lugar, mas também não interessa muito. Talvez seja um qualquer, talvez nunca vá a ser nenhum.
Subitamente o enjoo passou, mas caiu sobre mim a pior náusea que pode existir. De quando em vez, até mais do que era necessário, levo com as palavras que me fazem sentir cada vez pior. Ninguém precisa de me informar que sou um falhado. Eu sei que sou. Ninguém precisa de me fazer sentir a pior pessoa do mundo. Eu sei que sou. Mas as pessoas teimam em fazer isso, especialmente a minha mãe. Este é um dos momentos em que me apetece fugir...
Nem sei se estou aqui a dizer alguma coisa demais. Os meus amigos pensam que sou uma pedra inquebrável e que poucos ou nenhuns sentimentos tenho. Se soubessem a tristeza que me assola a alma na maior parte do dia... mas continuo a fingir que sou aquilo que não sou nem nunca fui.
Por vezes um sorriso, uma brincadeira, uma palhaçada, escondem uma tristeza tão grande, mas tão grande que nos faz perguntar o que andamos aqui a fazer e se realmente vale a pena viver. Habituei-me a constantes guerras psicológicas, a jogos de poder. Dividir para reinar.
Mas a verdade é que me pergunto diariamente se realmente vale a pena viver. Viver nestas condições, onde a nossa própria casa consegue ser o nosso maior inferno. Decididamente preciso de sair daqui a correr.
Um dia, numa nota de desespero, alguém escreveu em jeito de despedida "Já não há esperança.". Neste momento luto com todas as forças para dizer a mim mesmo que ainda existe alguma esperança para mim. Sinto-me vazio por dentro. Despejado de toda e qualquer noção daquela esperança que nos faz viver um dia e a seguir outro e depois outro e ainda mais outro.
Não tenho ninguém que me estenda a mão neste campo de areias movediças. Não ouço uma voz a dizer que ainda vale a pena. Era neste momento que precisava daquele gesto, daquele olhar, daquele carinho. Já não há esperança.
O meu coração, cansado e triste, vai batendo. Tenta agarrar uma vida que, ainda jovem, não faz sentido nenhum. Uma vida incipiente e banal.
Se tivesse alguma coragem, estava a dizer a uma pessoa, que estou a começar nutrir a sentimentos por ela. E que gostava que fosse ela a obrigar-me a ficar. Não o faço por medo. Por cobardia. Já fui capaz de ir para o meio de um incêndio ajudar algumas pessoas, que nem conhecia, a salvar os seus bens. Disseram que fui corajoso, que podia ter ficado lá no meio. No entanto sou tão cobarde... Sempre fui assim para expressar os meus sentimentos. Por muito que tente mudar não consigo. Até nisto sou um triste. Uma alma a penar no meio de um mundo em constante mutação. Muitas vezes dou por mim, no meio da multidão, a pensar na solidão, naquele momento, a pensar no que faço ali. Enquanto não me erguer e berrar bem alto os meus sentimentos nunca me vou sentir bem.
O self-control que tenho ajuda-me a acalmar e a manter a suficiente distância para ver com clarividência. Sou aquele que consegue manter a calma em plena catástrofe. No entanto, sou aquele que perante a catástrofe da sua vida, não faz nada. Gostava de perder os meus medos por um instante e dizer tudo aquilo que me vai no coração às pessoas. Uma a uma. Todas perante mim. Um juízo final. Talvez algumas pessoas tivessem surpresas perante o que lhes ia dizer. Mas não tenho essa coragem. "Cobarde! Cobarde! Cobarde!". São os gritos que ecoam na minha cabeça neste preciso momento.
Perante esta pessoa que que me tornei, tenho algumas certezas. A certeza de que hoje seria capaz de tomar conta de uma mulher, de amá-la e respeitá-la, de tomar conta dela, de a proteger, de a mimar. Aliás os mimos que nunca tive, guardo-os ainda, para quem algum dia os quiser. Se é que alguém vai querer um tipo como eu... Nem é preciso mimarem-me, fico feliz apenas se oferecer os meus mimos a uma mulher.
Mereço ficar sozinho por tudo aquilo que fiz no passado. Não podemos apagar o passado. Como eu queria... Mas pelo menos pedi desculpa a quem tinha de pedir. Apenas posso corrigir os erros e tentar que alguém ainda goste de mim, mas com a minha eterna cobardia, tenho medo de me magoar de novo. Tenho medo de avançar demasiado. Tenho medo de não ser correspondido. Nem precisava que me amasse, apenas que gostasse um bocadinho pequenino de mim e que estivesse disposta a aturar-me. Existem mulheres perfeitas e seres totalmente imperfeitos e trogloditas como eu. Como posso eu esperar algo?
Estou num daqueles momentos em que costumo dizer: "Que toda a tristeza do mundo caía sobre mim e que toda a alegria do mundo abrilhante a vida dos meus amigos e das pessoas de quem gosto." Estou habituado a estar triste. A segurar as pontas aos amigos que estão mal. Não me importo minimamente com isso. Acho que consigo ser melhor e mais útil nesse momentos maus do que nos momentos de alegria. Como posso eu ajudar à festa se ao fim e ao cabo ando sempre triste?
Sinto-me pronto para partir neste momento. Ninguém irá sentir a minha falta. Já não há esperança.

PS: Desculpem-me os leitores, mas é assim que vai a minha alma.

Primeiro Post de 2008... Uma Desgraça Nunca Vem Só!

Pois é meus caros, 2008 está aí! Após uma passagem de ano bem regada, devo informar que daqui a 9 meses vai nascer o primeiro filho nascido do ventre de um homem! Eu! É que ando tão enjoado desde a noite de 31 de Dezembro que não vos digo nem vos conto! Mal acordei no dia 1 de Janeiro, o primeiro sentimento do ano foi... um enjoo matinal!
Ok.... confesso que ainda estou pedrado desde essa noite. Tenho a sensação que bebi demais. É só uma sensação. Ainda não tive desejos de grávido, mas as náuseas persistentes oferecem a percepção de uma gravidez. Acho que vou ter de ir ao meu ginecologista para saber de quanto tempo...
Bem este post é uma desgraça, como já se aperceberam. Mais ou menos como me estou a sentir agora. Não mentalmente. A passagem do ano correu bem! Bem demais até! Entrei em 2008 a pé, não me perguntem como, ainda nem eu percebo como me aguentei de pé durante alguns minutos... Depois foi beber até dizer chega. Quando me disseram "chega pá"!
Ano Novo Vida Nova! A ver vamos... pelo menos lá para Setembro isso vai ser verdade. Quem não me conhece, vai conhecer nessa altura. Espero aparecer na abertura dos telejornais (pelo menos no da TVI que mais parece um freak show). Título da Notícia: Nasce primeiro filho na barriga de um homem!
Mas atenção, não quer isto dizer que tenha andado metido em coisas digamos que esquisitas ou mesmo... vá lá... apaneleiradas. Não!!! Só estou enjoado. E com esta conversa porque continuo a saber muito pouco do que digo. Espero amanhã estar em condições para escrever coisas com mais sentido e nexo. Até lá... um Bom Ano para todos!

PS: A falta de sono também ajuda a estar assim...