Encontros Imediatos
A semana que ontem terminou (sim, porque para mim as semanas terminam ao Domingo) teve alguns encontros imediatos típicos da twilight zone. Um desses encontros passou-se num café da baixa. Uma coisa rápida, estranha e ao mesmo tempo desconcertante. Este tipo de encontros casuais podem ser bons ou maus, conforme os nossos sentidos e sentimentos.
Pude, pela primeira vez, olhar para um grande amor e perceber fisicamente, aquilo que já sabia interiormente. Ou seja, olhar para aquela mulher e sentir apenas um vazio de indiferença em que já nem a amizade cabe. Se bem que inadvertidamente, dei por mim a perguntar, como fui capaz de me apaixonar por ela. A pessoa que surgiu à minha frente, sentada com algumas colegas numa mesa de café, era a imagem de uma mulher cansada, abatida, triste. Não a imagem que me habituei a ver e a sentir. Este tipo de efeitos podem ser trágicos a longo prazo. Não deixo de assinalar contudo, que ainda houve um sentimento que ressaltou a olhar para ela, esse sentimento (que quando surge em mim, tem um mau significado porque o detesto sentir) foi pena. Pena porque caso quisesse podia ter tido comigo uma vida bem melhor do que leva com o namorado. Pena porque se quiser, com certeza, que pode ter uma vida melhor, mas agora com qualquer outro homem que se atravesse na vida dela, comigo nunca mais! Pena porque merece ter essa vida melhor e porque, quando acordar vai acabar por se encontrar numa valeta sozinha e sem tempo para remediar o passado.
Cada um escolhe os seus passos e vive a vida como quer. Não há volta a dar. As coisas são como são. Talvez tenha aquilo que merece, cada um tem o que merece. Mas lá que foi estranho foi, olhar para um antigo amor e perceber que só emerge indiferença, quando em tempos estive disposto a fazer e a dar tudo por ela, foi algo que me deixou a pensar. Enfim, estou curado!
Considero que a vida é uma experiência extraordinária, complexa, por vezes ininteligível, estranha, absurda com laivos de excentricidade e requintes de loucura. É mesmo assim e, quando pensamos, que já vimos tudo o que tínhamos para ver... caímos no engano de forma redonda! E foi assim mesmo que, no final do ano passado, conheci uma das mais belas mulheres que já conheci, até talvez a mais bela. Bela interiormente e tão inatingível que por vezes dá vontade de... eu sei o que dá vontade... e já estive perto de o fazer por duas vezes! Mas seguindo para bingo...
Ontem entre indecisões e indefinições, muito devido às condições atmosféricas, acabei por concretizar mais um desses encontros típicos da twilight. Decidi a custo levantar o fofo do sofá e ir ver, por mera curiosidade, como se pratica desporto por mera carolice e amor ao desporto e ao preservar de tradições que nem são nossas. Já sei que quando estamos distanciados do país onde nascemos, tentamos manter vivas essas tradições, nem que para tal seja preciso implementar essas mesmas tradições em países em que o jogo não tem condições, nem tradição ou como era o caso rigorosamente nada! Mas lá foi ele... e a renitência que tinha passou em cinco minutos.
Em menos de cinco minutos, os tugas (aos quais são muitas vezes avesso) fizeram-me sentir bem e em casa. Foi uma tarde bem passada, no meio de gente desconhecida, que rapidamente me acolheu e se fez conhecida. É incrível que o desporto una raças, credos, gentes diferentes independentemente das suas classes sociais, económicas, culturais e mesmo das suas línguas mater.
E são estas tardes em que o respeito ainda impera mesmo que num desporto duro (por muitos apelidado de violento, por mero desconhecimento), pela forma como fui recebido, que ainda me fazem acreditar no ser humano. E acima de tudo foi bom não me sentir um alien ali no meio. Assistir ao jogo junto a pessoas que percebem da matéria é muito fixe. Talvez para breve esteja num desses treinos, junto a essas pessoas, até lá fica marcado novo encontro para o próximo jogo em casa e quem sabe se não estão a nascer ali algumas boas amizades. O futuro o dirá!
São nestes pequenos encontros casuais, que a vida nos trás surpresas. Algumas agradáveis, outras desagradáveis. A vida é mesmo assim, quando menos esperamos surge o melhor das pessoas e nós, ainda que com todas as vivências que já temos, ainda conseguimos ser surpreendidos! Estas são as pequenas alegrias da vida e que dão força e vontade de continuarmos a viver. Só porque os amigos se afastam, não quer dizer que não surjam mais amizades. Só porque um amor morreu, não quer dizer que do nada não surja outro amor diferente, mas que nos atrai e nos faz sentir bem. Apenas temos de estar abertos ao mundo, aos sentimentos e às pessoas... porque afinal num planeta com 6 biliões de pessoas... ainda existem muitas surpresas pelo caminho! Esta bola redonda onde vivemos é pequena, mas demasiado grande para nos fecharmos apenas num mundinho com um fim ao virar da esquina e em meia dúzia de caramelos (entenda-se amigos) a quem estamos habituados. As surpresas aproximam-se a grande velocidade, boas ou más, e os 6 biliões não são apenas 6 caramelos!
Espero que os leitores do "Olha a Menina a Dançar" possam encontrar-se com estas surpresas da vida, já nesta semana que hoje se inicia! Uma boa semana a todos!
