E Agora Algo de Mais Sério
No meio de tanta verborreia mental esqueci-me de pedir desculpas pela tradução livre do direito de resposta ao Project C2. Uma prova de que ainda existem tradutores na net que funcionam é o facto de ter recebido alguns insultos via telefone e mesmo que tenham sido ditos em inglês, não os posso reproduzir aqui... Porque será?
De facto andar a mandar-me sempre abaixo, aborrece mais os outros do que a mim mesmo. "Se escrevi o que escrevi, sabes muito bem que foi sentido." foi uma das frases que ouvi ao telefone, entre outras do estilo "se tu não dás o devido valor à tua pessoa quem o fará?". A verdade é que acho que ninguém. No entanto, não é tão verdade esta segunda questão. Eu dou o devido valor à minha pessoa. Sei como sou e o valor que tenho, mas muita das vezes sinto a necessidade de me auto-flagelar para diluir as questões que levanto a mim mesmo. Se sou assim tão bom e porreiro então porque é que ainda estou sozinho? E será que vou acabar assim?
Revejo-me em parte do comentário da Cat, apesar de ser algo exagerado. Tudo aquilo que ela diz faz sentido, conhecendo-me como me conheço. Mas pode ser extremamente doloroso não encontrar respostas para as perguntas que me coloco. Por isso, a via mais fácil é deitar-me abaixo, não ligar puto ao que digo e preocupar-me mais com questões que a mim (pelo menos directamente) nada me dizem. É bem mais simples tentar entender o porquê de ainda acontecerem, em pleno século XXI, desastres humanitários como os do Darfur, guerras devido ao petróleo, situações infames como a pedofilia e o tráfico de seres humanos. Neste último caso, o tráfico de seres humanos, será que as pessoas estão conscientes dos números que são verdadeiramente aterradores?
Estima-se em cerca de 700 mil mulheres e crianças que as redes de tráfico fazem passar todos os anos pelas fronteiras internacionais. Algumas ONGs defendem mesmo que o número é ligeiramente mais elevado se contarmos (para além da exploração sexual) com a exploração pelo trabalho. E estes números não são preocupantes? A verdade é que parece que ninguém está muito interessado em mexer-se. Estes casos há muito que deixaram de ser episódicos para se tornarem em mais uma catástrofe estrutural. A pobreza, o desemprego, a ausência de educação e de recursos são algumas causas para este crescimento abominável do tráfico de pessoas. Pior do que isso, são as consequências posteriores aos abusos sexuais, físicos e mentais que sofrem as vitimas destas redes. Já para não falar das danos à saúde destas, essencialmente, mulheres. Tenho lido relatórios extremamente complexos sobre esta matéria, alguns mesmo da UE, mas a verdade é que não passam disso mesmo. Parece que a predisposição para alterar este estado de coisas, começa lentamente a mudar, mas enquanto não passarem para o terreno, deixando de parte os nomes bonitos dos projectos e relatórios, nada vai mudar... e os sonhos continuarão a ser desfeitos...
De facto andar a mandar-me sempre abaixo, aborrece mais os outros do que a mim mesmo. "Se escrevi o que escrevi, sabes muito bem que foi sentido." foi uma das frases que ouvi ao telefone, entre outras do estilo "se tu não dás o devido valor à tua pessoa quem o fará?". A verdade é que acho que ninguém. No entanto, não é tão verdade esta segunda questão. Eu dou o devido valor à minha pessoa. Sei como sou e o valor que tenho, mas muita das vezes sinto a necessidade de me auto-flagelar para diluir as questões que levanto a mim mesmo. Se sou assim tão bom e porreiro então porque é que ainda estou sozinho? E será que vou acabar assim?
Revejo-me em parte do comentário da Cat, apesar de ser algo exagerado. Tudo aquilo que ela diz faz sentido, conhecendo-me como me conheço. Mas pode ser extremamente doloroso não encontrar respostas para as perguntas que me coloco. Por isso, a via mais fácil é deitar-me abaixo, não ligar puto ao que digo e preocupar-me mais com questões que a mim (pelo menos directamente) nada me dizem. É bem mais simples tentar entender o porquê de ainda acontecerem, em pleno século XXI, desastres humanitários como os do Darfur, guerras devido ao petróleo, situações infames como a pedofilia e o tráfico de seres humanos. Neste último caso, o tráfico de seres humanos, será que as pessoas estão conscientes dos números que são verdadeiramente aterradores?
Estima-se em cerca de 700 mil mulheres e crianças que as redes de tráfico fazem passar todos os anos pelas fronteiras internacionais. Algumas ONGs defendem mesmo que o número é ligeiramente mais elevado se contarmos (para além da exploração sexual) com a exploração pelo trabalho. E estes números não são preocupantes? A verdade é que parece que ninguém está muito interessado em mexer-se. Estes casos há muito que deixaram de ser episódicos para se tornarem em mais uma catástrofe estrutural. A pobreza, o desemprego, a ausência de educação e de recursos são algumas causas para este crescimento abominável do tráfico de pessoas. Pior do que isso, são as consequências posteriores aos abusos sexuais, físicos e mentais que sofrem as vitimas destas redes. Já para não falar das danos à saúde destas, essencialmente, mulheres. Tenho lido relatórios extremamente complexos sobre esta matéria, alguns mesmo da UE, mas a verdade é que não passam disso mesmo. Parece que a predisposição para alterar este estado de coisas, começa lentamente a mudar, mas enquanto não passarem para o terreno, deixando de parte os nomes bonitos dos projectos e relatórios, nada vai mudar... e os sonhos continuarão a ser desfeitos...

1 Comentários:
Isto é o qu eu chamo de loucura saudavel...lol...
No meio de tudo isso que escreveste preocupam-se com os fumadores...é nojento não é?
Rafaela
Beijinhos
Ps - Deias estabelecer um horario para a verificação d epalavras, tipo horario comercial lol. É que a esta hora d amanhã estou a pedir a um olho para ajudar o outro a decifrar as letras, lol!
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