The Day The Music Died
Foi com este título que nomeei os dias em que perco alguém. São aqueles dias que ficam marcados na memória e por vezes no coração com um traço negro. Tão negro que sempre que passo por eles não posso deixar de sentir uma tristeza profunda e nesses dias nem música consigo ouvir. A música tem um papel fundamental na minha vida. É uma forma que tenho de matar a solidão e matar o tempo. Gosto de variar e mudar de estilo, de ouvir uma profunda variedade de sons e assim manter um experimentalismo que toda a arte necessita. De tal forma que muita gente não compreende como num momento ouço trechos de Carmina Burana e a canção que passa logo em seguida será um Creeping Death ou um Your Funeral My Trial ou mesmo um None Of Them Knew They Were Robots. A banda sonora da minha vida não é mais do que uma amalgama de sonoridades distintas e estranhas, talvez seja mesmo como alguém um dia disse "a mesma amalgama de sentimentos, emoções e profundidade com que vives". Talvez...
Ontem estive a passear por uma casa vazia. Já não tinha um dia assim há algum tempo e por vezes sabe bem, estar um dia inteiro calado, a curtir a solidão momentânea de um espaço sem gente. Enquanto vagueava pela casa a fazer umas arrumações, pensava na vida, pensava em pessoas que já não fazem parte da minha vida. Soou no meu cérebro a campainha dos dias em que a música morreu. Foi estranho reviver na memória pessoas, frases, momentos únicos e que na sua singularidade e na singularidade dessas pessoas que já não voltam nunca mais serão vividos.
Durante algum tempo esse espírito abafou o resto e deixei-me cair na cama em silêncio total. Apaguei luzes, fechei janelas e fiquei no escuro. Revivi cada um desses momentos dolorosos, com uma cambiante porém. Sei que já não me podem fazer mal, recordar estes momentos pode apenas reforçar a solidez pessoal e a força com que saí dessas situações. Não deixa de existir uma situação curiosa no meio de tudo isto. Hoje que estou livre ninguém me quer. É algo curioso perceber que quando tive hipóteses não a aproveitei e agora nada, ninguém, niente, rien, no one, nessuno. Penso que perdi as oportunidades que tive e agora não me resta mais do que esperar que alguém se decida a olhar e perder o medo. Ou ainda um outro caso... ficar sozinho para o resto da vida.
Tento lutar contra isso. Tento mostrar que até nem sou assim tão mau gajo quanto isso. E acima de tudo tento convencer pessoas que merecem a não deixarem passar o tempo, porque ao deixarem passar o tempo deixam fugir pessoas que gostam delas. Existe mais vida para lá de um amor perdido. Não me perguntem se existe vida para lá da morte porque dava uma discussão de todo o tamanho. Pese embora, nos tempos que correm, ser cada vez mais difícil encontrar pessoas de jeito, elas ainda existem e quando alguém tem a sorte de as apanhar pelo caminho, é um eterno erro deixá-las fugir. O tempo corre e não volta atrás, nem ninguém espera para sempre. Essas boas pessoas podem não ser aquilo que sonhamos um dia. Podem não ser bonitas, apelativas à vista, mas já tive tantas provas que essa gente bonita consegue ser tão bela como tão fútil... Aquilo que à vista desarmada pode ser um camafeu (e não falo de mim... porque aí tinha que chamar algo bem pior hehehe) pode esconder uma pessoa fabulosamente bonita. Não quero com isto dizer que as mulheres e os homens bonitos (se bem que não aprecie gajos... não se enganem com a frase... todos os gajos para mim são feios, horrorosos, monstros autênticos!!!) sejam fúteis e maus seres humanos. Existem excepções, cada vez mais raras, cada vez mais vistos como peças de museu ou alguém a guardar cuidadosamente.
