Mais Um Encontro Casual
Pois é aconteceu mais uma vez... A quem nunca aconteceu ir na rua e cruzar-se com um amigo ou conhecido que já não vê à muito tempo? Mais uma vez tive um desses encontros casuais. Desta vez a quatro. Eu e o meu pai encontramos um amigo/vizinho e o filho dele. Somos aproximadamente da mesma idade (sim... sou um 27 year old kid!!!). Conversas divertidas, passadas ali no Marquês e no velhinho e tristemente desaparecido café Portugal. Um ícone de muitas conversas e de muito tempo passado ali ao lado da minha primeira residência.
Não refiro aqui os nomes desses amigos, por serem distintos... ou vá lá... diferentes, mas conhecidos cidadãos do Porto. Aliás este post debia ser escrebinhado em portuense e naum em português. Espero que a seu tempo vos consiga deixar aqui um fabuloso post, tenho apenas de actualizar o meu portuense ao nível de excelência.
Foi uma conversa divertida, que passou para um copo, e onde ficamos durante algumas horas a lembrar o passado... se bem que eu e o puto nos sentimos um bocado mais rebaixados do que divertidos... É tão bom sermos recordados pelas birras, asneiras, vidros partidos e outras cenas tristes que fazemos quando somos criancinhas imberbes...
Mas recordo claramente dessa conversa o tema polícia... quem me conhece sabe que tenho um enorme problema com a polícia, basta a sua existência para ficar com náuseas, enjoo, raiva e uma enorme vontade de armar um contra-revolução que acabasse com esses senhores da repressão, que mais não sabem fazer do que passar multas. Penso que consegui demonstrar o "amor" que sinto por eles na última frase. Ser bófia, era a unica profissão que não conseguiria nunca desempenhar, preferia ser... é melhor não dizer a profissão que me passa neste momento pela cabeça...
Curiosamente foi um encontro cheio de recordações, entre uma estupidez e outra, escutava com atenção uma pianada que passava ali ao lado. Ninguém se recordava do nome da canção que era ali tocada. Todos estávamos de acordo apenas em que era muito antiga e eu batia na tecla que era uma música da Carly Simon. Quando voltei para casa, fiz uma busca por aquele som fantástico. Nada. Durou algum tempo a busca até encontrar o "Coming Around Again" de 1987.
Fui levado outra vez até à minha infância por esta musica e esta maravilhosa voz. Precisamente nestas alturas é que sinto que estou a ficar velho...
E precisamente nestes momentos consigo compreender coisas que no passado nunca compreendi. Como esta letra. Nunca atentei bem nas palavras que correm esta grande balada e que, hoje, sinto que são tão verdadeiras e tão belas... "I know nothing stays the same / But if you're willing to play the game / It's coming around again / So don't mind if I fall apart / There's more room in a broken heart". Este chorus é uma verdade sobre a vida. Após um grande amor tudo muda nada fica na mesma, mas se estivermos dispostos a jogar o jogo que se reaproxima vez após vez (porque é assim mesmo que acontece) então o espaço no nosso coração reabre-se a uma vida e a sentimentos que são tão maravilhosos de sentir.
Sou obrigado a concordar com isto "And I believe in love / But what else can I do / I'm so in love with you". Somos praticamente obrigados a acreditar no amor, ressurge a qualquer altura e é bem melhor quando cai de forma inesperada no nosso colo.
Todas as restantes frases soltas desta letra são tão soltas como verdadeiras. A vida não passa disso mesmo, de recordações e vivências soltas na nossa memória que com o passar dos anos vão fazendo todo o sentido, mesmo que não façam sentido nenhum. Quem é que no seu perfeito juízo "Scream a lullaby"? E quantas vezes já não tivemos vontade (eu já o fiz várias vezes... e garanto que sabe bem no fim) de berrar bem alto alguma coisa que nos vai na alma. Gritar bem alto (se bem que aconselho vivamente a fazerem à pessoa que amam, ou então, dirijam-se a um local ermo e isolado e berrem sozinhos... só para ninguém achar que um internamento de urgência numa instituição psiquiátrica resolve o caso) ajuda a libertar os nossos fantasmas, as nossas tristezas, frustrações. Ser adulto é complicado. Libertar a nossa força interior ou a criança que ainda vive em nós... sabe muito bem!
