Imperfeições
Cruzei-me este fim de semana com os meus dois opostos. Após uma pergunta que fiz à vários dias a uma amiga e da qual fiquei sem resposta, recebi um sms que dizia o seguinte "És essencialmente bom." Era a resposta. Ora sabe quem me conhece que é a mais pura das mentiras! Se fosse alvo de um estudo de qualquer National Geographic... estava entre um dinossauro e um paquiderme. Um novo ramo seria criado no ramo animal só para mim! Tanto em beleza física como em beleza interior. Depois de ter sentido algum choque pela resposta que recebi (confesso que sou poucas vezes elogiado logo fico como o tolo no meio da ponte quando recebo um) não tardou a voltar a encontrar o meu outro eu.
Domingo à tarde acabei por sair. O dia estava bom. Encontro-me de frente com um dos meus ódios de estimação. Fraco pela doença, incrivelmente abatido com dificuldades que nunca tinha sentido. Confesso que não senti dó nem compaixão, nem um mínimo de piedade ou pena. O sentimento de este mundo ser muito pequeno para nós os dois continua bem vivo em mim. Não cabemos no mesmo planeta.
É nestes momentos que sei que não sou boa pessoa. A vida tem sido madrasta de tempos a tempos. Cruzaram-se comigo muitas pessoas más, talvez em demasia. Foi contra essas pessoas que me rebelei, foi com elas que tive de aprender a viver, foi a essas pessoas que tive de aprender a ganhar constantes batalhas e guerras psicológicas. Foi através delas que me tive de impor talvez pela forma menos agradável. Tenho a consciência que sou mais temido do que respeitado. As minhas acções e as minhas palavras são cruéis. Quem já perdeu tudo na vida pouco mais tem a temer e nada tem a perder. É precisamente nestes momentos que me sinto sujo. Nem perante um inimigo abatido consigo sentir piedade. Tornaram-me assim... impiedoso, sanguinário, frio, calculista, sem sentimentos.
Guardo aquilo que tenho de bom apenas para meia dúzia de pessoas. As que sinto que merecem conhecer o meu lado bom. Essas poucas pessoas dizem que sou "essencialmente bom". Para elas sim, porque conhecem o lado em que sou de dar a camisa e ir ao inferno para ir buscar os meus amigos. Sei bem quais são essas pessoas. Por vezes faço até coisas que não gosto por eles e elas, mas duvido que isso faça de mim uma boa pessoa. Sou uma espécie de dois em um. Mau e bom. Frio e apaixonado. Sanguinário e protector.
Sei que já não posso optar por ter apenas o lado bom. É tarde demais. Mas estes defeitos e imperfeições fazem-me ser quem sou. Apenas mais uma alma perdida a fazer o seu caminho...
Domingo à tarde acabei por sair. O dia estava bom. Encontro-me de frente com um dos meus ódios de estimação. Fraco pela doença, incrivelmente abatido com dificuldades que nunca tinha sentido. Confesso que não senti dó nem compaixão, nem um mínimo de piedade ou pena. O sentimento de este mundo ser muito pequeno para nós os dois continua bem vivo em mim. Não cabemos no mesmo planeta.
É nestes momentos que sei que não sou boa pessoa. A vida tem sido madrasta de tempos a tempos. Cruzaram-se comigo muitas pessoas más, talvez em demasia. Foi contra essas pessoas que me rebelei, foi com elas que tive de aprender a viver, foi a essas pessoas que tive de aprender a ganhar constantes batalhas e guerras psicológicas. Foi através delas que me tive de impor talvez pela forma menos agradável. Tenho a consciência que sou mais temido do que respeitado. As minhas acções e as minhas palavras são cruéis. Quem já perdeu tudo na vida pouco mais tem a temer e nada tem a perder. É precisamente nestes momentos que me sinto sujo. Nem perante um inimigo abatido consigo sentir piedade. Tornaram-me assim... impiedoso, sanguinário, frio, calculista, sem sentimentos.
Guardo aquilo que tenho de bom apenas para meia dúzia de pessoas. As que sinto que merecem conhecer o meu lado bom. Essas poucas pessoas dizem que sou "essencialmente bom". Para elas sim, porque conhecem o lado em que sou de dar a camisa e ir ao inferno para ir buscar os meus amigos. Sei bem quais são essas pessoas. Por vezes faço até coisas que não gosto por eles e elas, mas duvido que isso faça de mim uma boa pessoa. Sou uma espécie de dois em um. Mau e bom. Frio e apaixonado. Sanguinário e protector.
Sei que já não posso optar por ter apenas o lado bom. É tarde demais. Mas estes defeitos e imperfeições fazem-me ser quem sou. Apenas mais uma alma perdida a fazer o seu caminho...

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