O Meu Cérebro Cansado
Ando cansado. Nem vale a pena esconder. Não é um mero cansaço físico, mas psicológico. Já é habitual o meu cérebro andar numa autêntica roller coaster ride. Uma mistura entre as largas avenidas da Foz e as estreitas ruas do circuito da Guia. Mas desta vez chega ás 5 da tarde a pedir um shutdown à máquina. Daí em diante funciona devagar e nessas duas horas que faltam para abandonar o emprego, multiplicam-se as visitas à porta do armazém para fumar um cigarro. Depois saio e finalmente descansa.
Contudo é estranho o despertar que ele tem tido pela noite. A verdade é que ontem levou um par de estalos mentais que até andou de lado. O corpo... esse... reagiu como habitual. Fez cara de esquisito, cara de pouco convencido e de quem assobia para o lado. Sou teimoso... No entanto, e sabendo que a capacidade de discernir é maior para quem está de fora, vim a pensar no assunto para casa. Tu que me deste os estalos sabes que tens razão. Eu também sei que a tens. Talvez precise de aprender a mudar, mas devagar... Com esse arrepio que me deste, conquistaste o direito a puxar-me as orelhas, mas tem cuidado... sou tão teimoso que até mereço... mas não quero ficar como o Dumbo!!!
Revelar a alguém quem sou e como verdadeiramente sou é doloroso. É algo que estou habituado a guardar só para mim. Nem sei bem porque o fiz contigo. Talvez tenha sido uma parvoíce. Se o foi, a única coisa que talvez tenhas perdido por mim, foi o respeito como homem.
Não penses que o amigo que te tenta guardar e proteger, não pensa como um homem. Protege-se apenas dos seus impulsos animais como tantas vezes fez e faz. Ver-te frágil aguça ainda mais os meus instintos protectores, mas o carinho e as caricias que te dou, são de um homem que sabe que nada mais te pode pedir. Não agora. Não nunca? Quem o saberá? Não sei.
Não tenhas por isso medo das minhas meiguices nem dos meus toques. Somos amigos. Serei o berço que te embala o sono e o braço que te protegerá das balas. Enquanto quiseres, enquanto entenderes, enquanto necessitares.
NOTA DE RODAPÉ: Pese o cansaço, consegui finalmente a resposta para uma pergunta que lancei aqui há uns meses neste espaço. Porventura os leitores mais assíduos recordar-se-ão e encontrarão agora a resposta: Es-tu divin...
Contudo é estranho o despertar que ele tem tido pela noite. A verdade é que ontem levou um par de estalos mentais que até andou de lado. O corpo... esse... reagiu como habitual. Fez cara de esquisito, cara de pouco convencido e de quem assobia para o lado. Sou teimoso... No entanto, e sabendo que a capacidade de discernir é maior para quem está de fora, vim a pensar no assunto para casa. Tu que me deste os estalos sabes que tens razão. Eu também sei que a tens. Talvez precise de aprender a mudar, mas devagar... Com esse arrepio que me deste, conquistaste o direito a puxar-me as orelhas, mas tem cuidado... sou tão teimoso que até mereço... mas não quero ficar como o Dumbo!!!
Revelar a alguém quem sou e como verdadeiramente sou é doloroso. É algo que estou habituado a guardar só para mim. Nem sei bem porque o fiz contigo. Talvez tenha sido uma parvoíce. Se o foi, a única coisa que talvez tenhas perdido por mim, foi o respeito como homem.
Não penses que o amigo que te tenta guardar e proteger, não pensa como um homem. Protege-se apenas dos seus impulsos animais como tantas vezes fez e faz. Ver-te frágil aguça ainda mais os meus instintos protectores, mas o carinho e as caricias que te dou, são de um homem que sabe que nada mais te pode pedir. Não agora. Não nunca? Quem o saberá? Não sei.
Não tenhas por isso medo das minhas meiguices nem dos meus toques. Somos amigos. Serei o berço que te embala o sono e o braço que te protegerá das balas. Enquanto quiseres, enquanto entenderes, enquanto necessitares.
NOTA DE RODAPÉ: Pese o cansaço, consegui finalmente a resposta para uma pergunta que lancei aqui há uns meses neste espaço. Porventura os leitores mais assíduos recordar-se-ão e encontrarão agora a resposta: Es-tu divin...

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