Como gosto de pessoas que me fodam a cabeça e me ponham a pensar... M. esta é para ti!
"Só estás farto da situação que tu criaste, parece por aquilo que me estás a dizer que só tu é que procuras algo que nem sequer existe ou sem tanta pressão ou insistência existirá."
Em grande M.! Tenho de admitir! Fodeste-me bem com esta! A minha devida vénia... estiveste em grande... és a maior! (apesar de me ir arrepender violentamente destas últimas frases!!!)
Sexta Feira à noite. Jantar com alguém que conheci recentemente. Muitas vezes essa mulher que gosta de dizer que é menina intitula-se como "estranha". Apenas nos conhecíamos via net, fomos apresentados por um primo dela (meu amigo) e falávamos, trocávamos mensagens e conversas, por vezes irritantes, para ver quem era mais chato e mais convencido. A nossa história é muito curta e nem isso fez com que ela perdesse a coragem de me enfrentar cara a cara. Dizia repetidamente que não podia confiar em quem nunca tinha visto. É uma mulher difícil por essa desconfiança que teima em manter, mas ao mesmo tempo uma menina adorável. Jantamos e ela falou, falou, falou. Achei piada ao facto de afinal não ser nada irritante, nem chata e nem tão convencida como eu pensava. É que existem aquelas pessoas que falam, falam, falam e não dizem nada de jeito. Ela, pelo contrário, sabe o que diz... quando quer! A sua peculiar (vamos deixar ficar pelo peculiar para não dizer outras palavras) forma de conduzir metem algum receio em quem viaja ao lado... da mesma forma que a sua (diz ela) falta de habilidade para estacionar assusta! O tempo passou rápido e a voar... espero que se repitam jantares, cafés ou copos e a amizade se solidifique... até porque - a M. o dirá - mas penso que consegui provar-lhe que sou de confiança e não apenas daqueles que apenas tenta saltar à cueca de uma mulher. Um outra mulher que foi muito difícil de abrir, mas com quem tenho agora bastante confiança é uma colega de trabalho. Precisamente o oposto da M. que é viva, alucinante pela vivacidade e vontade, é a S. Calma, tímida, incrivelmente equilibrada e sensata. Falamos durante longas horas sobre tudo e nada. A S. consegue ser desconcertante na sua postura recta e leal a si mesma. E apesar de ter custado a quebrar, decidiu por sua própria vontade deixar-me entrar no seu restrito grupo de amigos. Como escrevia numa sms que me enviou ontem "até porque não tive que te procurar"... tal e qual... cai assim mais ao menos aos trambolhões à frente dela... felizmente não lhe acertei senão já não tinha mais amiga. A S. é uma autêntica princesinha, sem o querer ser. Facto comprovado é que fiquei surpreendido com estas duas senhoras. Facto comprovado é que foram dois testes difíceis de ultrapassar, especialmente a S.. Como tal, começa a ser-me difícil compreender o comportamento de outros que teimam em não querer conhecer pessoas com quem mantêm um nível de amizade e de entendimento bastante superior a este. Tal como me custa a compreender que outros que têm um amor ali ao virar da esquina, se amedrontem e sejam incapazes de lutar para ser felizes. Mas afinal eu é que sou o doido? Cá para mim estas pessoas andam a esconder-se da felicidade e, ao mesmo tempo, correm o risco de perder essas amizades e amores. Até porque o tempo passa, a magia vai-se esfumando e aparecem outras pessoas com capacidade para surpreender e decidir muito mais rapidamente. Como alguém um dia disse... Ou fodem ou saem de cima!
Para finalizar... atentem no equilíbrio e na força necessária... amostra deste vídeo... que achei capaz de caber neste post. É um jogo parecido com este que jogamos na vida e ficou descrito aqui.
E por fim... reparem nas sábias palavras cantadas no inicio e fim deste acto:
un día muy triste volveré ese día no te pude detener el vino de las copas se acabó pero antes de partir no te vayas a olvidar un beso, un abrazo, un tierno y dulce chao un beso, un abrazo, hasta sólo un chao