No Tocar Peligro de Muerte
Foi este o título de um mail que recebi esta semana. Lá dentro apenas um link para um vídeo do youtube e uma palavra "Locos!". Quando abri o vídeo reconheci a data e o local. Nem foi preciso ver o que era para rir-me como um perdido! As imagens do vídeo mostram uma valente tempestade no dia 12 de Agosto de 2007, uma sexta-feira.
O dia estava escuro e a ameaçar chuva, mas mesmo assim decidi sair. O calor proporcionava uma ida à praia. Quando subitamente começam a cair umas pingas de chuva, as pessoas normais começam a fugir para os apartamentos e hotéis. Nós resolvemos ficar. Poucos minutos depois... trovoada! Estávamos dentro das águas quentes do Mediterrâneo. Uma troca de olhares e foi tomada a decisão de ficarmos por ali. Saímos por segundos da água para trazer as toalhas para junto do mar. Nesse momento a chuva era já bem forte e a trovoada muito próxima.
Adoro sentir chuva de Verão na cabeça, mas aquela era tão pesada que fomos forçados a meter a mona debaixo de água. Uma praia com quase 4 kms de extensão vazia, com excepção de alguns malucos aqui e ali. Umas cabeças dentro de água. Subitamente a chuva tornou-se torrencial e a trovoada acercou-se perigosamente de nós. A água estava tão quentinha que resolvemos ficar por ali. Quando um relâmpago caiu ali bem perto, achamos melhor sair. Nova aventura...
As toalhas, os chinelos, as próprias ruas completamente alagadas. Apesar de totalmente molhados, esperamos debaixo de um prédio que a chuva acalmasse. Uma ironia... Ainda não consegui perceber qual foi a nossa ideia, mas enfim... Atravessamos duas ruas com aquela bonita água castanha... cheia de lixo... a cobrir os tornozelos. As restantes pessoas sentadinhas nas esplanadas e nos bares olhavam para nós com aquele ar de... vá lá... como expressar por palavra aquelas caras... bem lá deviam comentar para eles "coitados... são tolinhos... olha para aquilo" por entre sorrisos e caras de parvos. Nós prosseguimos o caminho... os outros que se lixem. Nós é que curtimos à grande! Os outros não sabem curtir!
Agora com a distância proporcionada pelo tempo, apercebi-me do risco que corremos. A trovoada cruzada é perigosa... agora dentro do mar... ainda mais perigosa se torna! Não levamos com um raio na corneta por mero acaso, mas fica a memória de uma tarde inesquecível... ou melhor mais uma tarde inesquecível... e a certeza de que o meu atestado de sanidade mental continua muito, muito longe de ser passado!
Na resposta a esse mail pedi um atestado... ao que me dito que a minha sorte é a polícia não querer problemas com doentes mentais. Tá tudo dito!
O dia estava escuro e a ameaçar chuva, mas mesmo assim decidi sair. O calor proporcionava uma ida à praia. Quando subitamente começam a cair umas pingas de chuva, as pessoas normais começam a fugir para os apartamentos e hotéis. Nós resolvemos ficar. Poucos minutos depois... trovoada! Estávamos dentro das águas quentes do Mediterrâneo. Uma troca de olhares e foi tomada a decisão de ficarmos por ali. Saímos por segundos da água para trazer as toalhas para junto do mar. Nesse momento a chuva era já bem forte e a trovoada muito próxima.
Adoro sentir chuva de Verão na cabeça, mas aquela era tão pesada que fomos forçados a meter a mona debaixo de água. Uma praia com quase 4 kms de extensão vazia, com excepção de alguns malucos aqui e ali. Umas cabeças dentro de água. Subitamente a chuva tornou-se torrencial e a trovoada acercou-se perigosamente de nós. A água estava tão quentinha que resolvemos ficar por ali. Quando um relâmpago caiu ali bem perto, achamos melhor sair. Nova aventura...
As toalhas, os chinelos, as próprias ruas completamente alagadas. Apesar de totalmente molhados, esperamos debaixo de um prédio que a chuva acalmasse. Uma ironia... Ainda não consegui perceber qual foi a nossa ideia, mas enfim... Atravessamos duas ruas com aquela bonita água castanha... cheia de lixo... a cobrir os tornozelos. As restantes pessoas sentadinhas nas esplanadas e nos bares olhavam para nós com aquele ar de... vá lá... como expressar por palavra aquelas caras... bem lá deviam comentar para eles "coitados... são tolinhos... olha para aquilo" por entre sorrisos e caras de parvos. Nós prosseguimos o caminho... os outros que se lixem. Nós é que curtimos à grande! Os outros não sabem curtir!
Agora com a distância proporcionada pelo tempo, apercebi-me do risco que corremos. A trovoada cruzada é perigosa... agora dentro do mar... ainda mais perigosa se torna! Não levamos com um raio na corneta por mero acaso, mas fica a memória de uma tarde inesquecível... ou melhor mais uma tarde inesquecível... e a certeza de que o meu atestado de sanidade mental continua muito, muito longe de ser passado!
Na resposta a esse mail pedi um atestado... ao que me dito que a minha sorte é a polícia não querer problemas com doentes mentais. Tá tudo dito!

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