segunda-feira, 5 de maio de 2008

Jam Sessions

Muitas vezes liberto-me de preconceitos e digo tudo o que me vem à tola. Obviamente nem tudo é positivo, mas quando temos alguma crença naquilo que acreditamos, mandamos bugiar tudo e todos e somos nós mesmos. Muitas vezes penso e acredito que chegou uma altura da minha vida em que decididamente estou condenado a ficar só. Gosto de dar esperança a quem merece. No entanto, essa esperança em mim vai e vem conforme o tempo. Não acredito muito nessas cenas do "cada laranja tem a sua metade" ou "cada panela tem o seu testo". São tretas que dizem quando quem está sozinho se sente em baixo. Um acto de compaixão ou piedade.
Quando procuramos muito e não encontramos ninguém temos vontade de desistir. O caminho torna-se longo, pesado e os kms pesam nas pernas e na cabeça. Talvez por isso quando vivemos sem esperança, resignados a algo que nunca vai acontecer, percebemos que podemos encontrar em pequenas coisas, como uma jam no meio de uma música ao vivo, os tais momentos de alegria e carinho que não vivemos com outra pessoa ao lado. Estou num desses momentos. Sinto-me vazio. Curiosamente peguei num concerto que tive a felicidade de ver ao vivo e, ao recordar aqueles momentos, sinto-me mais completo. A intensidade e o calor que faz falta é dada por um conjunto de instrumentos a tocar. Não é parecido com nada, daí a sua beleza. A diferença é que vai enchendo o coração com uma beleza estranha, muito mais mental. Uma ligação de arte que nos faz sentir vivos e a qual podemos ouvir sem parar. É uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo inexplicavelmente agradável.
Muitas vezes sinto-me cansado de mim mesmo. Na vertiginosa vontade de voltar para aquilo que fui e que deixei para trás. De voltar a ser mau para tudo e todos. De voltar a perder o respeito pelas mulheres e pelo mundo. Afinal elas gostam de bad boys. Desculpem qualquer coisinha ao dizer isto, mas tive um caso perverso. Quando uma mulher deixa que o namorado (nem é marido nem anda perto, penso eu) lhe bata em pleno centro comercial, vai fazer queixinhas à mãe e mesmo assim não o deixa, das duas... dez... ou é estúpida ou só gosta de gajos com a mania que são maus. Tenho outras teorias de gajas a comprovar isso, mas esta parece ser o caso mais chocante. Dizem que sou boa pessoa, talvez esteja mais próximo do que imaginam de voltar atrás e tornar-me mau outra vez. Algumas mulheres parece que gostam.

PS: Senhoras a ler este post... podem malhar à vontade! Do you really think i fucking care?!?!

0 Comentários:

Enviar um comentário

Subscrever Enviar feedback [Atom]

<< Página inicial