A Nossa História Continua
Foi com esta frase que terminaste uma noite em que mais uma vez quebramos a fronteira da razão e do bom senso. Era tarde, demasiado tarde para quem tinha de trabalhar na manhã que se aproximava. No entanto, era cedo, demasiado cedo para dormir e pôr ponto final naquele momento em que te vi pela primeira vez solta. Foi o primeiro momento em que vi o sorriso largo ultrapassar a carinha triste que mostravas desde que te conheci.
Em boa verdade não sei se te recordas de alguns momentos da noite. Reflexões literárias e conversas cruzadas com os rapazes da mesa ao lado, sei que sim. Sei que te lembras, sei que gostaste. Será que te lembras das conversas sobre os efeitos do álcool, dos cogumelos, do mezcal? Provavelmente. Guardas para ti talvez o melhor.
Desde que te conheci, e ainda temos tanto para conhecer um do outro, nunca tinha sequer pensado na frase título e que só podia sair da tua boca. Nunca tinha pensado que estamos a traçar a nossa própria história, uma história a dois, marcada por momentos de tristeza, de alegria, de cumplicidade que só nós podemos entender. E porquê? Porque apenas os dois vivemos esses momentos. E eu que julgava que a verdadeira história tem tanto de pesado como de épico, descubro agora que se pode criar uma história apenas com simples momentos de companheirismo infindável.
Curioso é também o facto de (apesar de faltar cumprir-se Portugal - e tu sabes do que estou a falar!) cumprir-se uma pequena profecia que deixaste quando nos conhecemos. "Agora nunca mais nos largamos" foi a frase que disseste no carro, naquela noite escura e fria. E o facto é que nunca mais nos largamos. E ainda bem acrescento!
Como vês , e pese embora a situação dificil em que te encontravas quando nos conhecemos, não tem de ser pesado e complicado conhecer outra pessoa. É bem mais simples e fácil do que parece.
Sem stresses, sem complicações e sem outros tantos ões (lá está o gajo a cair outra vez no erro de parecer um anúncio ao Pingo Doce... chiça!!!). Duas pessoas conhecem-se; criam uma forte, rápida (e nada habitual em mim) empatia e vão-se descobrindo uma à outra. Tão simples quanto isto!
Devo confessar que por vezes és desconcertante de uma forma muito positiva. Gosto de "abrir" uma pessoa e saber que posso ser surpreendido a qualquer momento. Por isso gosto de estar contigo. Não seria capaz de meter conversa com ninguém de forma tão livre e espontânea como tu fizeste. É por isso que para mim és tão interessante. De um dualismo, de um arrebatador sentido de critério, de uma cultura e inteligência vasta. E basta perceberes isto para que tenhas qualquer homem a teus pés!
O álcool pode, de facto, ser tramado. Falávamos disso quando me pregaste uma partida. "E se eu te disser que...? reticências". Fingi que não tinha percebido para ver se realmente tinha entendido bem. "E se eu te disser que...? reticências... E ficamos assim porque a nossa história continua!". Sorri. Larguei um "é do género livro onde se coloca uma folha para marcar a página e se recomeçar de novo". Disseste que fui perspicaz. Sou quando quero. E pese embora me vir a arrepender da frase seguinte... Fica a saber que ouço mesmo muito bem! Não sei se já era o álcool a falar por ti (estou em crer que não), não sei sequer se te recordas dessa frase e desse momento. Mais uma cumplicidade apenas nossa.
Somos (não a caminho - como te disse para te picar) grandes amigos. Conquistaste um espaço difícil de conquistar num tempo tão curto que por vezes até estranho. Já estás dentro do meu coração e fazes parte da minha vida.
E se eu te disser que? reticências... A nossa história continua.
Em boa verdade não sei se te recordas de alguns momentos da noite. Reflexões literárias e conversas cruzadas com os rapazes da mesa ao lado, sei que sim. Sei que te lembras, sei que gostaste. Será que te lembras das conversas sobre os efeitos do álcool, dos cogumelos, do mezcal? Provavelmente. Guardas para ti talvez o melhor.
Desde que te conheci, e ainda temos tanto para conhecer um do outro, nunca tinha sequer pensado na frase título e que só podia sair da tua boca. Nunca tinha pensado que estamos a traçar a nossa própria história, uma história a dois, marcada por momentos de tristeza, de alegria, de cumplicidade que só nós podemos entender. E porquê? Porque apenas os dois vivemos esses momentos. E eu que julgava que a verdadeira história tem tanto de pesado como de épico, descubro agora que se pode criar uma história apenas com simples momentos de companheirismo infindável.
Curioso é também o facto de (apesar de faltar cumprir-se Portugal - e tu sabes do que estou a falar!) cumprir-se uma pequena profecia que deixaste quando nos conhecemos. "Agora nunca mais nos largamos" foi a frase que disseste no carro, naquela noite escura e fria. E o facto é que nunca mais nos largamos. E ainda bem acrescento!
Como vês , e pese embora a situação dificil em que te encontravas quando nos conhecemos, não tem de ser pesado e complicado conhecer outra pessoa. É bem mais simples e fácil do que parece.
Sem stresses, sem complicações e sem outros tantos ões (lá está o gajo a cair outra vez no erro de parecer um anúncio ao Pingo Doce... chiça!!!). Duas pessoas conhecem-se; criam uma forte, rápida (e nada habitual em mim) empatia e vão-se descobrindo uma à outra. Tão simples quanto isto!
Devo confessar que por vezes és desconcertante de uma forma muito positiva. Gosto de "abrir" uma pessoa e saber que posso ser surpreendido a qualquer momento. Por isso gosto de estar contigo. Não seria capaz de meter conversa com ninguém de forma tão livre e espontânea como tu fizeste. É por isso que para mim és tão interessante. De um dualismo, de um arrebatador sentido de critério, de uma cultura e inteligência vasta. E basta perceberes isto para que tenhas qualquer homem a teus pés!
O álcool pode, de facto, ser tramado. Falávamos disso quando me pregaste uma partida. "E se eu te disser que...? reticências". Fingi que não tinha percebido para ver se realmente tinha entendido bem. "E se eu te disser que...? reticências... E ficamos assim porque a nossa história continua!". Sorri. Larguei um "é do género livro onde se coloca uma folha para marcar a página e se recomeçar de novo". Disseste que fui perspicaz. Sou quando quero. E pese embora me vir a arrepender da frase seguinte... Fica a saber que ouço mesmo muito bem! Não sei se já era o álcool a falar por ti (estou em crer que não), não sei sequer se te recordas dessa frase e desse momento. Mais uma cumplicidade apenas nossa.
Somos (não a caminho - como te disse para te picar) grandes amigos. Conquistaste um espaço difícil de conquistar num tempo tão curto que por vezes até estranho. Já estás dentro do meu coração e fazes parte da minha vida.
E se eu te disser que? reticências... A nossa história continua.

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