O Regresso a Casa
É sempre estranha a definição de casa.
Regressei hoje após deixar aquela que considero a minha segunda casa. Para trás ficam alguns amigos, outros de ocasião, as noitadas e o quente do Verão. Deixei o Mediterrâneo, o nada imponente mas muito meu castelo de Villena, Madrid, Salamanca e todos os outros locais passados ao longo da viagem.
Faltam agora poucos quilómetros, desço a Avenida da Republica em Gaia, com aquela sensação estranha de estar a chegar a casa. E de repente, ao atravessar o tabuleiro da D. Luís, assola aquele pensamento no cérebro.
-"Finalmente em casa!"
Como sempre que parto nunca tenho a certeza de regressar, seja por um dia ou por um ano, sinto-me reconfortado ao olhar para baixo e rever o Douro e as velhinhas casas da Ribeira. E mesmo sem ouvir, ouço o "Porto Sentido".
Facto: antes de partir visito todos os locais que muito me dizem e antes de regressar ao apartamento a que chamo de casa, faço questão de os rever, mesmo que seja por breves segundos.
Por muito mal que digamos desta cidade, a verdade é que ela nos marca de forma profunda. Molda quem somos, a nossa maneira de ser, a nossa forma de encarar a vida.
Obviamente podemos mudar de cidade ou de país, mas levamos sempre em nós, o Porto.
Esta segunda casa de que falei é tão diferente. Sei que era capaz de lá viver e de me sentir feliz, mas sempre com o sentimento de que nunca estaria em casa.
Regressei hoje após deixar aquela que considero a minha segunda casa. Para trás ficam alguns amigos, outros de ocasião, as noitadas e o quente do Verão. Deixei o Mediterrâneo, o nada imponente mas muito meu castelo de Villena, Madrid, Salamanca e todos os outros locais passados ao longo da viagem.
Faltam agora poucos quilómetros, desço a Avenida da Republica em Gaia, com aquela sensação estranha de estar a chegar a casa. E de repente, ao atravessar o tabuleiro da D. Luís, assola aquele pensamento no cérebro.
-"Finalmente em casa!"
Como sempre que parto nunca tenho a certeza de regressar, seja por um dia ou por um ano, sinto-me reconfortado ao olhar para baixo e rever o Douro e as velhinhas casas da Ribeira. E mesmo sem ouvir, ouço o "Porto Sentido".
Facto: antes de partir visito todos os locais que muito me dizem e antes de regressar ao apartamento a que chamo de casa, faço questão de os rever, mesmo que seja por breves segundos.
Por muito mal que digamos desta cidade, a verdade é que ela nos marca de forma profunda. Molda quem somos, a nossa maneira de ser, a nossa forma de encarar a vida.
Obviamente podemos mudar de cidade ou de país, mas levamos sempre em nós, o Porto.
Esta segunda casa de que falei é tão diferente. Sei que era capaz de lá viver e de me sentir feliz, mas sempre com o sentimento de que nunca estaria em casa.

1 Comentários:
Este talvez seja o post até agora com que mais me identifico. Sei bem qual é o sentimento que descreves em cada linha e tu sabes disso. Não só pela cidade do Porto mas por tudo o que existe cá nos enraiza de forma profunda.
Também como tu a minha segunda casa fez-me feliz...mas nunca estive realmente em casa.
Beijinhos
Golden
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