quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Jogadora

Ontem fui mais uma vez apanhado em flagrante delito. Estavas linda e reluzente. Nunca te tinha visto jogar snooker. Entusiasmada, concentrada. Surpreendeu-me a tua habilidade para o jogo. Não exageras quando dizes que jogas bem.
Enquanto assistia sentado num sofá, observava aspectos desconhecidos em ti. As expressões faciais que ainda não tinha visto eram tanto estranhas como curiosas. O franzir da testa ao jogar. O ligeiro ferrar do lábio ao acabar de jogar, esperando para ver se a bola levava a trajectória devida. A cara de ligeira decepção quando falhavas. Os movimentos do corpo ondulantes e vitoriosos quando concretizavas os objectivos e meio descaídos e desiludidos quando não acertavas como querias.
Confesso que foi uma surpresa assistir a tabelas e bolas geniais que metias. Algumas pareciam dignas de profissionais. Quando te desafiei para uma partida sabia que ia perder e de largo, mas não me intimidei. Dez anos sem jogar fazem toda a diferença, mas que se lixe! Ela até merece uma vitória contra um nabo!
No fim saí mais cedo... e para além de me perguntares se jogavas bem, disseste como resposta ao "também fazes umas caras engraçadas"... perguntaste que caras, para as imitar. Não consigo, a sério que não. São demasiado únicas para as repetir, mas um dia gravo-as e vês. Achei piada ao "em vez de imitares descreves no blog, preferes assim". Pois é... acho que não é preferir. Já o disse que não as conseguiria imitar. São tão tuas... Mas aqui está como fazias prever ontem! Escrito por cá.
És surpreendente, lindíssima, tão dualista quanto intrigante e simpática. És apenas tu...

Já fora do contexto deste post, mas como nota de rodapé deixo uma frase que me enviaram ontem por mail e que reflecte de uma forma quase 100% correcta aquilo que acho que é o amor. Não consegui ler quem é o autor, mas a frase merece aqui destaque:

Love.
Love is often,
misunderstood,
But how does one begin?

You give it away
Without thoughts of return,
And what you get is
What you gave.

Falta cumprir-se a última parte. Talvez um dia...

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