Apenas quero aqui deixar um conselho (se é que sou alguém para dar conselhos aos outros... mas aturem-me que este espaço é meu!). Vivam o Day The Music Died tal como ele é. Façam o velório, enterrem-no bem no lugar onde deve estar guardado e voltem rapidamente a viver. Não percam tempo a chorar o leite derramado, porque um dia pode ser tarde demais e as pessoas que gostam de nós nunca esperam para sempre. E se abrir-mos os olhos tarde demais... acabou-se a esperança e a vontade de lutar contra ventos, tempestades e marés. Ninguém espera para sempre. O tempo passa, as pessoas seguem em frente e nós... bem nós ficamos sozinhos. São duas das leis da vida. As coisas são como são.
Ontem estive a passear por uma casa vazia. Já não tinha um dia assim há algum tempo e por vezes sabe bem, estar um dia inteiro calado, a curtir a solidão momentânea de um espaço sem gente. Enquanto vagueava pela casa a fazer umas arrumações, pensava na vida, pensava em pessoas que já não fazem parte da minha vida. Soou no meu cérebro a campainha dos dias em que a música morreu. Foi estranho reviver na memória pessoas, frases, momentos únicos e que na sua singularidade e na singularidade dessas pessoas que já não voltam nunca mais serão vividos.
Durante algum tempo esse espírito abafou o resto e deixei-me cair na cama em silêncio total. Apaguei luzes, fechei janelas e fiquei no escuro. Revivi cada um desses momentos dolorosos, com uma cambiante porém. Sei que já não me podem fazer mal, recordar estes momentos pode apenas reforçar a solidez pessoal e a força com que saí dessas situações. Não deixa de existir uma situação curiosa no meio de tudo isto. Hoje que estou livre ninguém me quer. É algo curioso perceber que quando tive hipóteses não a aproveitei e agora nada, ninguém, niente, rien, no one, nessuno. Penso que perdi as oportunidades que tive e agora não me resta mais do que esperar que alguém se decida a olhar e perder o medo. Ou ainda um outro caso... ficar sozinho para o resto da vida.
Tento lutar contra isso. Tento mostrar que até nem sou assim tão mau gajo quanto isso. E acima de tudo tento convencer pessoas que merecem a não deixarem passar o tempo, porque ao deixarem passar o tempo deixam fugir pessoas que gostam delas. Existe mais vida para lá de um amor perdido. Não me perguntem se existe vida para lá da morte porque dava uma discussão de todo o tamanho. Pese embora, nos tempos que correm, ser cada vez mais difícil encontrar pessoas de jeito, elas ainda existem e quando alguém tem a sorte de as apanhar pelo caminho, é um eterno erro deixá-las fugir. O tempo corre e não volta atrás, nem ninguém espera para sempre. Essas boas pessoas podem não ser aquilo que sonhamos um dia. Podem não ser bonitas, apelativas à vista, mas já tive tantas provas que essa gente bonita consegue ser tão bela como tão fútil... Aquilo que à vista desarmada pode ser um camafeu (e não falo de mim... porque aí tinha que chamar algo bem pior hehehe) pode esconder uma pessoa fabulosamente bonita. Não quero com isto dizer que as mulheres e os homens bonitos (se bem que não aprecie gajos... não se enganem com a frase... todos os gajos para mim são feios, horrorosos, monstros autênticos!!!) sejam fúteis e maus seres humanos. Existem excepções, cada vez mais raras, cada vez mais vistos como peças de museu ou alguém a guardar cuidadosamente.
Apenas quero aqui deixar um conselho (se é que sou alguém para dar conselhos aos outros... mas aturem-me que este espaço é meu!). Vivam o Day The Music Died tal como ele é. Façam o velório, enterrem-no bem no lugar onde deve estar guardado e voltem rapidamente a viver. Não percam tempo a chorar o leite derramado, porque um dia pode ser tarde demais e as pessoas que gostam de nós nunca esperam para sempre. E se abrir-mos os olhos tarde demais... acabou-se a esperança e a vontade de lutar contra ventos, tempestades e marés. Ninguém espera para sempre. O tempo passa, as pessoas seguem em frente e nós... bem nós ficamos sozinhos. São duas das leis da vida. As coisas são como são.

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