Relações Humanas
Gosto de ver algumas séries de televisão sobre relações humanas. Eu sei que são lamechas e não sei mais o quê, mas trazem sempre algum motivo de reflexão. Nem que seja apenas num único episódio. Ontem ao observar duas encontrei dois temas para reflectir. Dois temas diferentes, mas que têm algo de comum. Surgiram-me duas perguntas na mente. Será que temos mesmo hipótese de tentar corrigir os erros do passado? Quando cometemos um erro fatal, como uma traição, será que temos uma chance de emendar essa situação?
A primeira questão que levantei, junta a elas outras questões. Uma delas ando à anos a tentar responder a ela. Acreditam que somos seres fundamentalmente ajuizadores ou fundamentalmente maus? Acredito que todos temos o direito de, pelo menos, tentar corrigir os erros que cometemos no passado. Não é fácil e nem sempre é possível. Para realizarmos essas correcções, precisamos de terceiros. Esses terceiros são as pessoas que magoamos e que têm na mão o nosso julgamento. Daí acresce a tal pergunta. Geralmente, quando o ser humano é magoado de alguma forma, tem a tendência quase animal a defender-se. Raras são as pessoas que conseguem perdoar qualquer facto. Somos julgados de imediato. Ao corrigir o passado, no meu caso, tive algumas vitórias e algumas derrotas. Nem todas as pessoas aceitaram as minhas sinceras desculpas, nem todas quiseram sequer ver a minha cara ou ouvir a minha voz. Compreendo-as perfeitamente. No entanto, se é verdade que algumas julgaram aceitando ou não as desculpas, pessoas houve que nem sequer o tentaram e foram más. Daí que me tenha surgido a tal pergunta que me perturba à muito tempo. Deixei-me de julgar os outros e creio que a partir desse momento consegui ser uma pessoa melhor. Entendo perfeitamente os actos das pessoas e aceito-os como tal, não passam de meros actos sejam eles errados ou não. Até ao momento ainda acho que o ser humano ainda é um misto de juiz e de mau. Pena é que a maioria desses seres não olhem para os seus quintais. É bem mais fácil olhar e criticar os outros.
A segunda situação, nasceu de um acto inconsciente ou consciente, tanto faz vivida por uma das personagens. Ao ser descoberta a traição, ela tentou emendar o erro. Acreditava piamente que apenas tinha uma hipótese para se redimir do erro e que se deixasse correr o tempo apenas ia perder essa oportunidade. Será que é verdade? Será que temos direito a uma segunda oportunidade nestes casos? São tão complicados que apenas quem sofre pode decidir. Hoje eu sei que seria capaz de perdoar e tentar recomeçar a vida após uma traição. Apenas se amasse verdadeiramente a mulher. Mas mantenho as minhas dúvidas sobre se isso será mesmo possível. Apagar aquele cantinho que está no cérebro, onde estão as defesas ao sofrimento, deixar isso no baú das memórias e seguir em frente com a mesma pessoa é, quanto a mim, uma mostra de amor e crescimento incrível. Um ser humano que tome essa atitude de baixar a guarda e prosseguir esse caminho... é um fantástico momento de inspiração.
A primeira questão que levantei, junta a elas outras questões. Uma delas ando à anos a tentar responder a ela. Acreditam que somos seres fundamentalmente ajuizadores ou fundamentalmente maus? Acredito que todos temos o direito de, pelo menos, tentar corrigir os erros que cometemos no passado. Não é fácil e nem sempre é possível. Para realizarmos essas correcções, precisamos de terceiros. Esses terceiros são as pessoas que magoamos e que têm na mão o nosso julgamento. Daí acresce a tal pergunta. Geralmente, quando o ser humano é magoado de alguma forma, tem a tendência quase animal a defender-se. Raras são as pessoas que conseguem perdoar qualquer facto. Somos julgados de imediato. Ao corrigir o passado, no meu caso, tive algumas vitórias e algumas derrotas. Nem todas as pessoas aceitaram as minhas sinceras desculpas, nem todas quiseram sequer ver a minha cara ou ouvir a minha voz. Compreendo-as perfeitamente. No entanto, se é verdade que algumas julgaram aceitando ou não as desculpas, pessoas houve que nem sequer o tentaram e foram más. Daí que me tenha surgido a tal pergunta que me perturba à muito tempo. Deixei-me de julgar os outros e creio que a partir desse momento consegui ser uma pessoa melhor. Entendo perfeitamente os actos das pessoas e aceito-os como tal, não passam de meros actos sejam eles errados ou não. Até ao momento ainda acho que o ser humano ainda é um misto de juiz e de mau. Pena é que a maioria desses seres não olhem para os seus quintais. É bem mais fácil olhar e criticar os outros.
A segunda situação, nasceu de um acto inconsciente ou consciente, tanto faz vivida por uma das personagens. Ao ser descoberta a traição, ela tentou emendar o erro. Acreditava piamente que apenas tinha uma hipótese para se redimir do erro e que se deixasse correr o tempo apenas ia perder essa oportunidade. Será que é verdade? Será que temos direito a uma segunda oportunidade nestes casos? São tão complicados que apenas quem sofre pode decidir. Hoje eu sei que seria capaz de perdoar e tentar recomeçar a vida após uma traição. Apenas se amasse verdadeiramente a mulher. Mas mantenho as minhas dúvidas sobre se isso será mesmo possível. Apagar aquele cantinho que está no cérebro, onde estão as defesas ao sofrimento, deixar isso no baú das memórias e seguir em frente com a mesma pessoa é, quanto a mim, uma mostra de amor e crescimento incrível. Um ser humano que tome essa atitude de baixar a guarda e prosseguir esse caminho... é um fantástico momento de inspiração.

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