Serão Eles os Loucos?
Faz vários dias que ando a pensar no conceito de loucura. Numa curta paragem que fiz numa "Casa de Saúde", fiquei pasmado com o que por lá se passava. Os "loucos" segundo a nossa palavra (e que estranha palavra esta) tinham uma vida feliz.
A casa era um palacete magnifico e por lá andavam a pairar aquelas almas. Lembro-me de um "Contador" que andava sempre em campanha discursando pela cultura e pelas crianças. Outro era o "Fiscal" que cobrava impostos felizes. Existiam outros "loucos", que na sua loucura vagueavam pela casa. Uns silenciosos e parados, outros barulhentos e irrequietos.
Existia até uma rainha! A Rainha D. Maria, com a sua postura altiva e o seu pajem, mas sempre benemérita e feliz. Todos se curvavam à sua passagem. Foi curioso ver como todos eram felizes. As suas alegrias pequenas insignificâncias.
Pude assistir à inauguração de uma sala para as crianças, filhas dos medicos e trabalhadores, puderem brincar. Foram eles, os "loucos" que fizeram tudo aquilo. Surpreendente? Talvez não. Focalizei-me no discurso do "Contador": "Nós morremos e quem cá fica são as crianças. E elas têm de brincar e ser felizes!"
Será que estas palavras são de um louco? Fica a pergunta para reflectirmos.
Eles tinham-me pedido, a mim a e outras pessoas, dinheiro para ajudar. Queriam balões, lápis de cor e cadernos para os miúdos. Quando lhes tentei oferecer o dinheiro, recusaram e pediram que os comprasse. Foi exactamente isso que fiz.
Foi uma experiência arrebatadora ver aquela alegria!
Tinham feito algo pelas crianças. Estavam tão ou mais felizes do que os próprios miúdos. Também eles pareciam crianças!
Nunca mais esquecerei aqueles gestos, aquelas caras sorridentes. Até disparos por parte da corte de D. Maria existiram! Disparos com paus de madeira. Uma banda silenciosa tocou uma musica belíssima. A mais bela de todas as musicas!
Será que são eles os loucos? Ou seremos nós, nas nossas vidas insignificantes, fúteis e estúpidas? Nas nossas vidas que não nos dão tempo para parar e pensar quanto mais para sermos felizes.
Se estes são os nossos loucos, eu também quero ser louco!
A casa era um palacete magnifico e por lá andavam a pairar aquelas almas. Lembro-me de um "Contador" que andava sempre em campanha discursando pela cultura e pelas crianças. Outro era o "Fiscal" que cobrava impostos felizes. Existiam outros "loucos", que na sua loucura vagueavam pela casa. Uns silenciosos e parados, outros barulhentos e irrequietos.
Existia até uma rainha! A Rainha D. Maria, com a sua postura altiva e o seu pajem, mas sempre benemérita e feliz. Todos se curvavam à sua passagem. Foi curioso ver como todos eram felizes. As suas alegrias pequenas insignificâncias.
Pude assistir à inauguração de uma sala para as crianças, filhas dos medicos e trabalhadores, puderem brincar. Foram eles, os "loucos" que fizeram tudo aquilo. Surpreendente? Talvez não. Focalizei-me no discurso do "Contador": "Nós morremos e quem cá fica são as crianças. E elas têm de brincar e ser felizes!"
Será que estas palavras são de um louco? Fica a pergunta para reflectirmos.
Eles tinham-me pedido, a mim a e outras pessoas, dinheiro para ajudar. Queriam balões, lápis de cor e cadernos para os miúdos. Quando lhes tentei oferecer o dinheiro, recusaram e pediram que os comprasse. Foi exactamente isso que fiz.
Foi uma experiência arrebatadora ver aquela alegria!
Tinham feito algo pelas crianças. Estavam tão ou mais felizes do que os próprios miúdos. Também eles pareciam crianças!
Nunca mais esquecerei aqueles gestos, aquelas caras sorridentes. Até disparos por parte da corte de D. Maria existiram! Disparos com paus de madeira. Uma banda silenciosa tocou uma musica belíssima. A mais bela de todas as musicas!
Será que são eles os loucos? Ou seremos nós, nas nossas vidas insignificantes, fúteis e estúpidas? Nas nossas vidas que não nos dão tempo para parar e pensar quanto mais para sermos felizes.
Se estes são os nossos loucos, eu também quero ser louco!

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