quinta-feira, 30 de outubro de 2008

111

Hoje estou estranho. Talvez esteja como o raio do dia. Um pouco de sol pela manhã misturado com chuva e frio. O Sol ainda não desabrochou em mim, talvez mais tarde. O dia ainda vai a meio, e nem os elogios profissionais de uma colega, conseguiram aquecer o ânimo. Sinto-me frio e chuvoso. Normalmente quando cometo erros crassos é assim que fico. Pensativo, com uma calma aparente mas muito relutante em aceitar a minha própria estupidez. E ainda não a consegui aceitar. Apetece-me andar à cabeçada às paredes.
Era tão mais fácil se conseguisse controlar alguns instintos que saem tipo leão enjaulado e que, no repente, em que as palavras saem da boca, podem ser mal interpretados e conduzir a uma confusão ainda maior. Criei a situação. Anormal pá! És mesmo burro! Agora tenho de me sujeitar a ela e ás suas consequências. Tenho de dar a volta ao texto. Os olhares, os sorrisos, aquilo em que poucos notam, eu reparo. E consigo discernir claramente os maliciosos dos normais e amistosos. Honestamente passou-me pela cabeça enfaixar um soco nas trombas do artista que te tentou engatar tão descaradamente. É que foi tão notório que não sei como percebeste!A culpa aí também é tua. Ou gostas de jogos perigosos ou então és tão inocente… mas tão inocente mesmo… Agora é a minha altura de me atravessar ao caminho. Tal qual cavaleiro andante, mas que não hesita em tirar a espada para proteger a princesa indefesa. A não ser que a princesa diga para não espetar a espada no meio dos olhos de um ser nauseabundo…

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