terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Eu!

Ainda sobre uma conversa recente, pus-me a dissertar sobre um tema interessante. Quando e com quem pudemos ser nós mesmos? Durante muito tempo não consegui ser eu mesmo com outras outras pessoas, essencialmente mulheres. O passado já lá vai e como tal, na minha busca interior, consegui encontrar essa capacidade. Estou certo que fingir não foi a melhor opção. Magoei e magoei-me ao fingir o que nunca fui. Provavelmente porque só me consegui encontrar muitos anos depois. À bem pouco tempo.
Infelizmente todos temos de fingir ser algo que não somos em certos momentos e com muita gente. E o que acontece quando encontramos essas pessoas com as quais podemos ser nós mesmos? Reza a história que devemos aproveitar porque essas pessoas são raras e especiais. Talvez sejam o nosso melhor lado, a outra metade da laranja (desculpem as frases pirosas). Já perdi duas dessas pessoas raras, mas todo esse sofrimento não foi em vão.
Ganhar, perder, amar, sofrer, arriscar, jogar, sorrir, chorar, tudo isto e muito mais faz parte da vida. Arrisquei o limite faz em breve dois anos. Arrisquei pedir em casamento uma mulher dividida. Gentilmente, mas com uma total cara de nojo declinou. Passada a tristeza e a dor, o que aprendi com isso? Basicamente coragem. Aprendi a arriscar. Independentemente de ganhar ou perder. Mudei de atitude e arrisco atirar-me de cabeça. Que adianta o conceito de loucura quando nos atiramos num salto de 65 metros de altura a 100km/h (e que se correr mal nos conduz indubitavelmente à morte... eu arrisquei esse salto e adorei!) com os olhos bem abertos e a sentir a cara a ser sugada pela gravidade, quando depois não utilizamos esse mesmo conceito de loucura saudável para arriscar no que realmente conta? Na nossa vida, nas pessoas que futuramente nos poderão dizer algo e guiar a nossa felicidade? Nada...
Mudar de atitude depende única e exclusivamente de nós próprios. Só assim podemos libertar o passado e evoluir. O novo eu, o verdadeiro eu é assim. Arrisco mesmo que à minha frente esteja uma mulher que jogue numa outra liga. É isso que tento mostrar. O isso sou eu!

2 Comentários:

Blogger S. C. R. disse...

Concordo contigo.
De que serve viver sem arriscar? Viver na dúvida cria-nos ainda mais tristeza. Como costumo dizer, antes arrependermo-nos do que fizemos, do que arrependermo-nos do que não fizemos.
Essas dúvidas do que poderia ser, corroem-nos por dentro até à exaustão.
Em várias fases da minha vida perdi sem saber o que era, de qualquer modo, tenho sempre a consciência de que fiz tudo o que estava ao meu alcance, e se não aconteceu, foi porque não tinha de acontecer.
E a isto se chama viver.
E de cabeça erguida, com vergonha e um coração cheio de um Amor que nada vale te digo, arriscava tudo outra vez. Apenas por Amor.

Mas como não é o momento, baixo armas e desisto. Em silêncio.
Ao mesmo tempo sei que fiz de tudo.

Um grande beijo

Segredo Cor de Rosa

16 de janeiro de 2008 às 10:09  
Anonymous Anónimo disse...

O medo impede-nos de sermos nós prórpios. Formamos uma casca tipo tartaruga que ao primeiro sinal de perigo se esconde por inteiro nela. São raras as pesoas que realmente conseguem eliminar algo tão castrador como o medo. Eu ainda tenho medo...eu ainda não arrisco ...ainda não sinto...mas porque tenho medo...talvez tu também o tenhas.

PS- Vai dormir pá! Que andas a fazer acordado a esta hora?

Rafaela

17 de janeiro de 2008 às 02:04  

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