Um encontro casual deu neste post. E este post será que faz algum sentido? Não sei... talvez daqui a alguns anos tenha a resposta. É sempre assim...
Não refiro aqui os nomes desses amigos, por serem distintos... ou vá lá... diferentes, mas conhecidos cidadãos do Porto. Aliás este post debia ser escrebinhado em portuense e naum em português. Espero que a seu tempo vos consiga deixar aqui um fabuloso post, tenho apenas de actualizar o meu portuense ao nível de excelência.
Foi uma conversa divertida, que passou para um copo, e onde ficamos durante algumas horas a lembrar o passado... se bem que eu e o puto nos sentimos um bocado mais rebaixados do que divertidos... É tão bom sermos recordados pelas birras, asneiras, vidros partidos e outras cenas tristes que fazemos quando somos criancinhas imberbes...
Mas recordo claramente dessa conversa o tema polícia... quem me conhece sabe que tenho um enorme problema com a polícia, basta a sua existência para ficar com náuseas, enjoo, raiva e uma enorme vontade de armar um contra-revolução que acabasse com esses senhores da repressão, que mais não sabem fazer do que passar multas. Penso que consegui demonstrar o "amor" que sinto por eles na última frase. Ser bófia, era a unica profissão que não conseguiria nunca desempenhar, preferia ser... é melhor não dizer a profissão que me passa neste momento pela cabeça...
Curiosamente foi um encontro cheio de recordações, entre uma estupidez e outra, escutava com atenção uma pianada que passava ali ao lado. Ninguém se recordava do nome da canção que era ali tocada. Todos estávamos de acordo apenas em que era muito antiga e eu batia na tecla que era uma música da Carly Simon. Quando voltei para casa, fiz uma busca por aquele som fantástico. Nada. Durou algum tempo a busca até encontrar o "Coming Around Again" de 1987.
Fui levado outra vez até à minha infância por esta musica e esta maravilhosa voz. Precisamente nestas alturas é que sinto que estou a ficar velho...
E precisamente nestes momentos consigo compreender coisas que no passado nunca compreendi. Como esta letra. Nunca atentei bem nas palavras que correm esta grande balada e que, hoje, sinto que são tão verdadeiras e tão belas... "I know nothing stays the same / But if you're willing to play the game / It's coming around again / So don't mind if I fall apart / There's more room in a broken heart". Este chorus é uma verdade sobre a vida. Após um grande amor tudo muda nada fica na mesma, mas se estivermos dispostos a jogar o jogo que se reaproxima vez após vez (porque é assim mesmo que acontece) então o espaço no nosso coração reabre-se a uma vida e a sentimentos que são tão maravilhosos de sentir.
Sou obrigado a concordar com isto "And I believe in love / But what else can I do / I'm so in love with you". Somos praticamente obrigados a acreditar no amor, ressurge a qualquer altura e é bem melhor quando cai de forma inesperada no nosso colo.
Todas as restantes frases soltas desta letra são tão soltas como verdadeiras. A vida não passa disso mesmo, de recordações e vivências soltas na nossa memória que com o passar dos anos vão fazendo todo o sentido, mesmo que não façam sentido nenhum. Quem é que no seu perfeito juízo "Scream a lullaby"? E quantas vezes já não tivemos vontade (eu já o fiz várias vezes... e garanto que sabe bem no fim) de berrar bem alto alguma coisa que nos vai na alma. Gritar bem alto (se bem que aconselho vivamente a fazerem à pessoa que amam, ou então, dirijam-se a um local ermo e isolado e berrem sozinhos... só para ninguém achar que um internamento de urgência numa instituição psiquiátrica resolve o caso) ajuda a libertar os nossos fantasmas, as nossas tristezas, frustrações. Ser adulto é complicado. Libertar a nossa força interior ou a criança que ainda vive em nós... sabe muito bem!
Um encontro casual deu neste post. E este post será que faz algum sentido? Não sei... talvez daqui a alguns anos tenha a resposta. É sempre assim...

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