Pude, pela primeira vez, olhar para um grande amor e perceber fisicamente, aquilo que já sabia interiormente. Ou seja, olhar para aquela mulher e sentir apenas um vazio de indiferença em que já nem a amizade cabe. Se bem que inadvertidamente, dei por mim a perguntar, como fui capaz de me apaixonar por ela. A pessoa que surgiu à minha frente, sentada com algumas colegas numa mesa de café, era a imagem de uma mulher cansada, abatida, triste. Não a imagem que me habituei a ver e a sentir. Este tipo de efeitos podem ser trágicos a longo prazo. Não deixo de assinalar contudo, que ainda houve um sentimento que ressaltou a olhar para ela, esse sentimento (que quando surge em mim, tem um mau significado porque o detesto sentir) foi pena. Pena porque caso quisesse podia ter tido comigo uma vida bem melhor do que leva com o namorado. Pena porque se quiser, com certeza, que pode ter uma vida melhor, mas agora com qualquer outro homem que se atravesse na vida dela, comigo nunca mais! Pena porque merece ter essa vida melhor e porque, quando acordar vai acabar por se encontrar numa valeta sozinha e sem tempo para remediar o passado.
Cada um escolhe os seus passos e vive a vida como quer. Não há volta a dar. As coisas são como são. Talvez tenha aquilo que merece, cada um tem o que merece. Mas lá que foi estranho foi, olhar para um antigo amor e perceber que só emerge indiferença, quando em tempos estive disposto a fazer e a dar tudo por ela, foi algo que me deixou a pensar. Enfim, estou curado!
Considero que a vida é uma experiência extraordinária, complexa, por vezes ininteligível, estranha, absurda com laivos de excentricidade e requintes de loucura. É mesmo assim e, quando pensamos, que já vimos tudo o que tínhamos para ver... caímos no engano de forma redonda! E foi assim mesmo que, no final do ano passado, conheci uma das mais belas mulheres que já conheci, até talvez a mais bela. Bela interiormente e tão inatingível que por vezes dá vontade de... eu sei o que dá vontade... e já estive perto de o fazer por duas vezes! Mas seguindo para bingo...
Ontem entre indecisões e indefinições, muito devido às condições atmosféricas, acabei por concretizar mais um desses encontros típicos da twilight. Decidi a custo levantar o fofo do sofá e ir ver, por mera curiosidade, como se pratica desporto por mera carolice e amor ao desporto e ao preservar de tradições que nem são nossas. Já sei que quando estamos distanciados do país onde nascemos, tentamos manter vivas essas tradições, nem que para tal seja preciso implementar essas mesmas tradições em países em que o jogo não tem condições, nem tradição ou como era o caso rigorosamente nada! Mas lá foi ele... e a renitência que tinha passou em cinco minutos.
Em menos de cinco minutos, os tugas (aos quais são muitas vezes avesso) fizeram-me sentir bem e em casa. Foi uma tarde bem passada, no meio de gente desconhecida, que rapidamente me acolheu e se fez conhecida. É incrível que o desporto una raças, credos, gentes diferentes independentemente das suas classes sociais, económicas, culturais e mesmo das suas línguas mater.
E são estas tardes em que o respeito ainda impera mesmo que num desporto duro (por muitos apelidado de violento, por mero desconhecimento), pela forma como fui recebido, que ainda me fazem acreditar no ser humano. E acima de tudo foi bom não me sentir um alien ali no meio. Assistir ao jogo junto a pessoas que percebem da matéria é muito fixe. Talvez para breve esteja num desses treinos, junto a essas pessoas, até lá fica marcado novo encontro para o próximo jogo em casa e quem sabe se não estão a nascer ali algumas boas amizades. O futuro o dirá!
São nestes pequenos encontros casuais, que a vida nos trás surpresas. Algumas agradáveis, outras desagradáveis. A vida é mesmo assim, quando menos esperamos surge o melhor das pessoas e nós, ainda que com todas as vivências que já temos, ainda conseguimos ser surpreendidos! Estas são as pequenas alegrias da vida e que dão força e vontade de continuarmos a viver. Só porque os amigos se afastam, não quer dizer que não surjam mais amizades. Só porque um amor morreu, não quer dizer que do nada não surja outro amor diferente, mas que nos atrai e nos faz sentir bem. Apenas temos de estar abertos ao mundo, aos sentimentos e às pessoas... porque afinal num planeta com 6 biliões de pessoas... ainda existem muitas surpresas pelo caminho! Esta bola redonda onde vivemos é pequena, mas demasiado grande para nos fecharmos apenas num mundinho com um fim ao virar da esquina e em meia dúzia de caramelos (entenda-se amigos) a quem estamos habituados. As surpresas aproximam-se a grande velocidade, boas ou más, e os 6 biliões não são apenas 6 caramelos!
Espero que os leitores do "Olha a Menina a Dançar" possam encontrar-se com estas surpresas da vida, já nesta semana que hoje se inicia! Uma boa semana a todos!

1 Comentários:
Não sei o que é mais triste...se é desprezarmos quem um dia amarmos...ou se é voltarmos a essa pessoa vezes e vezes por comiseração e pena. As coisas sao como sao ...uma verdade demasiado perfeita que deveria trazer alívio e redenção...mas muitas vezes não traz. Traz sim inconformismo talvez...mas é uma verdade absoluta que resume vários episódios da vida numa simples frase.
Gostei deste post...
Beijinhos
Rafaela
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